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Conheça a artista por trás desses surpreendentes playgrounds

Wonder Space II, by Toshiko Horiuchi MacAdam and Interplay, at Hakone Open Air Museum. Photo © Masaki Koizum.
Wonder Space II, by Toshiko Horiuchi MacAdam and Interplay, at Hakone Open Air Museum. Photo © Masaki Koizum.

Toshiko Horiuchi MacAdam é conhecida por seus enormes e coloridos esculturas/playgrounds. O exemplo mais famoso de seu trabalho é a extensa estrutura-rede dentro do Pavilhão "Woods of Net" Pavilion no Hakone Open Air Museum no Japão - na qual Horiuchi MacAdam tricota, inteiramente a mão, no período de um ano.

Nós reservamos um momento para conversar com a Sra. Horiuchi MacAdam sobre o Pavilhão e seus outros trabalhos, como eles ligam o mundo da arte e da arquitetura, e como eles convidam o mundo para brincar. Você pode ler a entrevista, e ver mais imagens dessas estruturas fantásticas, abaixo...

© Masaki Koizum © Masaki Koizum Wonder Space II, by Toshiko Horiuchi MacAdam and Interplay, at Hakone Open Air Museum. Photo © Masaki Koizum. Wonder Space II, by Toshiko Horiuchi MacAdam and Interplay, at Hakone Open Air Museum. Photo © Masaki Koizum. + 19

Eduardo Souto de Moura Sketchbook No.76

Sketchbook No. 76 é a reprodução de um caderno de desenho do arquiteto renomado Português e laureado com o Prêmio Pritzker do ano passado, Eduardo Souto de Moura. O caderno estava em uso entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, e registra as primeiras ideias, esboços, estudos e anotações espontâneas que oferecem um ponto de partida para cada projeto, mas também a função como um recurso de trabalho. Pode-se literalmente experimentar o processo de projeto arquitetônico e o desenvolver de idéias existentes em diferentes variantes. Sketchbook No. 76 é uma homenagem ao meio do desenho e manifesta que este método de trabalho continua a ser um elemento essencial do processo criativo.

Vídeo: Dialogar com a luz por Antoni Arola

Sentado em sua mesa de trabalho, rodeado de seus “objets trouvés”, seus livros, sua luz, Antoni Arola expressa nesta entrevista como aborta o processo de criação de uma luminária, o caminho que segue para passar da ideia primária a um objeto de iluminação com entidade própria. Fala de sua forma de olhar, sua forma de fazer... de como se deve olhar para enxergar o que não há. E de seu desejo de alcançar em cada projeto seu objetivo: domesticar a luz, fazer com que seja próxima, encontrar o arquétipo que a converte em universal e atemporal.

Mais informação a seguir.

Coleção Bento / Form us with Love

O estúdio de design Form us With Love foi encarregado por ONFC para desenhar a primeira peça desta coleção, e eles decidiram começar pelo móvel mais emblemático que existe: a cadeira. Estas são particularmente complicadas porque é difícil encontrar um estilo que se sente que é genuinamente novo. Mas como a ONFC tem um novo enfoque como empresa, sentiram que era uma oportunidade para acrescentar algo novo no universo das cadeiras. Como projetistas, em geral enquanto mais limitações existem, melhor será o produto final.

Oscar Niemeyer, por Vinicius de Moraes

Quando documentar não é suficiente: obras, datas, reflexões e construções teóricas / Ruth Verde Zein

É preciso respeitar os documentos. Mas os documentos não falam por si mesmos: aguardam ser interpretados. E nunca é demais lembrar, como bem apontou Marina Waisman, que “se bem os objetos da reflexão provém da realidade, a problemática que comportam não se revela neles de um modo direto e evidente; será a reflexão que há de descobrir ou revelar problemas e questões que subjazem na realidade fática, pois o ato de formular questões ou perguntas se apoia em conceitos, em ideias; com base neles é que se produzem as descobertas; e logo será a práxis que responderá – positiva ou negativamente – às perguntas ou exigências formuladas pela reflexão”.[1]

Em Detalhe: Jardim Vertical na Clínica USP Sagrado Corazón, Sevilla / Terapia Urbana

Fernando Hidalgo Romero, do Terapia Urbana nos forneceu seu projeto do jardim vertical de 40 m², incluído na ampliação da Clínica Coração Sagrado USP de Sevilha, realizada pelos arquitetos do estúdio Penteado Arquitetos Este é o primeiro jardim vertical localizado em um centro hospitalar em toda a Europa e sua implementação foi concluída no início de setembro.

