18 Lugares imperdíveis no Brasil e Portugal, segundo arquitetos de cada região

18 Lugares imperdíveis no Brasil e Portugal, segundo arquitetos de cada região

Como parte de nosso tema mensal (viagem), covidamos alguns escritórios brasileiros e portugueses a sugerirem edifícios e espaços públicos de suas respectivas cidades que merecem uma visita. No Brasil, projetos em Brasília, Rio de Janeiro, Olinda, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre farão alguns de nossos leitores desejarem conhecer melhor o país - ou cruzar o Atlântico para visitar algumas obras nas cidades portuguesas de Guimarães, Porto e Lisboa.

Veja, a seguir, as obras sugeridas pelos escritórios acompanhadas de uma explicação do porquê merecem uma visita.

BRASIL

BRASÍLIA 
por Daniel Mangabeira (Bloco Arquitetos)

Instituto Central de Ciências – ICC

Instituto Central de Ciências – ICC. Foto: Nossedotti. Domínio Público
Instituto Central de Ciências – ICC. Foto: Nossedotti. Domínio Público

"Pouco conhecido inclusive por alguns arquitetos brasileiros, o Minhocão, como é conhecido pelos alunos, é um dos mais belos e importantes edifícios de Brasília. Projeto de Oscar Niemeyer, teve a execução e os projetos de pré-fabricação a cargo de João Filgueiras Lima (Lelé). Apesar de muitíssimo mal mantido, preserva a qualidade espacial de um edifício extremamente brasileiro, com espaços abertos e públicos totalmente integrados com os espaços construídos. Um dos mais importantes edifícios construídos fora do eixo monumental."

Sede do SEBRAE Nacional

Sede do SEBRAE Nacional. © Nelson Kon
Sede do SEBRAE Nacional. © Nelson Kon

"Este é um edifício contemporâneo que merece destaque. Projeto dos GrupoSP + Luciano Margotto. Apesar de ter acesso controlado, pode ser visitado. Assim como o Minhocão, faz uso dos espaços abertos e tem a estrutura como elemento definidor do partido arquitetônico."

OLINDA E RECIFE
por Lula Marcondes (O Norte - Oficina de Criação)

4 Cantos de Olinda

Quatro Cantos de Olinda. Foto: Katherine Coutinho / G1
Quatro Cantos de Olinda. Foto: Katherine Coutinho / G1

"Em Olinda, os 4 Cantos é um local imprescindível de se ir para entender a cidade. Essa encruzilhada lúdica é um ponto de encontro natural no sítio histórico, pois todos os percursos levam até ela. Este lugar merece ser visitado por oferecer uma experiência urbana legítima junto a personagens reais que mantêm viva a memória da cidade nas curvas da história. Lá, ainda resistem as cadeiras nas calçadas; lá, somos incensados pelos ensaios de frevo no Grêmio Musical Henrique Dias, escola que desde a década de 50 forma músicos na cidade; e é lá que encontramos, entre outros, Peneira e Sílvio da Loja Azul, respectivamente o dono do bar que é ponto de encontro certo em qualquer hora em qualquer dia da semana e o dono de um dos mais antigos estabelecimentos comerciais da cidade alta. Por essas qualidades, ir a Olinda sem ter uma experiência sensorial nos 4 Cantos é deixar passar a oportunidade de entender a alma da cidade."

Jardim do Baobá

Jardim do Baobá em Recife. Foto: Fillipe Vilar
Jardim do Baobá em Recife. Foto: Fillipe Vilar

"Recentemente inaugurado no Recife, o Jardim do Baobá, localizado à beira do Rio Capibaribe, é o primeiro trecho aberto ao público de um macroprojeto de intervenção urbana que devolve o protagonismo ao rio numa cidade que o esconde e o nega. Este lugar merece ser visitado por seu caráter experimental ousado dentro de um processo de resistência e luta contemporânea pelo direito à cidade. O projeto devolveu ao povo do Recife um emblemático Baobá que se escondia na beira do rio por trás dos muros de propriedades privadas que invadiam o espaço público. Além disso, a intervenção encanta pela simplicidade do desenho e pela janela que abre a um patrimônio ambiental tão dilapidado e esquecido na cidade. A vivência no parque, além de uma experiência lúdica, torna-se um ato político por ser um espaço coletivo de resistência, um exemplo exitoso a ser continuado pela reincorporação plena do leito do Rio Capibaribe à cidade."

