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Guia de projeto para paraciclos e bicicletários

Guia de projeto para paraciclos e bicicletários
Guia de projeto para paraciclos e bicicletários, © Eduardo Souza
© Eduardo Souza

Estudos mostram que o investimento público em redes cicloviárias integradas e seguras promove transformações urbanas, proporcionando mais humanidade, saúde e qualidade de vida na cidade. Enquanto cidades na Holanda e nos países nórdicos já incorporaram as bicicletas no cotidiano, com uma parcela significativa da população utilizando o meio de transporte para os deslocamentos diários, grande parte do mundo ainda vem buscando um modelo para diminuir os congestionamentos e aumentar seu uso. Segundo o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), investir no transporte não motorizado permite a redução dos congestionamentos, melhora a qualidade do ar, a saúde física e mental dos moradores, e ainda o comércio local e a visibilidade das marcas, uma vez que ciclistas tendem a prestar mais atenção ao comércio local e ocupam menos espaço do que os automóveis.

Mas junto às ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, é imprescindível proporcionar locais adequados para que as bicicletas possam ser estacionadas nos finais dos percursos. Enquanto os bicicletários são espaços fechados, geralmente com algum tipo de vigilância e infraestrutura adicional, os paraciclos são as estruturas que permitem apoiar e trancar a bicicleta de forma segura. Eles podem se integrar no mobiliário urbano de uma cidade, junto a bancos, placas, luminárias e totens informativos.

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© Eduardo Souza
© Eduardo Souza

O mais importante é que os paraciclos estejam localizados próximos a pontos de interesse para pedestres e ciclistas, que sejam construídos de materiais fortes, bem fixados ao piso e sua geometria deve preferencialmente ter elementos que permitam a fixação do quadro e os aros da bicicleta, para dificultar os furtos. Um erro comum na implantação de infraestruturas cicloviárias é o de não considerar o fluxo ou caminho do ciclista com a localização dos ciclistas, que existem rampas de acesso e que eles seguem a rota projetada das ciclovias. Isso serve para facilitar o acesso e não tornar a jornada mais longa.

Mas quais as principais considerações que devem ser tomadas ao se implantar um paraciclo?

1. Ser visível e não interromper os fluxos

Para o sucesso dessa infraestrutura, é importante que estejam bem localizados e tenham boa visibilidade. Isso permite uma vigilância natural dos transeuntes e a fácil localização do ciclista. Os paraciclos devem ser instalados o mais próximo possível do local de destino dos ciclistas, de preferência próximos a entrada dos edifícios. É importante que não obstruam também faixas de pedestres, entradas e saídas de público, sobretudo as de emergência, ou guias rebaixadas de entrada e saída de veículos. 

Cortesia de BKT Mobiliario urbano
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Cortesia de BKT mobiliario urbano
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2. Dimensões mínimas entre paraciclos

É imprescindível deixar uma separação mínima de 80 cm entre cada paraciclo para o melhor aproveitamento, permitindo comportar 2 bicicletas por estrutura.

Cortesia de BKT mobiliario urbano
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3. Dimensões mínimas para implantação

Ao seu redor, prever um espaço suficiente para a passagem de uma bicicleta com seu condutor. Considerar a distância mínima de 50 cm para alguma parede, muro, árvore, ou outro elemento.

Cortesia de BKT Mobiliario urbano
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Cortesia de BKT mobiliario urbano
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4. Materiais para fixação

Pensar em materiais que sejam robustos e fortes para o uso cotidiano e adequados às intempéries, como luz solar e corrosão. Geralmente, as estruturas são construídas em alumínio ou aço galvanizado, mas há paraciclos que adicionam uma camada de borracha, para evitar arranhões nas bicicletas. No piso é importante que conte com uma laje de concreto, para a fixação ideal da estrutura. O pavimento deve ser plano, sem saliências ou cavidades, admitindo-se desnível de até 5% no sentido transversal dos suportes. 

Cortesia de BKT mobiliario urbano
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5. Pensar em seu uso com ou sem as bicicletas

É interessante pensar em seu uso também quando estiverem vazios. Quando não há nenhuma estacionada, pensar em uma estrutura mais esbelta, que seja agradável aos olhos e discreta. Há cidades que já criaram padrões de paraciclos que conversam com o restante do mobiliário urbano.

6. Permitir vários pontos de apoio e de trancamento

É importante estudar as dimensões das estruturas levando em conta as bicicletas no mercado, para permitir vários pontos de apoio e de trancamento. Alguns manuais sugerem que prender a bicicleta em dois pontos é o ideal. Geralmente, considera-se as medidas não se afastam muito dos 80 cm de altura. O comprimento da estrutura varia mais, chegando até a 80 cm em alguns casos.

Cortesia de BKT mobiliario urbano
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Veja, abaixo, algumas opções de paraciclos, disponibilizados pela empresa BKT mobiliario urbano.

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "Guia de projeto para paraciclos e bicicletários" 11 Fev 2019. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/910581/guia-de-projeto-para-paraciclos-e-bicicletarios> ISSN 0719-8906

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