Mais informações e fotos abaixo.

Courtesia de Terapia Urbana Courtesia de Terapia Urbana Courtesia de Terapia Urbana Courtesia de Terapia Urbana + 19

Oscar Niemeyer: Em suas próprias palavras

Para homenagear o nosso grande arquiteto, organizamos uma série de frases célebres proferidas pelo mestre sobre arquitetura, política e a vida  ao longo de seus 104 anos. Veja a seguir nossa seleção:

"O importante não é sair da escola como profissional competente, mas estar consciente dos problemas da vida, desta miséria imensa que precisa ser eliminada."

Loop / Pivot Creative

LOOP, criado pela designer Paula Colchero e o arquiteto José Subero, do escritório Pivot Creative, é um assento que reinventa o conceito de mobiliário urbano com uma presença leve e surpreendente. LOOP é descrito pelos designers como “uma grande tira de tecido que passa por um anel de suporte criando cinco aros que atuam como assentos”.

Poesia e Arquitetura: Igual-Desigual / Carlos Drummond de Andrade

Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.

Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.

Arquitetura Desmembrada / Anthony Vidler

  • Meu corpo está em todo lugar: a bomba que destrói minha casa também danifica meu corpo, na medida em que a casa já era uma indicação do meu corpo
  • [ Jean-Paul Sartre, O Ser e o Nada ]

Poesia e Arquitetura: Altazor, Canto III / Vicente Huidobro

Basta senhora arpa das belas imagens
Dos furtivos comos iluminados
Outra coisa outra coisa buscamos
Sabemos pousar um beijo como um olhar
Plantar olhares como árvores
Enjaular árvores como pássaros
Regar pássaros como heliotrópios
Tocar um heliotrópio como uma música
Esvaziar uma música como um saco
Degolar um saco como um pingüim
Cultivar pingüins como vinhedos
Ordenhar um vinhedo como uma vaca
Desarvorar vacas como veleiros
Pentear um veleiro como um cometa
Desembarcar cometas como turistas
Enfeitiçar turistas como serpentes
Colher serpentes como amêndoas
Despir uma amêndoa como um atleta
Lenhar atletas como ciprestes
Iluminar ciprestes como faróis
Aninhar faróis como calhandras
Exalar calhandras como suspiros
Bordar suspiros como sedas
Derramar sedas como rios
Tremular um rio como uma bandeira
Desplumar uma bandeira como um galo
Apagar um galo como um incêndio
Vogar em incêndios como em mares
Segar mares como trigais
Repicar trigais como campanas
Dessangrar campanas como cordeiros
Desenhar cordeiros como sorrisos
Engarrafar sorrisos como licores
Engastar licores como jóias
Eletrizar joias como crepúsculos
Tripular crepúsculos como navios
Descalçar um navio como um rei
Pendurar um rei como auroras
Crucificar auroras como profetas
Etc, etc, etc.
Basta senhor violino afundado num ola ola
Cotidiana onda de religião miséria
De sonho em sonho possessão de pedrarias

Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver

As pessoas que eram melhores que nós estavam confortáveis.
Elas viviam em casas pintadas com vasos sanitários.
Dirigiam carros cujo ano e marca eram reconhecíveis.
Os que eram piores eram pesarosos e não trabalhavam.
Seus carros estranhos ficavam em pátios empoeirados.
Os anos passam e tudo e todos são substituídos.
Mas uma coisa ainda é certa: Eu nunca gostei de trabalhar.
Minha aspiração era sempre ser indolente.
Eu via o mérito nisso.
Eu gostava da ideia de sentar numa cadeira em frente à sua casa por horas,
fazendo nada mais que usar um chapéu e beber coca-cola.
O que há de errado nisso?
Fumando um cigarro de vez em quando.
Cuspir.
Fazer coisas de madeira com uma faca.
Onde está o dano aí?
Às vezes chamar os cães a caçar coelhos.
Experimente isso algum dia. Alguma vez acenar a um menino gordo e louro como eu e dizer,
‘Eu não te conheço?’
E não, ‘O que você vai ser quando crescer?’

