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The Mapdwell Project: determinando a energia solar ideal nas coberturas

The Mapdwell Projecté um grupo colaborativo de pesquisadores, acadêmicos e profissionais do MIT oriundos de diversos campos - design, tecnologia de edificações, engenharia, ciências ambientais, economia e ciência da computação - que busca desenvolver uma fonte comunitária de informações precisas voltadas à pesquisa sobre práticas sustentáveis. O Sustainable Design Lab do MIT atuou em colaboração com o estúdio de design MoDE (Modern Development Studio), que elaborou a interface online. O objetivo fundamental do Mapdwell é fornecer uma ferramenta que permita que comunidades tomem decisões embasadas quanto à incorporação de práticas sustentáveis em seus cotidianos através de conscientização e acesso a informações sobre eficiência energética e desenvolvimento inteligente.

Mais informações sobre a ferramenta a seguir.

No início de maio, Mapdwell revelou seu primeiro protótipo de "Solar System" - uma plataforma informática de mapeamento. O trunfo da Solar System é a quantidade de dados reunidos, acessíveis através da interface convidativa. O Solar System gera as informações necessárias para a instalação de painéis fotovoltáicos, comparando simultaneamente os efeitos ambientais obtidos. Permite que os cidadãos definam inclinação, formato e orientação das águas dos telhados; simula a radiação solar com base em dados climáticos históricos; considera obstruções físicas como vegetação e construções vizinhas; computa a geração potencial de energia solar; apresenta programas de incentivo e taxas especiais a nível nacional, estadual e local; e apresenta dados precisos e imparciais.. Os cidadãos podem acessá-las para qualquer edifício em uma cidade, embasando as escolhas da comunidade em relação ao desenvolvimento sustentável.

Apesar da Mapdwell insistir que os proprietários executem uma análise in loco dos edifícios para definir a melhor implantação de painéis e seu porte, a Solar System deve chegar a estimativas muito precisas. Para criar o mapa, a Mapdwell combina imagens aéreas da área com LiDAR (Detecção e Espectro de Luz, na sigla em inglês) para criar um mapeamento topográfico. São determinados, assim, ângulos das coberturas e anteparos físicos que afetam a intensidade de sol em uma área determinada.

Arte e Arquitetura: Cityscapes / Tim Jarosz

Há cidades que contaminam nossos sonhos. Retalhos de memórias de infância; breves cenas em um piscar de olhos no dia-a-dia, como um haiku, durante a rotina mais densa; desejos de permanecer para sempre entre seus meandros, ou de voar longe deles, deixando para trás suas valas metálicas, seus edifícios fissurados, seus muros e ruas que se transformam desde que nasceram. Cenas que te perseguem, esteja onde estiver, invadindo o subconsciente, lembrando-te de onde é.

A cidade natal, com todos seus significados, está enlaçada ao indivíduo tanto que seu perfil, seus cheiros, seus crepúsculos, são parte da nossa mais profunda percepção daquilo que nos rodeia, fazendo com que vejamos o mundo através dela; através de como a sentimos, como a lembramos, a sonhamos; a ela, nossa cidade.

Lê-se este sentimento na obra do americano Tim Jarosz, que cria fantásticas paisagens urbanas com fotografia, colagem e modificação digital das cores e texturas. Este fotógrafo e digner gráfico procedente de Chicago expressa em suas imagens uma inexistente e nova Chicago, viva só em seu imaginário.

Tecnologia e Arquitetura: Andrés Batlle

Essa semana na nossa série Tecnologia e Arquitetura apresentamos o chileno Andrés Battle.

Andrés começou a trabalhar com representação e visualização em sua época de estudante na Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Apesar de ser ainda bastante jovem, já se fez notar, conseguindo trabalhos com muitos dos grandes arquitetos chilenos contemporâneos, como HLPS Arquitectos, Cecilia Puga, Cristián Fernandez Arquitectos, Smiljan Radic, entre muitos outros.

A seguir uma entrevista exclusiva e uma seleção de suas melhores imagens.

