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Um ponto de vista Este texto foi escrito para a edição francesa do catálogo da exposição Os universalistas, 50 anos de arquitectura portuguesa, evento que a Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris organizou nessa cidade, no âmbito do seu 50º aniversário, em co-produção com a Cité de l’architecture et du patrimoine. O evento é agora apresentado, em 2018, em Portugal, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos. Para facilitar a leitura, dividimos o texto em duas partes. A primeira parte foi publicada ontem. Ser universalista em tempo colonial Na década de 1960, acentuam-se, de igual modo, as contradições culturais do Império colonial português, o último a subsistir entre os países europeus colonialistas. A máquina colonizadora intensifica-se a partir de 1961 - ano em que se inicia a guerra aberta no terreno, entre o governo de Salazar e os movimentos independentistas africanos -, conduzindo a um maior investimento no poderio militar, mas também, paradoxalmente, na infraestruturação e reequipamento urbano das maiores colonias, então encaradas como “províncias portuguesas”. Eduardo Lourenço descreve esse processo obstinado, a que chamou de “colonialismo inocente”, descrevendo-o, entre outros, no seu texto “Da não-descolonização”: Veja mais Veja a descrição completa
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