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Jacques Derrida, o filósofo que mais teorizou a desconstrução, repetia que não havia uma definição de tal coisa e que se tratava de um método de dissecar as estruturas mais ou menos escondidas para lhes tomar o pulso e perceber que coisas transportavam com elas. Não se trata portanto de um anti-estruturalismo porque a desconstrução é uma atitude bastante estruturada; trata-se de um exercício de decomposição para perceber se quando nos põe pela frente coisas “estruturais” e sistemas rígidos de compreensão opondo isto àquilo, razão e emoção, realidade e ficção e coisas assim, não nos estarão a doutrinar com uma qualquer visão do mundo a partir da qual as coisas serão tidas como normais ou anormais, bonitas ou feias, muito ou pouco importantes e assuntos do género. Na cultura dita ocidental tendemos a pensar e a argumentar usando oposições binárias. Assim, o preto não seria branco, a causa não seria efeito e o masculino não seria feminino. Sem se dar por isso, muitas dessas oposições contêm hierarquias, distinções entre o positivo e o negativo, veiculando juízos de valor moral ou estético. A desconstrução é a melhor medicina para ruminar tais polaridades encardidas. Veja mais Veja a descrição completa
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