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No ano de 1978, momento áureo da discussão pós-moderna na arquitetura, doze eminentes arquitetos foram convidados a participar da exposição Roma Interrotta com a proposta de redesenhar o primeiro mapa da cidade de Roma, produzido em 1748 pelo arquiteto Giambattista Nolli. Cada convidado foi responsável por reinventar uma parcela do mapa original com o propósito de elaborar uma condição teórica/utópica, tendo em vista as decorrências históricas que atravessaram o território nesse intervalo de tempo.  O mapa de 1748 havia sido encomendado pela igreja católica e tinha como objetivo demarcar as regiões de Roma através de doze gravuras impressas em água-forte. É possível observar uma certa hierarquização no sistema de representação: as igrejas, palácios e praças eram representadas através de desenhos detalhados e nomes próprios, enquanto o restante da cidade muitas vezes não passava de formas genéricas. O esforço conduzido por Nolli em traduzir a composição tectônica da cidade através de um conjunto gráfico ordenado e hierarquizado, mostra a capacidade de induzir e construir narrativas através das estratégias de representação.  Veja mais Veja a descrição completa
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