Arquitetura do Tanzânia

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A outra face da arquitetura islâmica: mesquitas da África Subsaariana

A África Subsaariana é um lugar onde coexistem muitas religiões e, consequentemente, um grande número de fiéis. Edifícios icônicos, estandartes de diferentes culturas e crenças, podem ser encontrados espalhados pelos quatro cantos do continente, como a famosa Basílica da Sagrada Família no centro de Nairóbi ou o impressionante Templo Hare Krishna na África do Sul. Seja qual for o credo que estes edifícios representem, o que é evidente é que a arquitetura religiosa hoje constitui uma parte fundamental do tecido urbano das cidades da África Subsaariana. Em muitos casos, estas estruturas simbólicas e representativas operam ainda como um terreno fértil para a experimentação na arquitetura.

Vestígios urbanos do passado colonial: Dar es Salaam e Nairobi

Observando rapidamente o continente africano, encontraremos uma enorme diversidade de padrões de assentamentos humanos, variando desde pequenos ambientes urbanos, enclaves rurais até extensas metrópoles. Sobrevoando este vasto território, podemos concluir também que muitas cidades africanas estão trabalhando para superar a lacuna histórica que as separa do resto do mundo—embora essa “evolução”, na maioria dos casos, esteja apenas acentuando as desigualdades estruturais que permeiam este continente de norte a sul. E esta dinâmica não é uma novidade, pois a aparência de muitas das cidades africanas ainda hoje é resultado de uma longa história de opressão e segregação.

Arquitetura suaíli: origens e influências que moldaram a paisagem urbana do leste da África

O continente africano desempenhou ao longo da história da humanidade um papel fundamental na evolução dos processos migratórios. Neste vastíssimo e exuberante território, diferentes povos e culturas conviveram e se miscigenaram por séculos e séculos, resultando em um dos continentes mais humanamente diversos do nosso planeta—e o mesmo pode ser dito de sua arquitetura. Neste sentido, a heterogeineidade característica da arquitetura africana é resultado direto de um longo e intenso processo de apropriação e trocas entre distintos povos, culturas e modos de fazer. Em meio a essa fecunda paisagem construída, podemos encontrar desde tipologias ancestrais construídas pelos povos nativos até estruturas híbridas, nascidas do convívio—ora orgânico ora imposto—entre diferentes culturas e formas de ver o mundo.

O grande legado modernista na Tanzânia

O movimento moderno ainda hoje é um assunto que desperta as mais diversas e controversas reações. O mesmo acontece quando falamos do legado da arquitetura moderna. Acontece que não existe apenas um único legado, mas uma série de legados que varia de acordo com a localização geográfica, com o clima, o contexto político, social e econômico de cada país ou região. Embora a gênese do modernismo na arquitetura tenha se dado na Europa e nos Estados Unidos—onde encontram-se alguns dos seus mais representativos exemplares—, para além do mundo ocidental a chamada “arquitetura moderna” foi sendo moldada por arquitetos e arquitetas de acordo com as necessidades de cada contexto específico. No Sri Lanka, por exemplo, o arquiteto Geoffrey Bawa ajudou a cunhar o termo “Modernismo Tropical”, desenvolvendo uma arquitetura sensível e profundamente enraizadas na paisagem. Também podemos encontrar outros surpreendentes edifícios modernistas na Tanzânia, frutos da vasta e consistente obra construída de dois de seus mais importantes arquitetos: Anthony Almeida e Beda Amuli.

Estudantes brasileiros são premiados em concurso para uma escola primária na Tanzânia

Premiada com o segundo lugar no concurso “Earth Architecture Competition”, promovido pela ONG C-re-aid, a escola primária de Moshi, na Tanzânia, desenvolvida por uma equipe de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina, visa impulsionar a educação e a sustentabilidade como uma forma de integração espacial e social à realidade local. As diferenças de nível e comprimento dos canteiros horizontais permitem maior segurança no ambiente escolar, mas ainda mantém sua conexão com a rua.

Conhecendo a Tanzânia: uma perspectiva arquitetônica

A arquitetura da Tanzânia é construída para celebrar a natureza e a vida cotidiana. Representando uma longa história de diversos estilos, de influências britânicas e alemãs a árabes, muitos dos principais edifícios do país incluem mesquitas, igrejas e mercados. Hoje, a diversidade da Tanzânia também está enraizada em sua arquitetura e estruturas tradicionais que foram moldadas tanto pelo uso funcional quanto pela cultura.

Como a combinação da arquitetura tradicional africana e asiática pode aumentar a qualidade de vida na Tanzânia rural

O escritório Ingvartsen Architects voltou sua atenção para a "arquitetura do intercâmbio cultural" - não com o objetivo de explorar a identidade ou a estética, mas com um propósito prático em mente: minimizar a disseminação de doenças. O Projeto Magoda combina elementos asiáticos com métodos construtivos tradicionais africanos na vila de Magoda, na região de Tanga, Tanzânia, e foi colocado em prática com oito protótipos de residências. O projeto busca mostrar como o intercâmbio no design e arquitetura podem contribuir significativamente na solução de problemas para fins humanitários, não apenas melhorando a saúde e higiene, mas também o conforto e a felicidade dos usuários.

"Forms of Freedom: Independência africana e modelos nórdicos" - Pavilhão Nórdico na Bienal de Veneza 2014

Dos curadores. A exposição do Pavilhão Nórdico foi intitulada FORMS OF FREEDOM: African Independence and Nordic Models, e explora e documenta como a arquitetura moderna da Escandinávia foi parte integrante da ajuda prestada por esses países às nações da África Oriental nos anos 1960 e 70. A arquitetura resultante é de uma qualidade que não havia sido anteriormente estudada ou exposta.

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