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Poesia e Arquitetura: Altazor, Canto III / Vicente Huidobro

14:00 - 17 Outubro, 2012
Poesia e Arquitetura: Altazor, Canto III / Vicente Huidobro, "A vida é uma viagem em paraquedas e não o que tu queres crer."
"A vida é uma viagem em paraquedas e não o que tu queres crer."

Basta senhora arpa das belas imagens
Dos furtivos comos iluminados
Outra coisa outra coisa buscamos
Sabemos pousar um beijo como um olhar
Plantar olhares como árvores
Enjaular árvores como pássaros
Regar pássaros como heliotrópios
Tocar um heliotrópio como uma música
Esvaziar uma música como um saco
Degolar um saco como um pingüim
Cultivar pingüins como vinhedos
Ordenhar um vinhedo como uma vaca
Desarvorar vacas como veleiros
Pentear um veleiro como um cometa
Desembarcar cometas como turistas
Enfeitiçar turistas como serpentes
Colher serpentes como amêndoas
Despir uma amêndoa como um atleta
Lenhar atletas como ciprestes
Iluminar ciprestes como faróis
Aninhar faróis como calhandras
Exalar calhandras como suspiros
Bordar suspiros como sedas
Derramar sedas como rios
Tremular um rio como uma bandeira
Desplumar uma bandeira como um galo
Apagar um galo como um incêndio
Vogar em incêndios como em mares
Segar mares como trigais
Repicar trigais como campanas
Dessangrar campanas como cordeiros
Desenhar cordeiros como sorrisos
Engarrafar sorrisos como licores
Engastar licores como jóias
Eletrizar joias como crepúsculos
Tripular crepúsculos como navios
Descalçar um navio como um rei
Pendurar um rei como auroras
Crucificar auroras como profetas
Etc, etc, etc.
Basta senhor violino afundado num ola ola
Cotidiana onda de religião miséria
De sonho em sonho possessão de pedrarias

Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver

14:00 - 26 Setembro, 2012
Poesia e Arquitetura: Indolente / Raymond Carver, © flickr Avius Quovis
© flickr Avius Quovis

As pessoas que eram melhores que nós estavam confortáveis.
Elas viviam em casas pintadas com vasos sanitários.
Dirigiam carros cujo ano e marca eram reconhecíveis.
Os que eram piores eram pesarosos e não trabalhavam.
Seus carros estranhos ficavam em pátios empoeirados.
Os anos passam e tudo e todos são substituídos.
Mas uma coisa ainda é certa: Eu nunca gostei de trabalhar.
Minha aspiração era sempre ser indolente.
Eu via o mérito nisso.
Eu gostava da ideia de sentar numa cadeira em frente à sua casa por horas,
fazendo nada mais que usar um chapéu e beber coca-cola.
O que há de errado nisso?
Fumando um cigarro de vez em quando.
Cuspir.
Fazer coisas de madeira com uma faca.
Onde está o dano aí?
Às vezes chamar os cães a caçar coelhos.
Experimente isso algum dia. Alguma vez acenar a um menino gordo e louro como eu e dizer,
‘Eu não te conheço?’
E não, ‘O que você vai ser quando crescer?’

Poesia e Arquitetura: Quero me perder / César Vallejo

14:00 - 19 Setembro, 2012
Poesia e Arquitetura: Quero me perder / César Vallejo, © flickr benoit.deckmyn
© flickr benoit.deckmyn

Sobre a observação / Fabio Cruz

20:00 - 13 Setembro, 2012
Sobre a observação / Fabio Cruz, Casa en Jean Mermoz, arq. Fabio Cruz. © Arquivo Histórico José Vial Armstrong
Casa en Jean Mermoz, arq. Fabio Cruz. © Arquivo Histórico José Vial Armstrong

Quando fui convidado a participar nesse seminário com o tema «O mundo do croquis; Observação e croquis na UCV», me pareceu algo relativamente simples, já que nisso havia estado envolvido durante muitos anos através da docência no Atelier Arquitetônico, e de obras arquitetônicas particularmente na Cidade Aberta.
No entanto, na medida em que comecei a pensar que e como expor, reparei em que o assunto não era nada simples nem inocente. Se eu queria dizer algo relativamente verdadeiro e consistente, não podia eludir adentrar, ou ao menos roçar, o mundo criativo e artístico, com a complexidade que lhe é inerente.
Buscando que a exposição não se (me) tornasse excessivamente teórica e «acadêmica», e que ao final não calasse a verdade no essencial, optei finalmente por me firmar em algumas experiências e situações em que me tocou participar e fazer algumas reflexões em torno a elas.
Espero deste modo, poder iluminar em alguma medida o fundo do assunto, que é o que interessa, ainda que o conjunto não resulte talvez muito estruturado.