O edifício não importa

«Sou quem não é, quem fez secessão, o separado, ou inclusive, como se diz, aquele em quem o ser é questionado. Os homens afirmam-se pelo poder de não ser: assim atuam, falam, compreendem, sempre distintos de por quê são, escapando do ser por um desafio, um risco, uma luta que chega até a morte e que é a história. É isto o que Hegel mostrou. “Com a morte começa a vida do espírito.” Quando a morte se torna poder, o homem começa, e este começo diz que para que haja mundo, para que haja seres, é necessário que o ser falte.» —M. Blanchot, 1955.

ArchDaily Innovation Challenge - Ambientes de Trabalho Inovadores

Um ambiente de trabalho melhor pode promover boas dinâmicas sociais, mais criatividade, um aumento na produção e, claro, melhorar a qualidade de vida daqueles que o utilizam diariamente.

Fizemos uma parceria com a HP para reconhecer os projetos que estão indo além do limites neste campo, criando notáveis espaços ​​de trabalho, e também para promover a experimentação entre os alunos, buscando pensar sobre o local de trabalho do futuro.

Dividimos a competição em duas categorias: profissionais e estudantes.

Profissionais

Arquitetos de todo o mundo são convidados a apresentar seus projetos de espaços de trabalho recém-concluídos. O júri irá avaliar àqueles que são capazes de demonstrar as inovações nesta área, na forma de desenhos ou diagramas.

Use o seu poder de síntese para nos mostrar por que seu projeto apresenta inovações para o ambiente de trabalho!

Estudantes                         

Estudantes de todo o mundo são convidados a criar um ambiente de trabalho inovador dentro de um determinado andar genérico de um edifício de escritórios. Esta restrição forçará os alunos a operarem em condições reais de mercado.

Porque skatistas precisam do Southbank Centre

Dentro do amplo debate sobre o projeto de Feilden Clegg Bradley para redesenhar o Southbank Centre em Londres, uma questão que por vezes tem sido ignorada pela mídia de arquitetura é a proposta de relocar a pista de skate da galeria subterrânea do Queen Elizabeth Hall em um espaço nas proximidades da ponte Hungerford.

Como era de se esperar, essa decisão provocou uma petição que acabou coletando cerca de 40.000 assinaturas para salvar um dos pontos de skate mais famosos do Reino Unido. Nós já falamos sobre como skatistas podem ensinar arquitetos sobre a compreensão do espaço; entretanto, neste caso, eu gostaria de examinar como skatistas, enquanto uma entidade (sub)cultural, interagem com a cidade, e como a cidade pode atender suas necessidades. Apesar de muitos arquitetos já serem a favor da aceitação dos skatistas nos espaços públicos, espero explorar por que a comunidade em geral tende a vê-los como um problema a ser resolvido, e o que isso pode revelar sobre a proposta para o Southbank Centre.

Continue lendo para saber mais sobre a maneira peculiar como os skatistas experienciam a cidade.

Os incríveis ninhos de Jayson Fann: inspirados nas aves, construídos para as pessoas

O artista californiano Jayson Fann projetou e construiu ninhos na escala humana com o uso de madeira colhida de forma sustentável. Seus ninhos são suficientemente grandes para abrigar até oito pessoas em seu interior.

Mais imagens e o método de construção dos ninhos a seguir.

© Jayson Fann © Jayson Fann © Jayson Fann © Jayson Fann + 12

Arte e Arquitetura: Horizonte Vertical / Romain Jacquet-Lagrèze

A série Vertical Horizon, do artista Romain Jacquet-Lagrèze, está além de um simples registro urbano. Neste caso, nos apresenta a super-povoada cidade de Hong Kong e seus altíssimos edifícios com foco no horizonte artificial que geram suas silhuetas desde o ponto de vista de um transeunte. Elementos repetitivos e aleatórios, formas, luzes e contrastes de cor determinam as diferentes atmosferas que aparecem "entre" os edifícios de uma cidade que não se cansa de crescer.

Na continuação: As fotografias e um texto descritivo do artista.

© Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze + 8

Strawscaper: Arranha-céu na Suécia propõe "colher" energia eólica através de uma fachada cinética

O projeto Strawscraper, dos arquitetos do Belatchew Architecture Lab, é um arranha-céu revestido por "fios" que busca aproveitar a energia do vento para produzir energia. Com a ideia de levar os parques eólicos à cidade - sem necessidade de grandes turbinas - o edifício propõe a utilização de uma fachada cinética que transforma o movimento do vento em eletricidade.

