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A literatura é sempre vista relacionada ao privado, a subjetividade, ao particular. E a leitura, ainda mais de poesias, poucas vezes, é pensada junto a um espaço público, ou como um fator de organização da vida social, como capaz de estabelecer formas próprias de convívio, laços comunitários, aproximação entre as pessoas. Pensa-se muito pouco na literatura instituindo modos de estar e ser no mundo com os outros, com os iguais, e com os comuns. Mas a realidade urbana é outra, os saraus, eventos em que escritores e interessados se encontram para declamações e trocas de poesia, músicas ou performances, está mudando a forma como se entende a leitura, a literatura e a cidade. O sarau, conhecido atualmente como uma reunião para leitura de poemas, acontece desde o século XVII. Antes em casas particulares, como um evento das elites cultas, ou em lançamentos de livros, reuniões acadêmicas. Hoje, principalmente nas periferias, nos espaços abandonas dos grandes centros da cidade. Eventos itinerantes, utilizando um novo espaço a cada mês, quinzena ou semana. Reinventando a forma como as pessoas geralmente usam praças, escadarias abandonadas, esquinas e não-lugares do espaço urbano. São o começo de coletivos de atividade cultural, de movimentos de engajamento político e de modificações no projeto de alguns espaços públicos, na inclusão de elaboração de editais de cultura, entre outros. Veja mais Veja a descrição completa
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