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Arquitetas, arquitetos, urbanistas e estudantes da área têm muito a aprender com os modelos construtivos dos primeiros ocupantes do território brasileiro, que há muito tempo produzem abrigos adaptados ao contexto local. Estabelecer um conjunto de características comuns às soluções arquitetônicas indígenas se mostra uma abordagem muito superficial, já que as conformações e dimensões das ocas ou malocas indígenas variam a depender da tribo e quantidade de pessoas que habitam ali. Porém, ao estudar os diferentes exemplares da arquitetura indígena, é possível rever a noção de “tecnologia avançada” e assimilar soluções sustentáveis e adaptadas às condições ambientais. Desde a invasão dos portugueses no Brasil, a colonização impôs parâmetros que se refletem até hoje na forma de construir, habitar e analisar a arquitetura. A relação colônia/colonizado, ou centro/margem persiste também no sentido que a ideia de tecnologia avançada ainda é entendida como aquela high tech, ou seja, baseada em um ideal progressista e universal. Mas o que deve ser entendido, sobretudo nos países latino-americanos, como tecnologia avançada? A arquiteta argentina Marina Waisman, em seu livro “O interior da história: historiografia arquitetônica para uso de latino-americanos”, além de responder à essa pergunta, argumenta sobre a necessidade de se discutir uma historiografia latino-americana e reflete sobre os conceitos de centro, periferia e região, fazendo uma análise de como alguns vocábulos devem ser revistos quando aplicados na América Latina. Veja mais Veja a descrição completa
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