PORTO ALEGRE
por Paula Otto (Arquitetura Nacional)

Orla do Guaíba 

Orla do Guaíba. Foto: Omar Freitas/Agência RBS
Orla do Guaíba. Foto: Omar Freitas/Agência RBS

"É parada obrigatória pra quem visita Porto Alegre. A reforma recente (projeto do arquiteto e urbanista Jaime Lerner) reativou e potencializou uma área já bastante movimentada da cidade. Existem inúmeras atividades para os visitantes - cultura, esporte, lazer e gastronomia. De lá, é possível fazer passeios de barcos para ver o skyline da cidade e conhecer as ilhas ao redor.A nossa dica é pegar uma bicicleta na Usina do Gasômetro e pedalar ao longo de toda a orla até o Museu Iberê Camargo. O prédio em concreto branco, projetado por Álvaro Siza é, na nossa opinião, uma das suas melhores obras. Se destaca por seu percurso fluido e pelos enquadramentos estratégicos da paisagem. O melhor horário para visitação é no final do dia pra aproveitar o por do sol incrível do Guaíba."

Eixo da antiga Rua da Praia

Casa de Cultura Mário Quintana. Imagem via: http://viagensexpedicoes.blogspot.com
Casa de Cultura Mário Quintana. Imagem via: http://viagensexpedicoes.blogspot.com

"O centro histórico da cidade tem um eixo muito charmoso - a Rua dos Andradas (antiga Rua da Praia). O passeio que sugerimos é iniciar a caminhada no ponto onde a rua cruza a Avenida Borges de Medeiros (de onde se pode ver o Viaduto Otávio Rocha, uma das construções  mais icônicas da cidade). O caminho conduz até a Praça da Alfândega, onde encontram-se os museus do MARGS e Santander Cultural. O passeio termina na Casa de Cultura Mário Quintana, prédio do início do século passado, onde diversas atividades culturais se desenrolam. O local foi  originalmente o famoso Hotel Magestic, morada do escritor gaúcho Mário Quintana. A dica é visitar o jardim das banheiras e tomar um café na cobertura do prédio, apreciando a bela vista do centro."

RIO DE JANEIRO
por Tavares Duayer

Fábrica Bhering

Fábrica Bhering: Imagem via: f studio
Fábrica Bhering: Imagem via: f studio

"Situado no bairro do Santo Cristo, o grande edifício de arquitetura fabril tem 6 andares. Após um longo período de abandono, a Fábrica foi ocupada por lojas e ateliês de artistas. Ao longo da última década, a Bhering se tornou um importante espaço cultural no Rio de Janeiro. Além da estética arquitetônica, a memória do espaço está presente no que restou das antigas máquinas de fabricação de chocolate. Um maquinário antigo e imponente que ocupa largos corredores e contribui para a riqueza dos contrates com o uso atual dos espaços. A diversidade da ocupação com constante rotatividade dos artistas torna o lugar muito rico cultural e esteticamente.  Lojas também dividem espaço com os ateliês abertos (fotografia, pintura, escultura etc). O bairro do Santo Cristo, na Região Portuária tem sofrido diversas transformações urbanas. Visitar o terraço é poder observar, de perto, algumas destas transformações. O terraço nem sempre está aberto, apesar de ser amplo e já ter abrigado inúmeros eventos. Apesar de embates entre artistas, proprietários e prefeitura sobre os direitos e formas de ocupar o edifício, a vitalidade alcançada pelo movimento de ocupação resiste ao tempo. A Bhering, portanto, vêm se afirmando cada vez mais como um polo de fomento da cultura na cidade, vale a visita!"

