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ESTEREO(AUTO)SCOPIO, arte pública efêmera para perceber o contexto urbano

ESTEREO(AUTO)SCOPIO, arte pública efêmera para perceber o contexto urbano
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

Estereo(auto)copio é uma obra de arte pública efêmera co-criada por Esteban Pastorino e Nicolás Sáez, financiado pela bolsa de estudos "Residencias Chile - Argentina do Programa de Intercâmbio de Artes Cênicas e Artes Visuais" do Ministério das Culturas, das Artes e Patrimônio do Governo do Chile. Nesta ocasião, a estadia criativa foi desenvolvida na "Residencia Corazón" da cidade de La Plata, na Argentina.

O projeto foi instalado pela primeira vez no centro da Plaza Moreno, em seguida, transferido ao Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha e finalmente exposto na Residencia Corazón em uma conversa com os autores. O projeto, com a colaboração de Diego del Pozo, Nahuel Bralo, Ismael Maldonado, Juan Pablo Ferrer e Rodrigo Mirto, propõe uma experiência imersiva ao visitante através de um artefato que permite ver vistas aéreas da cidade, com fotografias estereoscópicas captadas por um drone, que oferece a possibilidade para o observador olhar para o lugar de onde está e conscientizar-se das características urbanas.

Conheça o projeto em detalhes através de algumas palavras dos autores a seguir.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

A fotografia estereoscópica é popularmente reconhecida pelo clássico View Master e por vários visores modernos com fotografias estereoscópicas antigas adquiridas em museus e galerias como souvenirs. A visão binocular foi descrita por Euclides (300 a.c.) e desenvolvida como instrumento de visualização, espectador estereoscópico, em 1840. Iniciou-se o crescente uso da tecnologia 3D e entrou no mercado da televisão.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

A estereopsis (de stereo significando sólido, e opsis visão ) é um fenômeno de percepção visual binocular onde nosso cérebro é responsável por fundir as duas imagens de nossos dois olhos que percebem o mundo com uma perspectiva ligeiramente distinta. Isso nos dá uma visão sólida e tridimensional.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

O visor estereoscópico permite recriar a experiência binocular, possibilitando a visualização em 3D a partir de imagens planas 2D. Essa experiência artificial inventada em paralelo a invenção da fotografia inaugura os atuais esforços tecnológicos para emular o precioso ato de ver a olho nu... enquanto nós, os consumidores, não nos damos o tempo para exercitar a simples ação de observar o mundo livre de um mediador.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

A fotografia é uma imagem técnica (Flusser, 1990) [1] que não pode ser mais do que um artifício. A fotografia é ficção, apesar de seus valores hegemônicos de documento e verdade herdados de sua presença massiva na cultura moderna. A fotografia sempre mente, é a sua natureza, é o fotógrafo que guia eticamente a mensagem visual para alguma verdade ... "o bom fotógrafo é aquele que mente bem a verdade". (Fontcuberta, 2010) [2]

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

Estereo(auto)scopio é um artefato entendido como "Arte Pública Efêmera", que buscou provocar uma experiência imersiva ao visitante que transitava pela Praça Moreno, na cidade de La Plata.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

O objeto é um visualizador estereoscópico que permite ver 16 vistas aéreas da cidade, fotografias estereoscópicas tiradas com um drone de cerca de 120 metros de altura, oito do centro da Plaza Moreno, olhando para fora e apontando para as ruas que se cruzam neste centro urbano, entre a travessia das ruas 13 e 52, além das diagonais 73 e 74; e oito das praças adjacentes que cercam a Plaza Moreno apontando para esse mesmo centro a partir das praças San Martin, Itália, Paso, Azcuénaga, Malvinas, Yrigoyen, Máximo Paz e Praça Dardo Rocha.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

O objeto-visualizador foi georreferenciado, fazendo um ajuste entre essas imagens 3D e a direção do observador de onde o visitante observava. A cidade é vista de cima e com um efeito "maquete" dado pela síntese visual que provoca a visão 3D estereoscópica. Como uma espécie de autoscopia [3] o visitante viu o lugar de onde estava de cima e tomou consciência do traçado urbano, sua geometria, simetria e os elementos pregnantes que dão significado cultural e político a esta cidade... suas duas maiores obras de arquitetura, o Palácio Municipal (1888) e a Catedral (1902), poder político e eclesiástico dispostos em frente um do outro. Modelo dual de poder que foi exportado da Espanha para as cidades coloniais e que hoje, como muitos outros lugares do mundo, são patrimônio tangível e identidade de cada cidade.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez + 23

Enquanto as praças ainda são o espaço "aberto" onde os cidadãos podem ouvir e ser ouvidos, como os cidadãos percebem esses espaços democráticos hoje? A partir de um dispositivo artesanal para visualização de imagens estereoscópicas que deram um panorama aéreo fragmentado de 360º para dar uma síntese visual do "plano" urbano que hierarquiza esse espaço político. Como um espaço do Imagoscope [4], o artefato tentou transportar o observador para um olhar interno em sua posição atual.

Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez
Cortesía de Esteban Pastorino y Nicolás Sáez

Notas
[1] 
FONCUBERTA, J. 2010. La cámara de Pandora. La fotografí@ después de la fotografía. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SA.
[2] FLUSSER, Vilém. 2014. Para una filosofía de la fotografía. La marca editora. Buenos Aires, Argentina.
[3] La autoscopia (del griego antiguo αuτός ("yo") y σκοπός ("vigilante")) es la experiencia en la que el individuo, mientras cree estar despierto, ve su propio cuerpo desde una perspectiva fuera de su cuerpo. (Wikipedia)
[4] El concepto de Imago (en latín significa «imagen»). Imago designa la imagen interna, aquella representación de una persona determinada que la mayor parte de la veces es inconsciente, y que incluso, tras el encuentro real con esa persona, permanece viva en la psique. (Wipipedia) / Scopio. Del lat. cient. -scopium, y este de la raíz del gr. σuοπεν skopeîn 'observar'. Significa 'instrumento para ver o examinar'. Telescopio, oftalmoscopio. (RAE)

Fotografias: EP: Esteban Pastorino / NS: Nicolás Sáez
Exteriores:Plaza Moreno, La Plata - Argentina.
Interiores: Centro Cultural Pasaje Dardo Rocha, La Plata – Argentina.
Colaboradores: Diego del Pozo (idealizador e piloto de drone) Nahuel Bralo (Laboratorio Hypo, revelação analógica) Ismael Maldonado (Modelagem 3D e gráficos isométricos) Juan Pablo Ferrer e Rodrigo Mirto (Residencia Corazón, na gestão cultural e dfusão).

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Sobre este autor
Cita: Dejtiar, Fabian. "ESTEREO(AUTO)SCOPIO, arte pública efêmera para perceber o contexto urbano" [ESTEREO(AUTO)SCOPIO, arte público efímero para percibir el contexto urbano] 31 Ago 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Pereira, Matheus) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/901105/estereo-auto-scopio-arte-publica-efemera-para-perceber-o-contexto-urbano> ISSN 0719-8906

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