Mais informações e imagens a seguir.

Porque o LEED não funciona na África Rural e o que funcionará

Originalmente publicado no site Intercon, o arquiteto norte-americano residente na África Charles Newman, credenciado pela LEED discute os percalços da cerificação nas regiões rurais da África. Newman que atualmente trabalha para o International Rescue Comitte em Bukavu e na República Democrática do Congo como Gestor de Reconstrução Comunitária, se dedica à integração da sustentabilidade em comunidades ao redor do mundo. Pira saber mais sobre seu trabalho e suas viagens, acesse seu blog Afritekt.

Quando em uma pequena cidade do sual da República Democrática do Congo em meados de 2012, um colega me abordou pedindo orientações para uma proposta ampla na área da saúde que ele estava elaborando. Uma porção do financiamento seria destinada à construção de centenas de clínicas através do Congo e ele mencionou que o doador estaria muito interessado em qualificações de edificação "verde". Sabendo que eu era um Profissional Credenciado do LEED, ele indagou como poderíamos incorporar tais critérios no design dos projetos a serem feitos. Lancei algumas diretrizes gerais, como o emprego de materiais locais - reciclados, se possível - agregando infraestruturas existentes, ventilação natural, etc. Ele apontou algumas questões, e então começou a esquadrinhar um pouco mais. "E quanto ao sistema de pontuação da LEED? Seria possível aplicá-lo à nossa estratégia"?

Minha resposta foi franca: "Na verdade, não. O LEED não funciona aqui na África rural".

LEED significa Leadership in Energy and Environmental Design (em português algo como Liderança em Energia e Design Ecológico), e se tornou o mais padrão mais reconhecido para edificação "verde" em por volta de 30 países pelo mundo. O LEED funciona como uma pontuação que avalia edifícios em termos de design, construção e performance. Cem pontos é o máximo possível. 40 pontos garantem o título de "Certificado"; 50 o grau Prata; 60, Ouro; e 80, Platina. O sistema de avaliação é dividido em sete categorias, tais como Implantação Ecológica, Eficiência Hídrica e Qualidade Ambiental Interna. A maior parte dos pontos funciona quantitativamente, enquanto outros, como os créditos por Inovação em Design, compreendem explanação e interpretação. O LEED se tornou amplamente empregado no mundo por bons motivos: a construção dentro dos padrões LEED fundamentalmente reduz a pegada de carbono de uma edificação, criando um produto potencialmente lucrativo financeiramente (e de modo responsável).

Cinema e Arquitetura: "A Roma de Fellini"

Além do construído - o objetivo -, as cidades são uma soma de imagens, experiências, cores, luzes, atmosferas, situações, pessoas, cheiros, gostos...cada pessoa percebe a cidade de acordo com sua experiência pessoal e subjetiva...Como é a Roma de Fellini?

Essa semana, Cinema e Arquitetura volta com o filme "Roma" (1972) do reconhecido diretor italiano Federico Fellini. Também conhecida como "A Roma de Fellini", é um filme semi autobiográfico que transita entre a comédia, a nostalgia, a sátira e o drama, relatando a juventude do diretor a partir de sua chegada à estação de Termini, pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

Sem uma trama definida ou facilmente compreendida, o filme é um retrato enérgico de Roma e sua carga histórica, o caos da concentração excessiva de obras de arte, escavações e ruínas. O filme se apresenta como uma soma de histórias, realidades, fantasias, sonhos, memórias...A cidade mostrada através de resquícios que aparecem sem transições e que expressam a visão pessoal que Fellini tinha da Cidade Eterna, derrubando seus mitos imperiais e adiantando-se ao futuro.

Mais informações a seguir.

