Tudo
Projetos
Produtos
Eventos
Concursos

Julia Brant

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Sem água na obra: 11 projetos que utilizam técnicas de construção seca

Bar Mundial / Apiacás Arquitetos. Imagem: © Leonardo Finotti
Bar Mundial / Apiacás Arquitetos. Imagem: © Leonardo Finotti

Muito se discute a respeito das formas de reduzir o impacto ambiental que o mercado da construção civil gera, seja pelos resíduos que as atividades de canteiro tradicionais produzem, ou, ainda, pelo consumo de água vinculado aos processos produtivos que alguns tipos de edificação demandam. Os atuais movimentos de revisão destes parâmetros tradicionais da construção são impulsionados pela pauta ecológica, mas também, e talvez, sobretudo, respondem às possibilidades de melhorar a logística e rentabilidade dos processos do canteiro, tornando as obras mais ágeis e econômicas para quem constrói. A construção a seco é uma alternativa à qual o mercado tem recorrido, já que se trata de uma opção que promove uma obra rápida, limpa, eficiente e, em geral, com menor demanda material.

Características e diferenças de 12 estilos arquitetônicos

Há muito tempo a história das civilizações vem sendo contada e ensinada de forma linear, com um sentido evolutivo, em prol de uma apreensão facilitada por uma didática mais direta. É fato que, muitas vezes, questionou-se esse método de pensar e organizar a forma como os eventos ou manifestações culturais aconteceram no decorrer do tempo, nas diversas partes do mundo, com suas especificidades que, muitas vezes, são deixadas de lado nas grandes narrativas históricas produzidas, sobretudo, no âmbito ocidental e, mais ainda, europeu.

Água e espaços coletivos: 19 piscinas ao redor do mundo

Às vezes alguns elementos pontuais tomam uma proporção de destaque nos projetos de arquitetura, seja pela escala que assumem, ou pela possibilidade de proposição criativa que representam para o exercício de quem projeta. As piscinas são um bom exemplo desse tipo de elemento, já que sua condição de corpo d'água cria respostas muito diversas dependendo da sua situação de implantação nas obras. Elas podem ocupar espaços internos e externos, assumir desenhos dos mais variados, incorporar revestimentos que contribuem com cor aos espaços, além de serem um grande atrativo de uso coletivo nos projetos.

Casas brasileiras: 9 residências com jardim interno

O paisagismo é um componente fundamental em diversos tipos de projeto, sobretudo para pensar a integração das edificações com seus entornos e estabelecer articulações entre ambientes. O uso da vegetação confere diversas qualidades aos espaços, e apesar de figurar mais usualmente nas partes externas, o uso de jardins internos pode ser um fator de transformação total na atmosfera dos projetos.

Casas brasileiras: 11 residências com espelho d'água

No universo da arquitetura é recorrente que soluções técnicas ligadas ao conforto dos ambientes sejam transformadas em recursos expressivos ou detalhes únicos nos projetos. Esse é o caso dos espelhos d'água, dispositivos que contribuem amplamente com os parâmetros de conforto térmico nos edifícios e, ao mesmo tempo, funcionam como elementos de interesse estético que criam situações surpreendentes onde empregados. 

Casas brasileiras: 14 residências com grandes vãos

No âmbito da arquitetura e da engenharia, a palavra "vão" designa a distância entre dois apoios em uma estrutura, em geral em referência ao espaço ininterrupto entre pilares da trama de sustentação dos edifícios. Alguns vãos notáveis ficaram famosos por suas grandes e impressionantes dimensões, sobretudo em programas públicos, como é o caso do MASP de Lina Bo Bardi e do MuBE de Paulo Mendes da Rocha, ambos em São Paulo. No entanto, os grandes vãos podem representar generosidade espacial e liberdade visual em qualquer tipo de projeto, inclusive de menor escala.

A subversão da medianera em 5 projetos do escritório argentino Monoblock

Casa Castillo / MONOBLOCK. Imagem: © Javier Agustin Rojas
Casa Castillo / MONOBLOCK. Imagem: © Javier Agustin Rojas

A palavra espanhola medianera carrega um significado que, em português, poderia ser traduzido como “empena cega", no entanto seu sentido na língua hispânica ganha uma apreensão cultural e de vivência urbana se pensada em termos locais. Esse elemento arquitetônico que, ao mesmo tempo, parece separar e vincular lotes vizinhos de forma tão marcante, é recorrente em cidades da América colonizadas pela Espanha. No caso argentino, a cidade de Buenos Aires se consolidou a partir dos preceitos daqueles que chegaram ao território com as réguas da quadrícula e o rigor da organização ortogonal e se desenvolveu a dentro dessa lógica que chegou aos dias de hoje a uma situação urbana recorrentemente marcada pela presença desses elementos duros e aparentemente inadiáveis que são as medianeras.

Bibliotecas brasileiras: 9 espaços de aprendizado

Biblioteca Brasiliana / Eduardo de Almeida + Mindlin Loeb + Dotto Arquitetos. Imagem: © Nelson Kon
Biblioteca Brasiliana / Eduardo de Almeida + Mindlin Loeb + Dotto Arquitetos. Imagem: © Nelson Kon

Do cômodo doméstico à infraestrutura pública, a biblioteca é um tipo de programa arquitetônico que lida com diversas especificidades por conta de suas incumbências básicas: preservar livros e publicações e servir como espaço para leitura, estudo e pesquisa. Seja qual for a escala, as bibliotecas devem ser eficientes ao lidar com as condições naturais de iluminação e ventilação, já que, muitas vezes, combinam funções de lazer e trabalho que demandam qualidades de conforto ambiental diversas. 