Queria destacar antes de tudo que os conceitos de «croquis» e «observação» não os vamos tomar como dois assuntos separados e de peso equivalente; senão que o Croquis o consideraremos contido na Observação, como uma parte dela.
Falaremos então, fundamentalmente, de Observação, e mais precisamente, de Observação Arquitetônica.

A primeira afirmação que queria fazer é que a Observação, tal como a entendemos aqui e em seu sentido mais radical, é possível porque «a condição humana é poética, e por ela o homem vive livremente na vigília de fazer um mundo»1.
O homem está irremediavelmente chamado e obrigado a fazer e refazer o mundo. Vale dizer a re-inventá-lo uma e outra vez (note-se que etimologicamente a palavra invento tem a ver com «ventura», e consequentemente com «aventura»).
E esta urgência e obrigação, pode cumpri-la porque tem a possibilidade de ver o mundo, seu mundo, sempre de novo, de vê-lo como por primeira vez («ver», está tomado em sentido amplo; talvez se poderia falar de «perceber»).
Temos então que este meio que nos envolve, e onde transcorre nossa vida, aparentemente tão concreto e objetivo, não é tal. Depende de nossa «mirada» e nosso «ponto de vista», para se mostrar e se revelar segundo rasgos e conotações profundamente diferentes.

«Observar», seria então essa atividade do espírito (e do corpo) que nos permite aceder, uma e outra vez, a uma nova, inédita, visão da realidade.
Observar, no sentido que o estamos considerando, se converte numa verdadeira abertura. Trata-se de algo profundamente artístico e portanto poético.

A propósito de «ver de novo», vou lhes contar o que ocorreu numa Phalène há muito tempo, na França, cujo relato conheci (eu não estava lá). A Phalène é uma sorte de Ato ou Jogo Poético, que se realiza entre vários, em algum lugar da cidade ou do campo. Podem participar nela a gente do lugar ou transeuntes. No grupo deve estar presente, isso sim, um poeta que em certe medida faz de cabeça. O resultado da Phalène é algum gênero de poema, ou um feito plástico.
Conto sucintamente a Phalène que lhes dizia:
Indo pelo campo francês, não longe de Paris, em dois carros, vai o grupo de umas 8 pessoas que haviam programado realizá-la.
Num dado momento, ante uma peculiar luminosidade que se produz numa colina, um dos participante pede para se deter (regra da Phalène), para realizar o ato poético. Descem dos carros e avançam pela colina; depois da vertente, em meio ao campo arado, aparece uma árvore solitária.
Vão a ele, e o rodeiam formando um círculo. Ali os poetas que participam recitam, de memoria, alguns poemas. Diz o relato que «elogiam» assim à árvore. Logo o Poeta que faz de cabeça, pede aos três artistas plásticos que participem, que façam eles também, desde seu ofício, algum signo (este será seu modo de Elogiar). Não tendo nenhum meio entre suas mãos, e na urgência do ato poético e em meio de seu silêncio, tomam uma pedra relativamente grande que está perto, a trasladam, a levantam e a colocam aprisionada entre os ganchos que se abrem do tronco.
Então, diz o relato, os que estavam aí ficaram perplexos, desconcertados, atônicos, porque «vimos a árvore como por primeira vez».
Bem, disso se trata a Observação: de «ver como por primeira vez».
Ainda que resulte aparentemente desproporcionado, quase escandaloso, através da Observação nós esperamos ter uma sorte de «vidência» (como diria Rimbaud) de algum ou alguns aspectos da realidade.
Se trata evidentemente de algo que não se pode garantir, de um presente ou dom; não é um procedimento, um método, que conduza necessariamente ao êxito.