Pode a arquitetura nos tornar mais criativos? Parte III: Ambientes acadêmicos

August Kekulé descobriu a estrutura do anel de benzeno depois de ter um sonho com um Ouroboros, uma famosa serpente mitológica retratada mordendo a própria cauda. Francis Crick descobriu o sistema de replicação complementar do DNA quando se lembrou do processo de reprodução de esculturas através de uma cópia em gesso, utilizada como molde. Johannes Keppler atribui suas leis do movimento planetário a uma inspiração pela religião: o sol, as estrelas e o espaço negro ao redor delas representam Pai, Filho e Espirito Santo respectivamente

Qual é o sentido? De acordo com Arthur Koestler, "todos os eventos decisivos na história do pensamento científico podem ser descritos como 'fertilização cruzada' mental entre disciplinas diferentes." Grandes descobertas surgem não do trabalho eremita  isolado, sem interferência, mas de trabalhos incansáveis, esclarecidos por colisões involuntárias com um assunto não familiar. Para Kekulé foi mitologia antiga, para Crick, escultura, e para Keppler, religião.

Criatividade e inovação, portanto, prosperam onde disciplinas se chocam. E isso é verdadeiro não apenas para a ciência, mas para todos os assuntos. Todos temos algo a aprender com o outro, e que lugar melhor para incentivar esse enriquecimento mútuo do que a escola?

Continue lendo para saber mais sobre como arquitetura interdisciplinar pode alimentar criatividade e colaboração nas escolas.

História do Corredor / Carlos M. Teixeira

O corredor, espaço que serve para comunicar ambientes, é o pesadelo dos arquitetos. Uma planta que tem corredores longos é pouco eficiente. Um prédio de escritório com muita área de circulação é um prédio mal resolvido. Um corredor comprido, escuro e deserto é causa de um horror vacui, um espaço claustrofóbico, anônimo, desconcertante. Mas um apartamento de muitos quartos e sem corredores é um apartamento de aproveitamento máximo e sem desperdício de área ou, num mundo onde o espaço sempre é mercantilizado, um “bom” apartamento.

O Projeto Construtivista / Natalia Melikova

Na Rússia, centenas e centenas de edifícios estão em risco, e trabalho de assegurar que eles não sejam extintos está nas mãos de poucos interessados.

Um desses guerreiros é Natalia Melikova, autora do The Constructivist Project, um website que busca preservar a memória - e, com esperança, inspirar a proteção - da arquitetura russa de vanguarda. Embora tenha origem em seu projeto de tese, está progressivamente se tornando uma de suas paixões. Nas palavras de Melikova, "Ao compartilhar fotografias (minhas próprias e outras), artigos, eventos, exposições, e outros recursos sobre a vanguarda, The Constructivist Project une interesses em comum e apreciação da arte e história da Rússia, e as torna acessíveis em inglês a um público internacional. Este é um modo de iniciar o debate não só sobre a situação perigosa da arquitetura de vanguarda russa mas também sobre preservação cultural e desenvolvimento urbano em geral."

Veja 10 das imagens de Melikova, fotos instantâneas de uma parte da história da Rússia sendo rapidamente esquecida, com as descrições dela, a seguir.

Surimi / Natascha Harra-Frischkorn

Este objeto para se sentar, que recebe o nome de "Surimi", é uma opção de assento baixo criado pela designer Natascha Harra-Frischkorn que consiste em almofadas de espuma, uma estrutura de espuma e tecido de estofaria. O espaço normalmente indesejado entre as partes estofadas é agora um espaço útil para guardar livros e outros objetos.

Reconectanto o Metrô ao Céu

Nos primeiros anos do sistema de metrô da cidade de Nova York, a luz natural tinha um papel dominante na iluminação de espaços subterrâneos. A arquitetura enfatizava uma conexão com o céu, frequetemente através de aberturas zenitais implantadas nos canteiros centrais das avenidas.

Entretanto, provou-se extremamente difícil mantê-las limpas, e a luz eventualmente parou penetrar nos espaços subterrâneos. Com isso, a iluminação dos metrôs ficou exclusivamente a cargo da energia elétrica. Enquanto isso possibilitou grande flexibilidade nos projetos das estações, permitindo a construção em qualquer local e profundidade, também criou uma sensação de desorientação e alienação para alguns passageiros.

Para o projeto do Lower Manhattan's Fulton Center, a Arup, em conjunto com o arquiteto Grimshaw, procurou reconectar o sistema de metrô centenário ao mundo acima.

Saiba mais sobre o projeto na sequência...

