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O futuro das Habitações Sociais pode ser a impressão em 3D?

O futuro das Habitações Sociais pode ser a impressão em 3D?
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É tudo muito recente: faz menos de um ano que uma família francesa se tornou a primeira do mundo a morar em um casa impressa em 3D - aliás, há menos de 20 anos, casas impressas em 3D eram um sonho longínquo. Mas essa nova tecnologia vem sendo desenvolvida rapidamente e desponta como uma possível contribuição à crise habitacional em todo o mundo.

Cortesia de ICON e New Story © AI-SpaceFactory Cortesia de ICON e New Story Cortesia de ICON e New Story + 8

Cortesia de ICON e New Story
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A empresa chinesa WinSun foi a primeira a construir uma casa impressa em 3D: em 2013, imprimiu 10 habitações em um período de 24 horas. As casas exigiram montagem humana, pois as paredes foram impressas na fábrica e transportadas para os respectivos locais. Em 2018, a startup Apis Core, de São Francisco, construiu com sucesso uma residência in loco, na Rússia em um dia, custando cerca de US $ 10 mil. Dubai criou um plano para que um quarto dos novos edifícios da cidade sejam impressos em 3D até 2025. A iniciativa foi criada para promover o status dos Emirados Árabes Unidos e Dubai como um centro de tecnologia de impressão 3D - A cidade pretende se tornar líder mundial em impressão 3D na construção civil.

Mais usada ainda é a ideia de habitações em 3D em Marte e na Lua. A NASA realizou um concurso com o principal objetivo de incentivar os arquitetos e engenheiros a explorarem alternativas e possibilidades para a construção de estruturas habitáveis fora do Planeta Terra. O vencedor desenvolveu um protótipo em impressão 3D de 3 metros de altura composto de basalto biodegradável e reciclável derivado de materiais naturais encontrados no planeta Marte. Uma das principais barreiras para colonizar a Lua é o custo do transporte de materiais e a (previsível) dificuldade de conseguir equipes de trabalho no local. A impressão 3D com materiais nativos e robôs controlados por computador poderia eliminar essas duas barreiras, colocando estruturas e até mesmo sistemas ambientais em prontidão para a habitação humana. A NASA está apoiando um estudo de viabilidade projetado para determinar se uma colônia é algo possível.

© AI-SpaceFactory
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Os dispositivos de impressão 3D em concreto oferecem um método rápido e econômico para a construção civil, criando formas tridimensionais por meio de um processo controlado por computador. Basicamente, uma máquina dispõe camadas de concreto que gradualmente constroem as paredes da casa, precisando apenas de uma pequena equipe de pessoas para operá-la remotamente via tablet. O processo consiste em três etapas: preparação de dados, preparação de concreto e a impressão propriamente dita. Na construção civil, a impressão 3D é particularmente útil para fabricar componentes geometricamente complexos. Mas as vantagens não param por aí: a tecnologia promete ser promissora, devido ao tempo de construção reduzidos, menor consumo de energia, menor custo e menos resíduos de construção produzidos. Porém, como toda inovação, ainda há muito para ser trabalhado e desenvolvido até que se apresente como uma opção viável, sustentável e amplamente utilizada pela indústria.

Cortesia de ICON e New Story
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Alguns acreditam que é difícil a impressão 3D desbancar os métodos tradicionais, mas também é visível que a tecnologia possui aplicações muito práticas. Uma, já comentada, é na construção de formas inusitadas que antes existiam apenas em projeto. Outra é em casos de desastres: quando um furacão ou terremoto destrói a infraestrutura e deixa milhares de pessoas sem abrigo, impressoras 3D podem ser usadas para reconstruir rapidamente pontes, estradas e residências. E ainda há uma outra: devido ao baixo custo e alta velocidade, as casas impressas em 3D podem se tornar uma opção prática para projetos habitacionais subsidiados. Veja, abaixo, algumas características da impressão 3D em grande escala

Prós

  • Menor possibilidade de erros: como softwares e máquinas estão fazendo a maior parte do trabalho, há menos margem para erros e surpresas desagradáveis.
  • Custo mais baixo: a primeira casa habitada impressa em 3D custou 20% menos que se tivesse sido feita pelos métodos tradicionais - e a estimativa é que esse custo baixe 25% em cinco anos e 40% em 10 a 15 anos. Isso se deve em parte ao fato de a tecnologia se tornar mais refinada e mais barata de se desenvolver, e em parte por causa das economias de escala à medida que mais casas são construídas.
  • Velocidade na impressão das paredes.
  • Possibilidade de uso de materiais mais ecológicos: as impressoras 3D podem combinar diversos materiais como areia, concreto fibras e reciclados.

Cortesia de ICON e New Story
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Contras

  • Imprime apenas as paredes: até agora, impressoras 3D são capazes de imprimir apenas as paredes. Ainda é necessário construir a fundação, o telhado, instalar eletrodutos, tubulações, portas, janelas e demais componentes. A primeira casa habitada impressa em 3D, levou 54 horas para ser impressa - mas mais quatro meses para ficar pronta.
  • Alto investimento inicial: o investimento de capital inicial necessário para estabelecer um maquinário de impressão em concreto 3D é bastante alto e, como tal, as empresas enfrentam problemas para estabelecer um empreendimento de sucesso.
  • Mão de obra: a ausência de mão de obra qualificada também pode atuar como barreira de mercado, devido ao papel vital que os trabalhadores desempenham na execução do projeto. A logística, instalação e manutenção de uma impressora tridimensional no canteiro de obras, exige um forte investimento em estrutura de apoio, treinamento de mão de obra e principalmente estudo para seu transporte e armazenamento, o que inviabiliza sua utilização efetiva.
  • Altura: Por enquanto a tecnologia ainda não permite a construção de edifícios muito altos.

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "O futuro das Habitações Sociais pode ser a impressão em 3D?" 13 Jun 2019. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/918951/o-futuro-das-habitacoes-sociais-pode-ser-a-impressao-em-3d> ISSN 0719-8906
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