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“O escrito é como uma cidade, para a qual as palavras são mil portas.”- Walter Benjamin Não há estradas ou mapas que levem até elas. Ainda assim, muitas cidades imaginadas na literatura parecem mais palpáveis do que as reais, domando com suas centelhas fantásticas o imaginário humano. A quantidade de detalhes geográficos, culturais e sociais de cidades como a célebre Macondo, de “Cem anos de Solidão”, tantas vezes coloca uma lupa sobre as relações do território e seus habitantes. Para a pesquisadora Sandra Jatahy, no artigo “Cidades visíveis, cidades sensíveis, cidades imaginárias”, isso se dá porque a cidade foi, desde cedo, reduto de uma nova sensibilidade. “Ser citadino, portar um ethos urbano, pertencer a uma cidade implicou formas, sempre renovadas ao longo do tempo, de representar essa cidade, fosse pela palavra, escrita ou falada (…) Às cidades reais, concretas, visuais, tácteis, consumidas e usadas no dia-a-dia, corresponderam outras tantas cidades imaginárias, a mostrar que o urbano é bem a obra máxima do homem, obra que ele não cessa de reconstruir, pelo pensamento e pela ação”. Veja mais Veja a descrição completa
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