© Arup © Arup © Arup Cortesia de  MTA-CC/NYCT Arup + 16

Imagens impressionantes da sede do Partido Comunista Búlgaro em deterioração após 20 anos de abandono

Apresentamos uma série de impressionantes imagens da antiga sede do Partido Comunista Búlgaro - localizado no Monte Buzludzha, no centro do país - uma imponente estrutura de concreto há 20 anos abandonada. Sua deterioração é flagrante, porém, a falta de recursos do governo para recuperar ou demolir não conseguiram ofuscar o poder de sua arquitetura, que sofre com o vandalismo e poder do tempo.

Sem dúvida, as proporções e a materialidade conseguiram retratar a essência e a carga deste edifício com enorme valor histórico e político, símbolo de uma era. Provavelmente, se fosse restaurado, atrairia muitos turistas ocidentais, mas, depois da queda da Cortina de Ferro, em 1989, a Bulgária tornou-se uma nova democracia parlamentar com um governo que não tem os recursos necessários para investir 12 milhões de euros na restauração do prédio histórico.

O atual primeiro-ministro  do país, Boyko Borisov doou o edifício ao Partido Socialista Búlgaro para que este se encarregasse de seu restauro. Desde então, foram tomadas novas medidas de segurança afim de protegê-lo de vândalos, que já destruíram parte importante dos murais interiores de mosaico, bem como a estrutura dos painéis do teto.

A seguir, imagens do edifício.

Cortesia de AFT GETTI IMAGES Cortesia de AFT GETTI IMAGES Cortesia de AFT GETTI IMAGES Cortesia de AFT GETTI IMAGES + 15

Arte e Arquitetura: Decomposição da Geometria/ Intervenções de Felice Varini

Desde a Antiga Grécia, a busca pela ilusão de ótica na arquitetura tem sido uma constante. O jogo com os pontos de fuga, as proporções, paradoxos espaciais, as sobras, os cheios e vazios, alteram as escalas dos espaços para distrair o espectador. Provocando. Inquietando.

Desde as alterações do Partenon e os enganos gerados pela mente através de sua arquitetura, as ilusões óticas evoluíram até a atualidade para um modelo mais interativo. O espaço público está cheio de intervenções de diversos artistas que seduzem o pedestre para apreciar seu trabalho, rodeando, surpreendendo, utilizando-as como atrativo. As ilusões óticas são presas na disciplina de Desenho, como um método de criação artística que busca o diálogo constante entre a pessoa e o lugar.

Um exemplo disso são os Anamorfismos. Uma anamorfose é uma deformação reversível e uma imagem gerada óptica ou matematicamente. Joga com a perspectiva, produzindo imagens tridimensionais mas desenhadas em um plano, ou vice-versa, criando planos em um espaço tridimensional. 

O famoso artista britânico Julian Beever é um exemplo do primeiro caso: Ocupando as ruas das cidades, desenha com giz imagens 3D na pavimentação. Hoje apresentamos outro amante da Arte Ótica: Felice Varini.

Cinema e Arquitetura: "The Fall"

Nesta semana em Cinema e Arquitetura apresentamos o visualmente poderoso The Fall (no Brasil, Dublê de Anjo). Resultado de um grande trabalho de seu diretor Tarsem Singh, que viajou ao redor do mundo a fim de encontrar os locais certos para cada cena. Não é apenas sobre a diversidade desses lugares, mas também a maneira com que Singh é capaz de colocar todos esses elementos juntos como parte de um enorme mundo surrealista.

Através das Lentes: Por Que Arranha-Céus Precisam de um Herói?

Desde o surgimento do edifício moderno de vários pavimentos, no fim do século 19, roteiristas e diretores de arte incorporam os arranha-céus tanto como pano de fundo quanto como suporte para dramas nos longas-metragens. É fácil entender o fascínio. A precariedade de um arranha-céu - sua altura, sua dependência de sistemas de emergência e de engenharia e sua segurança controlada - proporciona oportunidades abundantes para ação e desastres. E tudo com uma bela vista.

Mesmo Hollywood adorando edifícios altos, não tem os tratado bem. As tramas geralmente têm em um ceticismo geral sobre a engenharia que os tornam possíveis e muitas vezes carregam alguma mensagem moral subjacente sobre os perigos da tecnologia e do avanço.

