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A arquiteta Ayesha Luciano não sabe muito sobre seus antepassados. Assim como outros descendentes de populações afro-brasileiras e indígenas, a história de sua família foi apagada durante o processo de colonização do Brasil. É o que a filósofa Sueli Carneiro chama de epistemicídio: o aniquilamento das saberes e memórias em países de passado escravista.  Mas os perpetradores deste genocídio têm suas figuras lapidadas em pedra, ocupando lugar central em espaços públicos do país. É o caso da estátua totêmica do bandeirante Borba Gato, na capital de São Paulo, ou de Joaquim Pereira Marinho, traficante de pessoas escravizadas cuja estátua está no centro de Salvador (BA). A arquiteta comenta: É preciso pensar no anacronismo que são pessoas vítimas dos processos históricos terem suas histórias e memória apagadas, enquanto as que promoveram genocídio e escravidão são homenageadas em espaços públicos. Como no século 21 ainda prestamos homenagem a esses personagens? Não há possibilidade de futuro ou de fim do racismo sem revisitar o nosso passado.  Veja mais Veja a descrição completa
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