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Nem todo cinza de São Paulo é triste. A cidade foi o caldeirão de uma das escolas mais importantes da arquitetura brasileira, a brutalista. Com nomes fortes como Lina Bo Bardi e Vilanova Artigas, o movimento buscou a poesia dura do concreto. Mas o maior expoente do brutalismo paulista acaba de entrar também para o seletíssimo grupo de um dos maiores arquitetos do mundo. Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects, honraria que receberam também Le Corbusier e Frank Lloyd Wright. Esse prêmio só vem a se somar a tantos outros como o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, o Praemium Imperiale japonês e o Prêmio Pritzker. Mas diferentemente de seus colegas premiados, Paulo Mendes foge dos holofotes e do modus operandi dos starchitects. Trabalha até hoje (tem 88 anos) quase sozinho em seu pequeno escritório no prédio do IAB, no Centro. De lá, há mais de 60 anos saem algumas das criações mais emblemáticas da nossa cidade, e que continuam de pé, como registro da beleza que só São Paulo sabe encontrar no concreto. Para quem não conhece o trabalho desse grande mestre, montei um roteiro com algumas das obras mais importantes. Muitas dá para visitar por dentro, mas algumas não tem jeito, só dá para admirar da rua mesmo. Veja mais Veja a descrição completa
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