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Deveríamos ter uma palavra específica para esse tipo de filme - um meio termo entre uma sequência e uma releitura - mas não existe, então teremos que chama-lo apenas de Blade Runner 2049. Talvez o filme seja mais sutil na forma como faz referência ao clássico precedente de 1982, o cult distópico dirigido por Ridley Scott, do que outras regravações recentes - Star Wars: The Force Awakens, por exemplo - mas ainda assim há uma série de insinuações bastante óbvias. Por exemplo, é fácil perceber reflexos dos personagens do Blade Runner original em 2049: o detetive particular Rick Deckard tranfigura-se aqui no estóico e desiludido "K"; a femme fatale Rachael se revela em Joi, uma personagem em forma de holograma que é algo entre um humano e uma máquina; o espírito do excêntrico Roy Batty, renasce em Luv, o fascínora; para não mencionar a horda de replicantes entre humanos e policiais suspeitos. Na verdade, o principal elemento que não foi substituído é o próprio cenário do filme, a cidade de Los Angeles. Entretanto, sua arquitetura é surpreendentemente abstrata em relação ao primeiro filme. Por isso, a nova versão de Blade Runner parece desprovida de uma atmosfera cívica, provavelmente concebida de forma intencional. Veja mais Veja a descrição completa
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