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Remodelaçao

Apresentado por the MINI Clubman

Centro Social Luz Soriano / ARQX Architects

  • 09:00 - 10 Novembro, 2014
  • Traduzido por Arthur Stofella
Centro Social Luz Soriano / ARQX Architects
Centro Social Luz Soriano  / ARQX Architects, © Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

© Sonia Arrepia © Sonia Arrepia © Sonia Arrepia © Sonia Arrepia + 38

  • Arquitetos

  • Localização

    Rua 8 41, 4150-734 Porto, Portugal
  • Architects in Charge

    Miguel Meirinhos, Pedro da Graça Lopes
  • Área

    870 m²
  • Ano do projeto

    2014
  • Fotografias

  • Collaborators

    Pedro Oliveira e Margarida Oliveira
  • Stability and Infrastructure

    Armandina Reis, Carla Costa, Miguel Coutinho
  • Promoter

    Ordem dos Médicos SRN
  • Construction

    CONDURIL: Pedro Ramalho, Albina Neves, Ricardo Miragaia
  • Supervision

    FASE: Diogo Porto Carrero, Luísa Jacob, Ana Aguiar
  • Mais informações Menos informações
© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

Descrição enviada pela equipe de projeto. No contexto de um envelhecimento progressivo da população, o crescimento da parte mais idosa da sociedade é inevitável. Em Portugal, o aumento do número de pessoas de maior idade ocorreu de forma relativamente rápida durante a década de 1990 e em 2001, pela primeira vez o número de idosos (>64 anos) foi maior do que o número de jovens (<15 anos).

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

Com o aumento da expectativa de vida devido ao progresso da medicina é necessário levar em conta as mudanças que este fato acarreta. A arquitetura, como uma das principais atividades humanas sobre o meio ambiente, deve cumprir com o desafio de maneira eficiente.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

Para adaptar a produção arquitetônica às necessidades das pessoas de maior idade, é necessário entender os processos de envelhecimento de forma física, social e psicológica, o comportamento dos idosos e sua percepção do meio ambiente na sociedade, assim como sua forma de expressão. É de responsabilidade do arquiteto criar estruturas/ambientes que combatam e previnam a inércia/inatividade/incapacidade causada pelas consequências "menos positivas" do envelhecimento. É uma ferramenta de grande alcance e uma grande responsabilidade a manutenção e a cura social que pode derivar-se desta forma de intervenção, sendo isto decisivo na atitude da sociedade de uma das etapas da vida que mais tem sido marginalizada.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

“Todo mundo é um gênio. Mas, se julgarmos um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele gastará toda a sua vida acreditando que é estúpido .” (Albert Einstein)

Corte 3
Corte 3

O Centro Social é parte de um conjunto de equipamentos que constitui a sede da Seção Regional da Associação Médica de Porto. Com a consolidação da Associação Médica ao longo dos anos, tem se realizado diversas adições ao complexo: quadra de tênis, piscina, áreas de estacionamento e um centro de cultura e congressos.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

O Centro Social encontra-se em uma antiga habitação unifamiliar que foi remodelada e ampliada. A extensão utiliza um novo volume que proporciona ligações físicas e formais com o já existente, com um sentido de enaltecer as qualidades dos espaços em seu conjunto, evitando uma competição ou sobreposição das já existentes. Materializou-se um volume de um só pavimento, contíguo às fachadas leste e norte do edifício original, relacionando todas as plantas através de um elevador (onde também são introduzidas as áreas de recepção e acesso).

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

A implantação, apesar de suscetível a uma certa controvérsia, já que se apoia sobre um lote contíguo, é vista como uma oportunidade para qualificar este local específico. Por um lado, nos permitiu melhorar o jardim que existe em frente à fachada principal, por outro lado, compensa o perfil da rota de acesso ao edifício polivalente existente, o que permite também acessar a nova volumetria. O equilíbrio e a harmonia são algumas das suposições que justificam muitas das decisões tomadas: entre o antigo e o novo, entre a lógica do lugar e esta intervenção, a composição de espaços e ambientes internos.

Planta-Baixa Pavimento Térreo
Planta-Baixa Pavimento Térreo

A organização interna da parte nova da construção é bastante simples. Cabe destacar a introdução de um sistema de eixos perpendiculares de movimento (cuja intersecção é realizada na sala principal de recepção) que permite o acesso a diferentes áreas e um ritmo salpicado de aberturas para o exterior. A organização interna é essencial em uma estrutura de natureza social e a utilização um sistema de distribuição simples foi crucial para facilitar este processo. Para cada quadrante há uma diferenciação de atividades: ginásio, vestiários, consultórios médicos e salas de uso misto. Nos pisos superiores, um está reservado para a sala principal e o último é a biblioteca. Esta distribuição também permite o uso independente e simultâneo de diferentes combinações. A localização das escadarias proporciona uma relação informal adicional que permite um fácil acesso entre os espaços situados em diferentes pavimentos.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

Há uma clara diferenciação entre os espaços do volume existente (e restaurado) e a expansão do volume, relacionado, entretanto, com a distribuição de funções em todo o edifício. O novo volume se caracteriza por uma sobriedade de linhas e materiais. As bordas são cortadas em pedra, aço e vidro em uma métrica muito fechada e espartana. O equilíbrio do conjunto é garantido através de um telhado plano com características particulares. Isto surgiu da necessidade de resolver diversos problemas: construção, iluminação, acústica e conforto térmico, instalações, operação e manutenção da infraestrutura.

Corte 2
Corte 2

A utilização de uma membrana de alumínio com um padrão recortado permitiu ocultar a ampla gama de equipamentos e infraestrutura de uma maneira delicada. A tubulação, cabos de conexão, a instalação de sensores, câmeras de vídeo, sistema de extinção de incêndios e a troca de ar e canais de ventilação são retiradas da vista dos usuários através de uma membrana de alumínio branco. Contudo, não prejudica seu funcionamento normal e sua manutenção é garantida através da modularidade construtiva que permite que sejam acessados através de painéis removíveis.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

Um dos fatores que mais influenciou no desenvolvimento deste telhado foi a iluminação. Em busca da pureza formal de plantas que conformam os espaços interiores, também a iluminação foi "ocultada" por esta membrana. Foi essencial a determinação da porcentagem de superfície aberta, assim como a potência da luz instalada com fim de modelar um conforto visual ótimo. Criar áreas agradáveis e equilibradas foi um pensamento constante. Recorremos a um padrão de corte inspirado no movimento Artes e Ofícios (William Morris e John Ruskin) sabendo que seria essencial para contrariar a estrutura ortogonal e métrica plana (industrial), com linhas orgânicas e fluidas atrativas à criatividade e à arte. O diálogo estabelecido enriquece o conjunto.

© Sonia Arrepia
© Sonia Arrepia

O jardim existente foi restaurado. Alguma vegetação foi replantada e criou-se um "pano verde" que se estende na parte dianteira do edifício e sua presença é inevitável a partir dos espaços interiores.

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Localização do Projeto

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Cita: "Centro Social Luz Soriano / ARQX Architects" [Social Center Luz Soriano / ARQX Architects] 10 Nov 2014. ArchDaily Brasil. (Trad. Stofella, Arthur) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/756556/centro-social-luz-soriano-arqx-architects> ISSN 0719-8906

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