Em busca do inútil: quatro aproximações à técnica

O que é a técnica? Qual é sua essência? Onde reside? O que representa? E o que projeta? Estas são as perguntas que motivam este escrito, desde uma mirada contemporânea. Uma posta em discussão entre quatro pensadores do século XX: Oswald Spengler1, José Ortega y Gasset2, Friedrich Georg Jünger3, e Martin Heidegger.4

Uma definição mais clara para um crescimento inteligente mais inteligente.

Enquanto cidades se tornam mais conscientes de seus impactos ambientais e sociais, crescimento inteligente se tornou um termo genérico e onipresente para uma série de princípios aos quais designers e planejadores são encorajador a aderir. NewUrbanism.org listou 10 pontos que servem como guias para o desenvolvimento, similares tanto ao Local Leaders: Healthier Communities through Design do AIA quanto ao Active Design Guidelines: Promoting Physical Activity and Health in Design da cidade de Nova York. Planejadores parecem concordar em relação à natureza do desenvolvimento futuro. Mas como Brittany Leigh Foster do Renew Lehigh Valley aponta, esses pontos tendem a ser vagos: eles nos dizem "o que" mas não nos dizem "como". 10 Rules for Smarter Smart Growth by Bill Adams, do UrbDeZine San Diego, enumera maneiras de alcançar as várias metas e princípios do design que esses muitos guias encorajam.

Mais a seguir.

Pode a arquitetura nos tornar mais criativos? Parte II: Ambientes de trabalho

Novo campus da Google projetada por  NBBJ (cortesia de nbbj)
Novo campus da Google projetada por NBBJ (cortesia de nbbj)

Jane Jacobs reverenciava o West Village. Era um bairro movimentado, animado pela sua diversidade social, espacial e funcional. Tinha diferentes tipos de construção e funções, o que significava que as pessoas estavam sempre em lugares para diferentes fins, tinha quadras pequenas, que apresentam maior variedade de tráfego de pedestres. Tinha muitas construções antigas com baixa renda que "permitiam usos individualizados e criativos", e, mais importante, tinha todos os tipos diferentes de pessoas. Como resultado, os moradores de West Village poderiam estabelecer relações casuais e informais com pessoas que elas não poderiam ter tido a oportunidade de conhecer de outra forma.

Sem estas características necessárias, Jacobs previu "não há convivência pública, nenhum fundamento de confiança do público, sem ligações cruzadas com as pessoas necessárias - e nenhuma prática na aplicação das técnicas mais comuns da vida pública da cidades".

Simplesmente mudando algumas palavras, não é difícil imaginar Jacobs descrevendo escritórios em vez de cidades. Os edifícios possuem diferentes espaços internos, como escritórios individuais ou espaços de encontro, mesas são casas, calçadas são corredores ou espaços de circulação, etc

Se o escritório é uma cidade pequena microcósmica, então o subúrbio é o escritório cubículo-espalhado, e o Google pode ser o West Village. E "a análise estatística espacial e de interação interpessoal, é o planejamento urbano do escritório."

Para descobrir o que ambientes de trabalho criativos podem aprender a partir da composição das cidades, continue lendo após o intervalo...

Desafios Urbanos da Cidade do Cabo como “Capital Mundial do Design 2014”

A cada dois anos, o Conselho Internacional de Sociedades de Design Industrial escolhe uma cidade dentre seus mais de 50 países membros como “Capital Mundial do Design”. Este reconhecimento é outorgado às cidades que, de alguma forma, implementaram o design como uma ferramenta para melhorar a vida cultural, econômica e social, a fim de converter os lugares em zonas mais atrativas, competitivas, eficiente e habitáveis. Com a criação de uma agenda composta por eventos relacionados ao design que se estende durante um ano, a menção também significa um desafio em detectar e remediar problemas urbanos que, em alguns casos, se arrastam por vários anos.

Em suas três versões passadas – Turim (2008), Seul (2010) e Helsinque (2012) – cada Capital do Design aproveitou para difundir suas realizações e criar novas estratégias junto a especialistas do Conselho, para servir de exemplo às demais nações. Nos próximos anos, as práticas surgidas nestes encontros estarão carregadas de história e segregação, porque serão provenientes da Cidade do Cabo, África do Sul, escolhida como a Capital Mundial do Design 2014.

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