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Outros corpos, espaços e linguagens, que são invisibilizados ou simplesmente parecem não caber na atual cidade de São Paulo, estão sendo projetados em sua paisagem. "Vozes Contra o Racismo" é uma mostra e proposição que insere novos imaginários para a cidade que está em constante disputa de narrativas. Através do evento, até o dia 24 de agosto, a rua deixará de ser apenas um espaço de trânsito para abrigar também obras de arte, os edifícios se tornarão telas e monumentos serão apagados para servir de suporte a expressões artísticas que apresentam rumos que normalmente são invisibilizados pela história. Para Helio Menezes, curador geral da exposição, o trabalho que inaugurou a mostra, Brasil Terra Indígena, de Denilson Baniwa, faz uma leitura e interação com o Monumento das Bandeiras que é muito ilustrativa sobre o propósito da mostra em geral. Em suas palavras, "mesmo na tentativa do esmagamento literal e simbólico que o monumento apresenta e através dos processos de exclusão da cidade, que são bastante racializados, cenários e seres que são afastados e excluídos da cidade são reprojetados em imagens sobre o concreto que a constrói". No caso da obra citada, "imagens de plantas, seres espirituais, animais primordiais indígenas - que nas palavras do próprio Baniwa continuam vivendo ali, apenas não estão no plano do visível - sobem vagarosamente sobre o monumento apagado, que se torna mal discernível pelos contornos do objeto escultórico".  Veja mais Veja a descrição completa
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