Instituto Moreira Salles RJ

Instituto Moreira Salles RJ. Foto: A C Moraes, via Flickr. Licença CC BY 2.0
Instituto Moreira Salles RJ. Foto: A C Moraes, via Flickr. Licença CC BY 2.0

"A sede do Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, é uma casa no alto Gávea, Zona Sul da cidade. Projeto do arquiteto modernista Olavo Redig de Campos (1906–1984), a casa é um belo exemplar de arquitetura moderna brasileira, com direito a projeto paisagístico de Burle Marx e painel de Portinari. Foi concebida no final dos anos 40 para ser moradia da família do então banqueiro e diplomata, Whalter Moreira Salles e hoje funciona como espaço cultural aberto à visitação gratuita. Apesar de ser originalmente um espaço privado, seu uso hoje contribui para democratizar e estimular o fomento e acesso à cultura na cidade do Rio de Janeiro. Além das ótimas exposições que sedia, do cinema e das atividades educativas que proporciona, sempre com excelente programação / curadoria, a experiência de visitação do espaço em si já é valiosa, não só pela arquitetura, mas para todos que apreciam cultura."

BELO HORIZONTE
por Carlos Alberto Maciel (Arquitetos Associados)

Edifício Niemeyer

Edifício Niemeyer em Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel
Edifício Niemeyer em Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel

"O que tem ele de especial? É um edifício que consegue a rara condição de melhorar o lugar onde se implanta, ao abrir o térreo em pilotis, oferecendo-se à cidade. Ele nos dá uma aula de civilidade ao permitir que entremos por um espaço aberto, convivendo com a praça à frente e com as pessoas na rua. Este é certamente seu aspecto mais exemplar: é a abertura e o contato com a rua o que humaniza o lugar, é a visão permanente do edifício para o espaço público e deste, de volta, para o edifício, o que lhe dá segurança, aos moradores e à rua. Nesta notável simbiose entre público e privado, a praça se torna a área de lazer por excelência do edifício."

Mercado Central

Mercado Central de Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel
Mercado Central de Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel

"Se analisássemos o Mercado Central como obra autoral, ele sequer seria citado como uma arquitetura relevante. No entanto, se a quase totalidade da produção recente de arquitetura edita e aperfeiçoa os padrões de segregação, no Mercado Central encontramos um anti-exemplo disso, a partir do qual é possível pensar a construção de espaços mais democráticos. Para além da diversidade de seu público e seu caráter quase folclórico, interessam seus atributos físicos e sua inteligente e complexa disposição espacial.  O ponto máximo de especificidade é a radical sobreposição de usos em um espaço único. Ao se construir por sobre parte das lojas a área de estacionamento, sem a isolar do espaço do comércio, surge um espaço híbrido, complexo e indeterminado, em que a simples distinção de nível é suficiente para caracterizar as atividades. Sugere uma urbanidade aprimorada, que equaciona o conflito entre automóveis e pedestres sem a necessidade de separá-los."

SÃO PAULO
por Renata Semin (Piratininga Arquitetos Associados)

Praça do Rotary

Praça do Rotary. Foto: Fernando Stankuns, via Flickr. Licença CC BY-NC-SA 2.0. Image Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
Praça do Rotary. Foto: Fernando Stankuns, via Flickr. Licença CC BY-NC-SA 2.0. Image Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

