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É terça-feira pela tarde, foi um dia cansativo e a sensação de chegar em casa sempre é insuperável. Martín entra em sua casa depois de dirigir e trabalhar o dia todo; atravessa o pátio de acesso entre bicicletas e patins e, ao virar a porta encontra-se com uma paisagem interna onde a natureza e o exterior se fundem, o verde tão típico do campo argentino cresce tanto dentro quanto fora da casa. No pátio central, a fogueira está acesa e inunda todos os espaços com reflexos. Seus filhos brincam ao redor e correm pela galeria e pela sala de estar. Sua mulher, Ana, também recém chegada de uma longa jornada, relaxa na jacuzzi, escuta os filhos rindo e observa a copa das árvores movendo-se com o vento. Entardece, e os últimos raios de sol entram pela galeria deixando-a completamente alaranjada. Os parágrafos que antecedem este texto descrevem um momento ideal. Alcançá-lo, pensando nesse habitante hipotético, foi o motor de busca que levou o escritório a desenvolver esta obra.É assim que, sem um cliente concreto, trabalhamos com um usuário típico, de classe média, com um ou dois filhos, estudando seu modo de habitar nessas paisagens controladas, e recorremos a certos elementos da memória coletiva nativa, como o pátio ou a galeria, como confirmação desse ideal. Resumidamente, pensamos esta residência como um sistema, ou modelo, tipológico replicável de habitação nos arredores da cidade. Veja mais Veja a descrição completa
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