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Lina Bo Bardi não apenas fez edifícios; representou o espírito do seu tempo a partir de uma intensa produção cultural. Além de ilustradora, cenógrafa, designer, escritora, curadora e artista visual, ela compreendeu a cultura brasileira, disseminando um espírito moderno que transformou as formas de se entender a arte e a arquitetura no Brasil. Nos seus textos analíticos e críticos prevalece uma visão social. Isso mostra uma característica forte de sua atuação que sempre acreditou na arte popular, não como folclore exótico, mas sim como ação coletiva catalisadora de arranques sociais. Sendo assim, a arquiteta tornou-se um ícone da ideologia que compreende a mulher multifacetada, que aponta as nuances de uma sociedade que ainda impõe a constante busca pela igualdade de gênero, de direitos políticos e, principalmente, por espaço no mercado de trabalho, na produção intelectual e na esfera pública. Ela era uma mulher faber sapiens sapiens, ou seja, aliava a concretude e materialidade do seu trabalho ao conhecimento, deixando um legado para o Brasil. Veja mais Veja a descrição completa
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