"A praça que fica entre as ruas Major Sertório, Dr Cesário Mota, General Jardim e Dr. Vilanova tem sua dinâmica própria porque está cercada de edifícios residenciais, de escritórios, lojas e serviços de conveniência para quem mora, circula e trabalha na região. E tem a biblioteca pública infanto-juvenil Monteiro Lobato. A biblioteca tem programação animada para escolas e interessados e reúne um acervo lindo. Os bonecos e figurinos das montagens das peças de Monteiro Lobato ficam nas vitrines no térreo. Os cafés e restaurantes se requalificaram, a atração aumento por causa de melhores serviços e pelo grande ponto de encontro de amigos. A praça que percorro desde 1996 tem passado por muitas mudanças e lembro que há uns 10 anos era uma praça trancada. O único acesso era o portão de acesso direto à biblioteca. Quem pensava em cruzar a praça, se deparava com um portão fechado na Major Sertório. Gente de muita idade se reunia às 7h da manhã para fazer a limpeza voluntariamente e para fazer exercícios de Radio Taiso com fundo musical de musica japonesa que vinha de uma fita cassete (isso mesmo, mesmo em tempos de CDs). Ao saber dos cadeados, o secretario da Cultura da cidade naquele momento, o Carlos Augusto Calil, me pediu para ajudar a abrir os portões. E assim foi feito. 
Projetos não faltaram, mas pouco foi realizado pelo poder público. Mesmo assim, a praça foi ficando cada vez mais importante na vida das pessoas e do uso cotidiano, passou a mobilizar muita gente que, decididamente, tem tomado iniciativas para recuperar os espaços, manter a vegetação, reformar bancos e brinquedos gerando movimento cada vez mais intenso. É palco, é jogo, são as mesas de xadrez, os brinquedos à sombra das arvores e tudo mais que se agita. 
E por toda a história vivida aqui é que sugiro passear por esses lados da cidade."

PORTUGAL

GUIMARÃES
por Andreia Garcia

Praça do Toural

CC BY 2.0 - Feliciano Guimarães - Guima@36MP. Image via Wikipedia
CC BY 2.0 - Feliciano Guimarães - Guima@36MP. Image via Wikipedia

"Um dos principais palcos de Guimarães consiste na Praça do Toural, sendo que a intervenção de renovação urbana que sofreu no âmbito da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 é evidência da importância atribuída a esta praça como palco, como ao seu ator. O regresso ao passado da Praça do Toural, feito através de uma intervenção profundamente arrojada e contemporânea, foi realizado por uma equipa de arquitetos da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, liderada pela arquitecta Maria Manuel Oliveira, em colaboração com a artista plástica Ana Jotta. Trabalhado de fato como um palco desimpedido entra as fachadas que constituem o seu cenário, o projecto de forte cariz contemporâneo realçou a importância do seu legado histórico, repondo o chafariz quinhentista no seu local de origem. Por sua vez, o espaço destinado à circulação automóvel foi reduzido, tornando a sua plataforma central mais larga e desta forma, a praça do Toural, voltou a ser o que era há séculos: um lugar de encontros, um espaço onde os vimaranenses se juntam para falar da cidade, onde organizam festividades e manifestações públicas."

Plataforma das Artes e da Criatividade

© João Morgado
© João Morgado

"No contexto do espaço público podemos também referenciar o palco que se insere entre um volume arquitetônico. Referimo-nos à praça da Plataforma das Artes que se expõe como o prolongamento do imaginário da praça, local onde outrora tanto compradores, como vendedores, se encontravam para trocar produtos. Esta praça recebeu vários concertos e intervenções, tornando-se num novo lugar de encontro e representação. A reabilitação de um dos locais fundamentais de Guimarães permitiu torná-lo um centro de ação, suscitando relações com o cenário aberto do seu espaço de uma forma não só física como funcional. A sua transformação previu a sua multifuncionalidade artística e cultural e relacionou dois traços arquitectónicos que, distanciados por gerações, demonstraram uma clara noção da importância do espaço público, como um lugar por excelência do encontro do actor urbano, assim como, um novo local de usufruto público, dinâmica que funcionará como âncora das exibições temporárias que garantem a atratividade permanente do espaço."

PORTO
por Graça Correia (Correia/Ragazzi Arquitectos)

FAUP - Faculdade de Arquitectura

© Fernando Guerra | FG+SG
© Fernando Guerra | FG+SG

"Obra da autoria de Arq. Siza Vieira, merece ser visitada pela sua integração no local, quer ao nível paisagístico e topográfico, quer pela relação que estabelece com a escala e tipologias de construção da cidade,  bem como desta sua expansão a poente. Pelo extraordinário exemplo de organização espacial e programática."