Poesia e Arquitetura: No Bosque / Friedrich Hölderlin

14:00 - 12 Setembro, 2012
Poesia e Arquitetura: No Bosque / Friedrich Hölderlin, © flickr g_kovacs
© flickr g_kovacs

Mas é que em choças habita o homem, e se cobre
de envergonhados indumentos, pois também ele tem sua
intimidade e atenção; e do fato que ele se deva ao espírito,
assim como faz a sacerdotisa com o fogo divino,
isto é o que constitui seu entendimento.

E por isso que carece de arbitrariedade e de
uma força superior, e para cumprir com os divinos
lhe foi designado ao homem o mais perigoso dos bens,
a linguagem, para que o homem ao criar, destruir e
decair, retorne desde aquele à mãe e mestra eterna,
e para que produza o que a ele haja sido legado desde esta,
o seu mais divino, que aprenda dela
a forma do amor que todo sustenta.

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LED: vantagens e desafios para a iluminação contemporânea / Pascal Chautard

10:02 - 7 Setembro, 2012
LED: vantagens e desafios para a iluminação contemporânea / Pascal Chautard, Vía Flickr © indal lighting
Vía Flickr © indal lighting

Poesia e Arquitetura: Primeiro Poema / Hugo Mujica

14:00 - 5 Setembro, 2012
Poesia e Arquitetura: Primeiro Poema / Hugo Mujica, © flickr Gustavo McNair
© flickr Gustavo McNair

Se põe o sol atrás da janela da cozinha.
O chá está quase pronto.

Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 2] / Carlos Leite

20:00 - 23 Agosto, 2012
Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 2] / Carlos Leite, © Tuca Vieira. São Paulo: a cidade informal, Serra da Cantareira (APA)
© Tuca Vieira. São Paulo: a cidade informal, Serra da Cantareira (APA)

Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 1] / Carlos Leite

20:00 - 16 Agosto, 2012
Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes [Parte 1] / Carlos Leite, © Tuca Vieira. São Paulo: a cidade formal, Av. Paulista
© Tuca Vieira. São Paulo: a cidade formal, Av. Paulista

Rogelio Salmona, arquiteto latino-americano ou arquiteto na América Latina? / Germán Téllez

20:00 - 9 Agosto, 2012
Rogelio Salmona, arquiteto latino-americano ou arquiteto na América Latina? / Germán Téllez

Poesia e Arquitetura: Preciosa e o Ar / Federico García Lorca

15:00 - 24 Julho, 2012
Poesia e Arquitetura: Preciosa e o Ar / Federico García Lorca, © flickr ecstaticist
© flickr ecstaticist

Sua lua de pergaminho
Preciosa tocando vem,
por um anfíbio sendeiro
de cristais e louros.
O silêncio sem estrelas,
fugindo do sonsonete,
cai onde o mar bate e canta
sua noite cheia de peixes.
Nos picos da serra
os soldados dormem
guardando as brancas torres
onde vivem os ingleses.
E os ciganos da água
levantam para se distrair,
coretos de caracóis
e ramos de pinho verde.

Sua lua de pergaminho
Preciosa tocando vem.
Ao vê-la se levantou
o vento, que nunca dorme.
São Cristóvão nu,
cheio de línguas celestes,
olha a menina tocando
uma doce gaita ausente.

Menina, deixa que levante
teu vestido para ver-te.
Abre em meus dedos antigos
a rosa azul do teu ventre.

Preciosa solta o pandeiro
e corre sem deter-se.
O vento-homão a persegue
com uma espada quente.

Franze seu rumor o mar.
As oliveiras empalidecem.
Cantam as flautas de umbría
e o liso gongo da neve.

Preciosa, corre, Preciosa,
que te pega o vento verde!
Preciosa, corre, Preciosa!
Olha-o por onde vem!
Sátiro de estrelas baixas
com suas línguas reluzentes.

Preciosa, cheia de medo,
entra na casa que tem
mais em cima dos pinhos,
o cônsul dos ingleses.

Assustados pelos gritos
três soldados vêm,
suas negras capas justas
e os chapéus nas sobrancelhas.

O inglês da à cigana
um copo de leite morno,
e uma taça de genebra
que Preciosa não bebe.

E enquanto conta, chorando,
sua aventura àquela gente,
nas telhas de barro
o vento, furioso, morde.