Poesia e Arquitetura: Quero me perder / César Vallejo

Sobre a observação / Fabio Cruz

Quando fui convidado a participar nesse seminário com o tema «O mundo do croquis; Observação e croquis na UCV», me pareceu algo relativamente simples, já que nisso havia estado envolvido durante muitos anos através da docência no Atelier Arquitetônico, e de obras arquitetônicas particularmente na Cidade Aberta.
No entanto, na medida em que comecei a pensar que e como expor, reparei em que o assunto não era nada simples nem inocente. Se eu queria dizer algo relativamente verdadeiro e consistente, não podia eludir adentrar, ou ao menos roçar, o mundo criativo e artístico, com a complexidade que lhe é inerente.
Buscando que a exposição não se (me) tornasse excessivamente teórica e «acadêmica», e que ao final não calasse a verdade no essencial, optei finalmente por me firmar em algumas experiências e situações em que me tocou participar e fazer algumas reflexões em torno a elas.
Espero deste modo, poder iluminar em alguma medida o fundo do assunto, que é o que interessa, ainda que o conjunto não resulte talvez muito estruturado.

Queria destacar antes de tudo que os conceitos de «croquis» e «observação» não os vamos tomar como dois assuntos separados e de peso equivalente; senão que o Croquis o consideraremos contido na Observação, como uma parte dela.
Falaremos então, fundamentalmente, de Observação, e mais precisamente, de Observação Arquitetônica.

A primeira afirmação que queria fazer é que a Observação, tal como a entendemos aqui e em seu sentido mais radical, é possível porque «a condição humana é poética, e por ela o homem vive livremente na vigília de fazer um mundo»1.
O homem está irremediavelmente chamado e obrigado a fazer e refazer o mundo. Vale dizer a re-inventá-lo uma e outra vez (note-se que etimologicamente a palavra invento tem a ver com «ventura», e consequentemente com «aventura»).
E esta urgência e obrigação, pode cumpri-la porque tem a possibilidade de ver o mundo, seu mundo, sempre de novo, de vê-lo como por primeira vez («ver», está tomado em sentido amplo; talvez se poderia falar de «perceber»).
Temos então que este meio que nos envolve, e onde transcorre nossa vida, aparentemente tão concreto e objetivo, não é tal. Depende de nossa «mirada» e nosso «ponto de vista», para se mostrar e se revelar segundo rasgos e conotações profundamente diferentes.

«Observar», seria então essa atividade do espírito (e do corpo) que nos permite aceder, uma e outra vez, a uma nova, inédita, visão da realidade.
Observar, no sentido que o estamos considerando, se converte numa verdadeira abertura. Trata-se de algo profundamente artístico e portanto poético.

A propósito de «ver de novo», vou lhes contar o que ocorreu numa Phalène há muito tempo, na França, cujo relato conheci (eu não estava lá). A Phalène é uma sorte de Ato ou Jogo Poético, que se realiza entre vários, em algum lugar da cidade ou do campo. Podem participar nela a gente do lugar ou transeuntes. No grupo deve estar presente, isso sim, um poeta que em certe medida faz de cabeça. O resultado da Phalène é algum gênero de poema, ou um feito plástico.
Conto sucintamente a Phalène que lhes dizia:
Indo pelo campo francês, não longe de Paris, em dois carros, vai o grupo de umas 8 pessoas que haviam programado realizá-la.
Num dado momento, ante uma peculiar luminosidade que se produz numa colina, um dos participante pede para se deter (regra da Phalène), para realizar o ato poético. Descem dos carros e avançam pela colina; depois da vertente, em meio ao campo arado, aparece uma árvore solitária.
Vão a ele, e o rodeiam formando um círculo. Ali os poetas que participam recitam, de memoria, alguns poemas. Diz o relato que «elogiam» assim à árvore. Logo o Poeta que faz de cabeça, pede aos três artistas plásticos que participem, que façam eles também, desde seu ofício, algum signo (este será seu modo de Elogiar). Não tendo nenhum meio entre suas mãos, e na urgência do ato poético e em meio de seu silêncio, tomam uma pedra relativamente grande que está perto, a trasladam, a levantam e a colocam aprisionada entre os ganchos que se abrem do tronco.
Então, diz o relato, os que estavam aí ficaram perplexos, desconcertados, atônicos, porque «vimos a árvore como por primeira vez».
Bem, disso se trata a Observação: de «ver como por primeira vez».
Ainda que resulte aparentemente desproporcionado, quase escandaloso, através da Observação nós esperamos ter uma sorte de «vidência» (como diria Rimbaud) de algum ou alguns aspectos da realidade.
Se trata evidentemente de algo que não se pode garantir, de um presente ou dom; não é um procedimento, um método, que conduza necessariamente ao êxito.

