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A busca pela cidade ideal sempre permeou a história da humanidade constituindo uma utopia perseguida por governantes, artistas, filósofos e, na história mais recente, por nós, urbanistas. Desde o século XIX foram propostos – e, por vezes construídos, - diversos modelos de cidades ideais, passando das cidades-jardim de Howard, às cidades mecanizadas, às radiais, às caminhantes do grupo Archigram, às nômades como a Nova Babilônia de Constant Nieuwenhuis, às modernistas, entre outras.  Em meio ao constante realinhamento de ideologias e necessidades, tal qual padece o espaço urbano, esses modelos utópicos surgem como ensaios experimentais. São reflexões críticas que se tornam uma importante ferramenta para entendermos as cidades e sua contextualização histórica.  Nesse sentido, não precisaríamos ir muito além para analisarmos na prática tal conceito. O desenho de Brasília, nossa utopia mais próxima, materializa claramente o ideal modernista de cidade que se postulava na década de 50. Pelas mãos de Lúcio Costa, Brasília nasceu segundo os preceitos defendidos na Carta de Atenas que, ao marcar a história da construção urbana no Brasil, marca também a carreira profissional do urbanista. Por meio da enorme planta feita à mão na escala 1:25.000 e das 24 folhas datilografadas em tamanho ofício, ele imprime seu ideal de arquitetura no qual o arquiteto e urbanista deve ser, antes de tudo, um pensador.  Veja mais Veja a descrição completa
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