A Casa Invisível: Fragmentos sobre a arquitetura popular no Brasil / João Diniz

20:00 - 19 Julho, 2012
A Casa Invisível: Fragmentos sobre a arquitetura popular no Brasil / João Diniz, Figura 7. casario de 'Porta e Janela' em Porto Seguro, Bahia (acima) e em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (abaixo)
Figura 7. casario de 'Porta e Janela' em Porto Seguro, Bahia (acima) e em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (abaixo)

Poesia e Arquitetura: Pedra Negra sobre uma Pedra Branca / César Vallejo

15:00 - 17 Julho, 2012
Poesia e Arquitetura: Pedra Negra sobre uma Pedra Branca / César Vallejo, © flickr Shemer
© flickr Shemer

Morrerei em Paris com aguaceiro,
um dia do qual tenho já o recordo,
Morrerei em Paris –e não corro–
talvez uma quinta, como é hoje, de outono.

Quinta será, porque hoje, quinta, que proso
estes versos, os úmeros me pus
a la mala e, jamais como hoje, voltei,
com todo meu caminho, a me ver só.

César Vallejo morreu, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada;
lhe davam duro com um pau e duro

também com uma soga; são testemunhos
as quintas-feiras e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos…

Campo Expandido da Arquitetura / Anthony Vidler

20:00 - 12 Julho, 2012
Campo Expandido da Arquitetura / Anthony Vidler, © Dan Graham, "Public Space"
© Dan Graham, "Public Space"

  • O primeiro a comparar pintura e poesia foi um homem de gosto mais requintado o qual sentiu que as duas artes produziam nele os mesmos efeitos. Ele viu que uma e outra restituíam a presença de coisas ausentes pela substituição da aparência por realidade; ambas, finalmente, agradando-nos ao enganar-nos. Um segundo desejou mais compreender nosso prazer e descobriu que em ambas as artes, ele surgia da mesma fonte. Beleza, a noção que nos vem em primeiro lugar de objetos materiais, possui regras gerais que são aplicadas para diferentes domínios: para ações, para pensamentos, bem como para formas. Um terceiro, refletindo sobre o valor e a distribuição destas regras gerais, notou que algumas dominavam a pintura, outras a poesia, e que isto desta forma em alguns casos, a poesia poderia apoiar a pintura na mesma forma que em outras, a pintura poderia apoiar a poesia, através de comentários e exemplos. O primeiro era um amador; o segundo, um filósofo; o terceiro, um crítico.
  • [Gottfried Lessing]

Poesia e Arquitetura: Olhei os muros da pátria minha / Francisco de Quevedo

15:00 - 10 Julho, 2012
Poesia e Arquitetura: Olhei os muros da pátria minha / Francisco de Quevedo, © flickr C_Melo
© flickr C_Melo

Olhei os muros da pátria minha,
se um tempo fortes, já desmoronados,
da carreira da idade cansados,
por quem caduca já sua valentia.

Saí ao campo, vi que o sol bebia
os arroios do gelo desatados,
e do monte queixosos os gados,
que com suas sombras furtou sua luz ao dia.

Entrei em minha casa, vi que enxovalhada
de anciã habitação era espólios;
meu báculo mais curvo e menos forte.

Vencida pela idade senti minha espada
e não achei coisa em que pôr os olhos
que não fosse relembrança da morte.

Poesia e Arquitetura: Alturas de Machu Picchu / Pablo Neruda

15:00 - 3 Julho, 2012
Poesia e Arquitetura: Alturas de Machu Picchu / Pablo Neruda, © flickr MikeBash
© flickr MikeBash

Pedra na pedra, o homem, onde esteve?
Ar no ar, o homem, onde esteve?
Tempo no tempo, o homem, onde esteve?
Foste também o pedacinho roto
de homem inconcluso, de águia vazia
que pelas ruas de hoje, que pelas pegadas,
que pelas folhas de outono morto
vai machucando a alma até a tumba?
A pobre mão, o pé, a pobre vida…
Os dias da luz esfiapada
em ti, como a chuva
sobre as bandeirinhas da festa,
deram pétala a pétala de seu alimento escuro
na boca vazia?
Fome, coral do homem,
fome, planta secreta, raiz dos lenhadores,
fome, subiu tua linha de arrecife
até estas altas torres desprendidas?