Guia de arquitetura de Brasília: 16 projetos para entender as escalas da capital brasileira

Museu Nacional. Imagem: © Joana França
Museu Nacional. Imagem: © Joana França

A partir do século XIX, com sua Revolução Industrial e emergência dos novos tempos da máquina, a crescente população e as demandas pelo espaço urbano cada vez mais pungentes, na Europa, emergem as primeiras reflexões sobre a cidade e, mais do que isso, inicia-se o processo de estruturação disciplinar do urbanismo como teoria e prática inerentes ao novo momento histórico que se consolidava, e que teria seu produto, em relação às cidades, como apanágio do século XX. Dentro dessa lógica disciplinar que se configurava a partir de uma demanda social, ou muitas vezes, uma demanda política vinculada a pretensões militaristas de ordem e controle urbano, o século XX foi palco de todo o desenrolar dessa sociedade industrial, que tinha a cidade como seu horizonte. 

Casas brasileiras: 13 residências brancas

Casa M / Felipe Hess Arquitetos. Imagem: © Fran Parente
Casa M / Felipe Hess Arquitetos. Imagem: © Fran Parente

A cor pode ser um elemento que contribui muito para a qualidade de projetos de arquitetura. Seu uso eficiente pode transformar completamente a atmosfera de ambientes internos e externos, sinalizar usos específicos em espaços com características diferentes, ressignificar cômodos e destacar elementos arquitetônicos. Este se provou um recurso de grande sucesso, que inclusive se tornou marca registrada de alguns arquitetos importantes, como o caso dos mexicanos Luis Barragan e Ricardo Legorreta.

Casas brasileiras: 20 residências com piso de madeira

Dos nostálgicos pisos de taco às espécies mais sofisticadas, a madeira é um material capaz de conferir um grande grau de conforto quando utilizada como acabamento para pisos em projetos de arquitetura. Além de seu evidente valor estético, suas características contribuem com uma ambiência acolhedora e podem servir também a parâmetros de comodidade acústica e térmica, e por isso o material é tão presente em projetos de escala doméstica.

Do parque ao edifício: 16 projetos de uso público no Brasil

Parque Urbano da Orla do Guaíba / Jaime Lerner Arquitetos Associados. Imagem: © Arthur Cordeiro
Parque Urbano da Orla do Guaíba / Jaime Lerner Arquitetos Associados. Imagem: © Arthur Cordeiro

Dentre os diversos programas nos quais a prática de arquitetura e urbanismo atua, talvez os projetos para espaços públicos sejam aqueles que mais estimulam os profissionais a concentrarem uma carga discursiva que convoca a toda a multidisciplinaridade característica do ofício. Propor o desenho de espaços que serão utilizados e apropriados pela vida cotidiana pública reflete os ideais e reflexões sobre como os arquitetos imaginam que deve ser a vida nas cidades, e abre espaço para a discussão coletiva a respeito desse tema.

Reserva técnica: o que a legislação nos diz sobre esta prática

Um dos assuntos mais polêmicos quando se trata da discussão da ética profissional em arquitetura e urbanismo é a chamada reserva técnica. Essa prática muito recorrente refere-se ao pagamento de uma comissão a profissionais do ramo por empresas e fornecedores do mercado da construção civil como forma pagamento por sua indicação a clientes, ou uso em projetos. Apesar de duvidosa, essa postura é adotada por muitos arquitetos e tem se tornado bastante frequente. 

Casas brasileiras: 10 residências com edícula

A edícula, também conhecida em algumas regiões do Brasil como meia-água, é uma pequena edificação usualmente construída nos fundos de terrenos de casas para abrigar um dormitório extra na composição do programa doméstico. De modo geral, esse espaço apresenta, com algumas variações, além do quarto, um banheiro, dependências de serviço e, às vezes, coincide com o final da garagem. Historicamente as edículas eram utilizadas como dormitório de funcionários domésticos, apresentando, inclusive, entrada independente da casa.

O canteiro de obras no mutirão autogestionário

As transformações no modelo de produção de construção civil propostas historicamente por movimentos de moradia nos Mutirões Autogeridos no Brasil, em relação aos modos de produção para o mercado, não se limitam à mão de obra responsável por empreender a construção, isto é, não se trata apenas de uma troca de trabalho assalariado por trabalho mutirante desmercantilizado. As inovações passam por diversas esferas, desde o projeto arquitetônico - pensado a partir de uma perspectiva coletiva e enquanto bem comum que coloca o mutirante como "autor, produtor e futuro usuário" -, até o modo de produção no qual, diferente do modelo tradicional, “não é possível aumentar a produtividade através da ampliação da exploração, com precarização, horas extras, demissões, mas somente através da invenção de novos procedimentos e técnicas construtivas”. Esse tema é assunto de discussão para muitos arquitetos, tanto no campo teórico, quanto na experimentação e prática, onde a obra passa a ser palco de um esforço pela racionalização, otimização e horizontalidade nos processos.