Ampliar imagem | Tamanho original
A poucas quadras do mar, a rua sem saída rodeada por densa vegetação litorânea, adentra o térreo do lote até o limite de sua divisa de fundos. Uma sequência de espaços, ora cobertos ora descobertos, marca o ritmo deste percurso e embaralha a distinção entre o interno e o externo. O olhar contínuo é interrompido apenas por caixas revestidas em aço corten - mineral vivo, quase vegetal em sua metamorfose por oxidação as quais comportam funções de apoio aos espaços sociais da casa. Quatro metros acima, contendo funções privadas, flutua um outro prisma, este, branco como as paredes da casa colonial, porém, efusivamente perfurado, escavado, de maneira a deixar entremear até o solo e em seu próprio interior a luz do sol, as vistas das montanhas e a vegetação no entorno. Através de seus recortes surge a possibilidade do encontro inesperado, entre o natural e o racional, entre o privado e o social ou da mais simples interação visual entre dois indivíduos. Grande parte do mobiliário da casa foi executado com o reaproveitamento das formas da concretagem.  Veja mais Veja a descrição completa
Compartilhar Compartilhar