Eu te interrogo, sai dos caminhos,
mostra-me a colher, deixa-me, arquitetura,
roer com um palito os estames de pedra,
subir todos os escalões do ar até o vazio,
rascar a entranha até tocar o homem.

Machu Picchu, puseste
pedra na pedra, e na base, farrapos?
Carvão sobre carvão, e no fundo a lágrima?
Fogo no ouro, e nele, temblando a vermelha
goteira do sangue?
Devolve-me o escravo que enterraste!
Sacode das terras o pão duro
do miserável, mostra-me os vestidos
do servo e sua janela.
Diz-me como dormiu quando vivia.
Diz-me se foi seu sonho
rouco, entreaberto, como um buraco negro
feito pela fatiga sobre o muro.
O muro, o muro! Se sobre seu sonho
gravitou cada piso de pedra, e se caiu sob ela
como sob uma lua, com o sonho!
Antiga América, noiva submergida,
também teus dedos,
ao sair da selva para o alto vazio dos deuses,
sob os estandartes nupciais da luz e do decoro,
mesclando-se ao trovão dos tambores e das lanças,
também, também teus dedos,
os que a rosa abstrata e a linha do frio, os
que o peito sangrento do novo cereal trasladaram
até a tela de matéria radiante, até as duras cavidades,
também, também, América enterrada, guardaste no mais baixo
no amargo intestino, como uma águia, a fome?

Saturação da Imagem / Neil Leach

20:00 - 28 Junho, 2012
Saturação da Imagem / Neil Leach, Castelo, Eurodisney
Castelo, Eurodisney

Poesia e Arquitetura: Matéria de Poesia / Manoel de Barros

15:00 - 19 Junho, 2012
Poesia e Arquitetura: Matéria de Poesia / Manoel de Barros

Copa do Mundo e Jogos Olímpicos: “O espetáculo e o mito” / Raquel Rolnik

20:00 - 14 Junho, 2012
Copa do Mundo e Jogos Olímpicos: “O espetáculo e o mito” / Raquel Rolnik

Poesia e Arquitetura: Arquitetura Funcional / Mario Quintana

15:00 - 12 Junho, 2012
Poesia e Arquitetura: Arquitetura Funcional / Mario Quintana, © flickr Inmobiliaria Lares, Cangas
© flickr Inmobiliaria Lares, Cangas

Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas
Assombrações vulgares
Que andam por aí…
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma… Tu nem sabes
A pena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das outras pessoas da casa,
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas
(Os Profetas estão sempre profetizando outras coisas…)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos,
Intermináveis corredores
Que a Lua vinha às vezes assombrar!

Poesia e Arquitetura: Possessão do ontem / Jorge Luis Borges

14:00 - 5 Junho, 2012
Poesia e Arquitetura: Possessão do ontem / Jorge Luis Borges, © flickr MIKKO ITÄLAHTI
© flickr MIKKO ITÄLAHTI

Sei que perdi tantas coisas que não poderia contá-las
e que essas perdições, agora, são o que é meu.
Sei que perdi o amarelo e o negro
e penso nessas impossíveis cores
como não pensam os que veem.

Meu pai morreu e está sempre ao meu lado.
Quando quero escandir versos de Swinburne,
o faço, me dizem, com sua voz.
Só o que morreu é nosso,
só é nosso o que perdemos.

Ílion foi, porém Ílion perdura no hexâmetro que a plange.
Israel foi quando era uma antiga nostalgia.
Todo poema, com o tempo, é uma elegia.

Nossas são as mulheres que nos deixaram,
já não sujeitos à véspera, que é soçobra,
e aos alarmes e terrores da esperança.

Manual Prático de Latinoamericanidade / Germán Téllez

20:00 - 31 Maio, 2012
Manual Prático de Latinoamericanidade / Germán Téllez, Desenho de Guido Díaz (Equador)
Desenho de Guido Díaz (Equador)

Poesia e Arquitetura: Os domínios perdidos / Jorge Teillier

15:00 - 29 Maio, 2012
Poesia e Arquitetura: Os domínios perdidos / Jorge Teillier, © flickr JMC Photos
© flickr JMC Photos

BIM: vantagens e características / Eron Costin

17:07 - 26 Maio, 2012
BIM: vantagens e características / Eron Costin, Cortesia Estúdio 41
Cortesia Estúdio 41

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