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O projeto equaciona-se a partir de quatro condições fundamentais: o programa para uma instituição bancária - corporativo e genérico de escritórios mas associado a vertente sociocultural - com inevitável ocupação intensiva do lote disponível; a localização privilegiada no Largo Lumeji, um dos elos do sistema viário de expansão da cidade a partir da baixa, com forte carga pública; o contexto próximo em rápida transformação e imprevisível, entre verticalização generalizada e fechamento à fruição pública; e a vontade em salvaguardar ou mesmo ampliar, a priori, o espaço público da cidade. Em resposta, o projeto sintetiza quatro passos fundamentais. Na dimensão do lote, organiza-se um volume prismático de 27 pisos com cerca de 30 metros de lado e 110 metros de altura a partir do térreo, aparte de 5 pisos subterrâneos para estacionamento. Contudo, a torre de escritórios descola-se do chão, assente em pilotis, cujo vazio de 3 pisos, transparente e mais articulado, organiza as áreas socioculturais (agência bancária, auditório e galeria de arte, apoiados por cafetaria), ampliando e qualificando o espaço público do Largo Lumeji. A torre racionaliza 18 pisos de escritórios equipados em open-space e interrompidos por 4 pisos técnicos, encimada por 2 pisos para a administração. Por fim, a expressão da torre resulta da contingência programática, estriada piso a piso, entre frentes vítreas recuadas e platibandas opacas, salientes e ondulantes. Muito elegante. Veja mais Veja a descrição completa
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