Poesia e Arquitetura: No Bosque / Friedrich Hölderlin

Mas é que em choças habita o homem, e se cobre
de envergonhados indumentos, pois também ele tem sua
intimidade e atenção; e do fato que ele se deva ao espírito,
assim como faz a sacerdotisa com o fogo divino,
isto é o que constitui seu entendimento.

E por isso que carece de arbitrariedade e de
uma força superior, e para cumprir com os divinos
lhe foi designado ao homem o mais perigoso dos bens,
a linguagem, para que o homem ao criar, destruir e
decair, retorne desde aquele à mãe e mestra eterna,
e para que produza o que a ele haja sido legado desde esta,
o seu mais divino, que aprenda dela
a forma do amor que todo sustenta.

LED: vantagens e desafios para a iluminação contemporânea / Pascal Chautard

Poesia e Arquitetura: Primeiro Poema / Hugo Mujica

Se põe o sol atrás da janela da cozinha.
O chá está quase pronto.

Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 2] / Carlos Leite

Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 1] / Carlos Leite

Rogelio Salmona, arquiteto latino-americano ou arquiteto na América Latina? / Germán Téllez

Poesia e Arquitetura: Preciosa e o Ar / Federico García Lorca

Sua lua de pergaminho
Preciosa tocando vem,
por um anfíbio sendeiro
de cristais e louros.
O silêncio sem estrelas,
fugindo do sonsonete,
cai onde o mar bate e canta
sua noite cheia de peixes.
Nos picos da serra
os soldados dormem
guardando as brancas torres
onde vivem os ingleses.
E os ciganos da água
levantam para se distrair,
coretos de caracóis
e ramos de pinho verde.

Sua lua de pergaminho
Preciosa tocando vem.
Ao vê-la se levantou
o vento, que nunca dorme.
São Cristóvão nu,
cheio de línguas celestes,
olha a menina tocando
uma doce gaita ausente.

Menina, deixa que levante
teu vestido para ver-te.
Abre em meus dedos antigos
a rosa azul do teu ventre.

Preciosa solta o pandeiro
e corre sem deter-se.
O vento-homão a persegue
com uma espada quente.

Franze seu rumor o mar.
As oliveiras empalidecem.
Cantam as flautas de umbría
e o liso gongo da neve.

Preciosa, corre, Preciosa,
que te pega o vento verde!
Preciosa, corre, Preciosa!
Olha-o por onde vem!
Sátiro de estrelas baixas
com suas línguas reluzentes.

Preciosa, cheia de medo,
entra na casa que tem
mais em cima dos pinhos,
o cônsul dos ingleses.

Assustados pelos gritos
três soldados vêm,
suas negras capas justas
e os chapéus nas sobrancelhas.

O inglês da à cigana
um copo de leite morno,
e uma taça de genebra
que Preciosa não bebe.

E enquanto conta, chorando,
sua aventura àquela gente,
nas telhas de barro
o vento, furioso, morde.

A Casa Invisível: Fragmentos sobre a arquitetura popular no Brasil / João Diniz

Poesia e Arquitetura: Pedra Negra sobre uma Pedra Branca / César Vallejo

Morrerei em Paris com aguaceiro,
um dia do qual tenho já o recordo,
Morrerei em Paris –e não corro–
talvez uma quinta, como é hoje, de outono.

Quinta será, porque hoje, quinta, que proso
estes versos, os úmeros me pus
a la mala e, jamais como hoje, voltei,
com todo meu caminho, a me ver só.

César Vallejo morreu, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada;
lhe davam duro com um pau e duro

também com uma soga; são testemunhos
as quintas-feiras e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos…

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