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Pavilhão brasileiro em Veneza tem méritos, mas ignora momento histórico do país. No momento que um muro dividindo a Esplanada dos Ministérios em Brasília se tornou o símbolo de um país segregado, o tema do pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza de Arquitetura em 2016 dificilmente poderia ser mais paradoxal: “Juntos”. A mostra curada por Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade ligado à prefeitura carioca de Eduardo Paes do PMDB (mesmo partido do presidente interino Michel Temer), optou por uma visão positivista tanto da arquitetura como da história do Brasil. A assistência de curadoria coube a Francesco Perrotta-Bosch. Na primeira sala, o texto “Echos” retrata o Brasil como uma feliz amalgama resplendente de povos, raças e culturas. Se essa tese sustentou olhares sociológicos sobre um projeto de país nas primeiras décadas do século 20, ela foi hoje desconstruída pela academia e considerada base ideológica da dominação social e racial do país. Veja mais Veja a descrição completa
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