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Todo ano, os meses chuvosos de verão representam o momento em que surge nos meios de comunicação um enorme contingente de notícias relatando os devastadores efeitos das enchentes na vida dos cidadãos e no território da cidade de São Paulo. É como se nesse período, as plataformas de diálogo se transformassem em palco para o informe do caos e de problemas aparentemente intransponíveis com os quais centros urbanos devem lidar no seu trato cotidiano com a água. Nesta semana, a cidade de São Paulo viveu um cenário desse tipo, com uma verdadeira profusão de imagens de ruas alagadas, encostas que sofreram deslizamento, pessoas que perderam seus pertences e meios de ganhar a vida, tudo isso em um intervalo de tempo muito curto. Evidentemente, a pauta imediata torna-se a questão ambiental e as preocupações a respeito da manutenção de uma relação estável entre cidade e natureza, que vem sendo notavelmente prejudicada nos últimos anos pelos efeitos do descompasso ambiental que vivemos após tantos anos de extensiva exploração dos recursos naturais e ocupação irresponsável do território. Apesar da clara ligação entre caso e plano de fundo, é imprescindível confrontar o problema das enchentes na cidade como uma questão, além de ambiental e de caráter técnico, também política e social, ligada às formas como projetos de urbanização se desenvolveram sobre o tecido da cidade em um período histórico de formação que desencadeia nas conseqüências de hoje.  Veja mais Veja a descrição completa
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