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Na década de 1920, o artista holandês Piet Mondrian começou a pintar seus icônicos quadros com grids pretos e cores primárias. Extrapolando os limites das referências recorrentes no mundo da arte, propôs uma linguagem simples composta de linhas e retângulos coloridos que tornou-se conhecida como Neo Plasticismo, o qual explorava a dinâmica do movimento através da cor e das formas. Este conjunto de telas pintadas em vermelho, amarelo e azul, configuram um dos principais elementos do movimento De Stijl do início do Século XX. Quase um século depois, as abstrações de Mondrian seguem inspirando arquitetos ao redor do mundo. O que há por trás desta simplicidade que seque cativando artistas, designers e arquitetos depois de tanto tempo? Indiscutivelmente, a primeira transposição para à arquitetura dos princípios explorados por Mondrian na pintura, deu-se na forma de uma modesta casa de dois pavimentos - o primeiro projeto construído de Gerrit Rietveld - concebido para a viúva Truus Schröder e seus três filhos na cidade de Utrecht, na Holanda. Construída entre 1923 e 1924, o projeto da Casa Schröder adaptou os planos vibrantes de cor e os grids das telas de Mondrian para uma série de perfis metálicos pintados de vermelho, azul e amarelo que compões os elementos construtivos da casa, enquadrando os planos das lajes e paredes que se deslocam criando uma sensação de movimento contínuo através de sua arquitetura. As paredes não estruturais se organizam de forma livre pelo espaço interno, permitindo uma completa flexibilidade espacial. Veja mais Veja a descrição completa
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