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Seja do ponto de vista do turista francês, da narrativa do filósofo Jean Paul Sartre, ou como ponto de partida das investidas desbravadoras de Marco Polo em suas Viagens, a cidade de Veneza faz parte de um imensurável repertório literário global, ocupando o lugar de objeto misterioso e belo que instiga qualquer um que se disponha a experienciá-la. Ela figura em livros de artes e história, quando o foco está nas grandes obras de arquitetura e artes visuais que a cidade carrega, ou quando há interesse nas divergentes e lendárias narrativas que dizem respeito à sua origem. Nos livros de ficção, a áurea calma de seus canais, as pequenas vielas, as cores e texturas de sua paisagem são plano de fundo para uma miríade de histórias imaginadas. Apesar disso, Veneza é uma cidade que não se revela de imediato a um olhar desatento de passagem. Ao contrário do que sugere o alto fluxo de turismo de curta permanência que percorre o perímetro da Praça de São Marco em poucas horas e posa para uma foto com a vista da Ponte do Rialto, trata-se de uma cidade com inúmeras situações de interesse, edifícios e coleções artísticas impressionantes, uma população local resistente, tradições que buscam seu espaço de reafirmação, e uma história que fala de uma verdadeira empreitada técnica, isto é, construir uma cidade em um pântano, feito que rende à cidade um lugar em mais uma seção das bibliotecas: a de engenharia. Veja mais Veja a descrição completa
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