Ponte Luís I

CC BY 2.0 - Deensel - Dom Luís I Bridge. Image via Wikipedia
CC BY 2.0 - Deensel - Dom Luís I Bridge. Image via Wikipedia

"Ponte que liga as duas margens do rio Douro, as cidades do Porto e Gaia. Pode-se atravessar o tabuleiro superior a pé, usufruir de uma belíssima vista de ambas as margens, tanto da Ribeira do Porto como das caves do vinho do Porto em Gaia, especialmente bonita ao final do dia. Do lado do Porto, podemos ainda visitar a Sé e a última obra desenhada e construída pelo arquitecto Fernando Távora, a Torre dos 24 e, do lado de Gaia, aproveitar visitar o Mosteiro da Serra do Pilar, exemplar único na Península Ibérica e o Jardim do Morro, aproveitando para descansar e perceber porque o rio se chama Douro! Daqui sai também o teleférico de Gaia, obra dos arquitectos Francisco Vieira de Campos + Cristina Guedes."

LISBOA
por Guilherme Bivar e Marta Pavao (Atelier Cais)

Fundação Calouste Gulbenkian

Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian
Cortesia de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

"Edifício muito particular na cidade de Lisboa devido à sua implantação, arquitectura, materialidade, arranjos exteriores e a paisagem singular que cria no contexto do centro da cidade. Os autores do edifício foram Ruy d’Athouguia, Alberto Pessoa e Pedro Cid, o Jardim é da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles. Em 1975 o edifício recebeu o Prémio Valmor e em 2010 foi considerado Monumento Nacional. O edifício é ainda valioso pelo seu acervo e exposições, funcionado como um centro cultural."

Ribeira das Naus

- Flickr2Commons - donchili. Image via Flickr
- Flickr2Commons - donchili. Image via Flickr

"Uma recente requalificação da frente ribeirinha, no outrora lugar do estaleiro de construção das naus portuguesas. É um momento singular na cidade, pela franca relação que se estabelece entre o espaço público e o rio. É ainda um projecto desenhado pelas marés, de acordo com o nível da maré há um desenho de espaço público.É dos poucos momentos na cidade em que há uma apropriação do rio Tejo, com o qual quase sempre se estabelece uma relação contemplativa de vários pontos da cidade."

Marco de Canaveses e Porto
por Henrique Marques e Rui Dinis (spaceworkers)

Igreja de Santa Maria

Igreja de Santa Maria / Álvaro Siza. Image
Igreja de Santa Maria / Álvaro Siza. Image

"Sugerimos a visita à igreja de Santa Maria, situada na cidade do Marco de Canaveses (próximo do nosso escritório), desenhado pelo arquiteto Siza Vieira. A escolha deste edifício baseia-se no carácter introspectivo deste projeto, visitando-o poder-se-á perceber a carga simbólica que cada gesto formal carrega e acima de tudo como uma arquitectura simples e “despretensiosa" pode ser de tal forma simbólica e rica do ponto de vista sensorial e urbano."

Casa da Música

Casa da Musica / OMA. Image © Philippe Ruault
Casa da Musica / OMA. Image © Philippe Ruault

"Outro projeto que gostávamos de sugerir, em contraponto à aparente simplicidade da primeira escolha, é a Casa da Musica, situada na rotunda da Boavista no Porto, projetada pela OMA/Rem Koolhaas, a escolha deste projeto, não se prende apenas com o projeto em si, que obviamente é um excelente projeto, mas acima de tudo, pela importância que teve na arquitectura do Porto, e na forma de a fazer, abrindo portas para caminhos mais experimentais e menos conservadores, que até então eram prática corrente na arquitectura nacional. Este projeto, marcou uma geração de arquitectos, que independentemente de gostarem ou não do projeto, foram inconscientemente estimulados a explorar outros caminhos na arquitectura Portuguesa."

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Sobre este autor
Cita: Equipe ArchDaily Brasil. "18 Lugares imperdíveis no Brasil e Portugal, segundo arquitetos de cada região" 27 Jun 2019. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/919841/17-lugares-imperdiveis-no-brasil-e-portugal-segundo-arquitetos-de-cada-regiao> ISSN 0719-8906
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