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O modernismo arquitetônico nasceu na esteira das vanguardas europeias no início do século XX. O movimento estava embalado pelo capitalismo industrial e pelo empolgante avanço tecnológico que ocorria diante dos olhos de todas as pessoas. A ruptura com o passado foi deliberadamente franqueada pelos movimentos intelectuais, artísticos e técnicos desde meados do século XIX. O Palácio de Cristal, por exemplo, projetado por Sir Joseph Paxton, foi construído em Londres para abrigar as grandes exposições de 1851 e representou uma revolução construtiva quanto às possibilidades de uso de materiais leves como o ferro e o vidro. Le Corbusier, em ‘Por uma Arquitetura’ (1923), definiu sua perspectiva e iluminou o sentido por onde a arquitetura deveria caminhar. Defendeu que os princípios industriais precisavam ser incorporados à produção arquitetônica do mesmo modo como ocorria na produção de automóveis e navios, ícones da produtividade e do avanço técnico da época. Como sua tese estava alinhada ao capitalismo vigente, prontamente ganhou adeptos e tornou-se hegemônica. Os arquitetos e engenheiros colocavam na ordem do dia, questões como: a eliminação dos ornamentos (que possui dupla função: aumentar a produtividade da obra e criar um novo design de linhas simplificadas); a conceptualização da lógica modular para projetos (que ajuda a padronizar elementos construtivos); o incremento de novas técnicas, processos e materiais de construção e a especialização das funções da edificação (que ajuda a aumentar a eficiência das instalações complementares, tais como: climatização, elétrica, hidráulica e esgoto). A ideologia que se forjava estava alicerçada na perspectiva da conquista do progresso humano por meio do domínio técnico. Veja mais Veja a descrição completa
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