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Sempre me impressionou a definição que de arquitetura dava o teórico chileno Juan Borchers quando dizia que a arquitetura é “a linguagem da imobilidade substancial”. Sou consciente de que tal definição sublinha, uma vez mais, a vigência que para uma definição da arquitetura tem a noção de linguagem. Porém o que mais me surpreende de tal definição é o conceito de “imobilidade substancial” em que a definição de Borchers se fundamenta. A ideia de imobilidade –“imobilidade substancial” como dizia Borchers– implica o conceito de lugar, a presença do solo, convertido em solar quando adivinhamos que se vai construir sobre ele, disposto a receber o impacto do edifício que mudará no futuro seu destino. É a condição inamovível do construído que nos permite falar da “linguagem da imobilidade substancial”. O solar apresenta-se então como o solo no que o edifício lança raízes, como um dado que pode e deve ser considerado como o primeiro material da construção. Em efeito a língua inglesa estabelece o paralelismo entre “foundation” entendido como início, começo, e “foundation” entendido como o suporte estrutural, o cimento com o que o processo de toda construção arranca. Na verdade, o solo, a terra, pode ser considerado como o inevitável primeiro material com o que, em todo caso, é preciso contar. Veja mais Veja a descrição completa
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