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O que levar em conta ao escolher uma lâmpada para um projeto de arquitetura?

O que levar em conta ao escolher uma lâmpada para um projeto de arquitetura?

Entrar em uma loja de elétrica pode ser intimidador. À primeira vista, todas as luzes ligadas, milhares de lustres e abajures chegam a cegar. Depois, na parte das lâmpadas, estantes com dezenas de opções, formas, cores, preços, usos. Em cada uma das embalagens, tabelas informativas com números que parecem não fazer o menor sentido. Lúmens, temperatura de cor, potência, rendimento. São muitos os termos para nos confundir. Mas antes de desistir de tudo e sair correndo para a casa com a opção mais barata e ao ligar a lâmpada se sentir em uma funerária sinistra em uma cidade do interior, algumas informações podem te ajudar muito. Sabemos que um bom projeto luminotécnico pode melhorar muito o seu projeto. E uma iluminação mal pensada pode arruiná-lo ou afetar negativamente os seus ocupantes. Reunimos algumas informações que podem te ajudar na próxima vez que uma lâmpada queimar na sua casa.

Slack Toronto Office / Dubbeldam Architecture + Design. Image © Shai Gil
Slack Toronto Office / Dubbeldam Architecture + Design. Image © Shai Gil

Tipos de lâmpadas mais comuns:

Incandescentes

via Shutterstock. Image © ArchDaily
via Shutterstock. Image © ArchDaily

As mais comuns até pouco tempo atrás, as lâmpadas incandescentes foram os primeiros modelos que permitiram usar a eletricidade para a geração de luz, fazendo isso através do aquecimento de um filamento no seu interior. Apenas cerca de 5% da energia elétrica consumida é transformado em luz. O restante transforma-se em calor o que, naturalmente, torna o dispositivo muito pouco eficiente. Por conta desse desperdício de energia, muitos países vem proibindo a produção e comercialização da maioria das lâmpadas incandescentes. Sua luz característica é suave, amarelada e agradável aos olhos.

LED (Light Emitting Diode)

via Shutterstock. Image © ArchDaily
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Atualmente as mais comuns, abrangem quase todos os formatos, funções e tipos de lâmpadas. O LED é um diodo semicondutor, composto por cristais de silício e germânio, que ao ser energizado emite luz. Consomem pouca energia elétrica, quase não geram calor e possuem uma vida útil longa. Há lâmpadas, fitas e placas de LED, que abrangem variadas temperaturas de cor e possibilidades de iluminação.

Fluorescentes 

via Shutterstock. Image © ArchDaily
via Shutterstock. Image © ArchDaily

As lâmpadas fluorescentes são conhecidas por sua eficiência, vida útil longa e baixo custo. Podem ser compactas ou tubulares. Seu funcionamento se dá através de um tubo de vidro, revestido internamente com um produto à base de fósforo. Uma corrente elétrica conduzida através do tubo que contém argônio e vapor de mercúrio, gerando luz ultravioleta invisível. O revestimento interno à base de fósforo transforma-a em luz visível. Por possuir metais pesados, como o mercúrio, em sua composição, nunca pode ser descartado em lixo comum.

Halógenas

via Shutterstock. Image © ArchDaily
via Shutterstock. Image © ArchDaily

As halógenas são lâmpadas incandescentes, mas que utilizam um gás halogênio para aumentar a emissão de luz e a vida útil, aumentando a sua eficiência e consumindo menos energia. Por ainda consumirem muita energia elétrica em seu funcionamento, têm perdido espaço para lâmpadas LED.

Conceitos importantes

Temperatura da cor

The Commune Collaborative Workspace / Hunt Architecture. Image © Leonid Furmansky
The Commune Collaborative Workspace / Hunt Architecture. Image © Leonid Furmansky

Não se trata da temperatura física da lâmpada, mas é um parâmetro que determina, em escala, o "tom da cor" emitida pelas lâmpadas. A unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alto na escala, mais fria a luz. Lâmpadas incandescentes tem temperatura na casa dos 3500k (Kelvin), já as fluorescentes ficam na faixa de 6000k. Luzes mais quentes nos tornam mais relaxados, enquanto luzes frias são estimulantes. Abordamos nesse artigo a relação da temperatura da luz e o humor. Luzes azuis também podem ter efeitos indesejáveis em nossa saúde, como abordamos aqui.

Fluxo luminoso

Slack Toronto Office / Dubbeldam Architecture + Design. Image © Shai Gil
Slack Toronto Office / Dubbeldam Architecture + Design. Image © Shai Gil

É a quantidade total de luz emitida a cada segundo por uma fonte luminosa, de modo a produzir um estímulo visual. Sua unidade é o lúmen (lm). Há tabelas que indicam qual a quantidade adequada de lúmens por metro quadrado para cada ambiente. Geralmente esse valor é dado em lux (lx), que corresponde a uma unidade de iluminamento ou iluminância, ou um lúmen para cada superfície de um metro quadrado.

Potência

Poplar Foundation + Pyramid Peak Foundation / archimania. Image Cortesia de archimania
Poplar Foundation + Pyramid Peak Foundation / archimania. Image Cortesia de archimania

Diz respeito ao consumo de energia da lâmpada, medido em Watts (W), não tendo relação alguma à emissão de luz. Por exemplo, uma lâmpada incandescente de 60W emite o mesmo fluxo luminoso de uma lâmpada de LED de 8W, ou de uma fluorescente de 18W. Há produtos que indicam a eficiência ou rendimento luminoso, que é expresso pela unidade lúmens/watts, o que indica quantos lúmens a lâmpada produz a cada watt de energia que consome.

Ângulo de abertura

Jabuticabeiras House / Terra e Tuma Arquitetos Associados. Image © Pedro Kok
Jabuticabeiras House / Terra e Tuma Arquitetos Associados. Image © Pedro Kok

Essa é uma informação que nem sempre é tão aparente nas embalagens. Mas para arquitetos, pode ser bastante importante. Como o nome sugere, trata-se do ângulo de abertura da luz. Há lâmpadas que são feitas para iluminar elementos específicos, como um quadro, por exemplo, como as PAR 20 ou as dicróicas. Nesse caso, são ângulos menores. Outras lâmpadas, que servem para iluminar espaços maiores, devem ter ângulos bem maiores. Para entender um pouco mais sobre as possibilidades de iluminação, leia esse artigo

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "O que levar em conta ao escolher uma lâmpada para um projeto de arquitetura?" 18 Nov 2019. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/928489/o-que-levar-em-conta-ao-comprar-uma-lampada> ISSN 0719-8906

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