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Clássicos da Arquitetura: Pavilhão do Brasil em Osaka / Paulo Mendes da Rocha e equipe

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão do Brasil em Osaka / Paulo Mendes da Rocha e equipe
Clássicos da Arquitetura: Pavilhão do Brasil em Osaka / Paulo Mendes da Rocha e equipe, © Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein

A extensão da cobertura reticular uniforme tem a mesma dimensão da largura do lote: cinquenta metros. Porém não se apoia em suas divisas; mantém suas laterais em balanço. Sua largura de trinta e dois metros e cinquenta centímetros e sua disposição no lote é tal que criam duas áreas descobertas, uma de entrada, com vinte metros, e uma de fundos, com trinta metros. Se unidas, configurariam um quadrado de outros cinquenta metros de lado.

Maquete. Image © Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
Maquete. Image © Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
Planta Térreo
Planta Térreo

As áreas permitidas ao estar estão deslocadas em relação à cobertura. Seus limites anterior e posterior, marcados pelas duas vigas principais de cinquenta metros, ligeiramente diferenciadas entre si à causa do desalinhamento dos pares de pilares, são o que marcam os eixos centrais dessas áreas. Elas estão dispostas de tal modo que apenas metade de sua largura está sob a projeção da cobertura. A primeira das duas áreas é um salão semienterrado de doze metros e meio de largura onde se dá a exposição propriamente dita. Semienterrado, o salão já é por si mesmo alheio à necessidade de cobertura. Seu acesso se faz através de uma rampa oblíqua afastada do centro do lote, cuja sequência linear leva à outra rampa similar que dá acesso à segunda área de estar posterior. Esta área está agora ao nível do solo e resguardada da via de acesso. Seus limites, ainda que sinuosos, são determinados por uma circunferência de trinta metros de diâmetro, cujo centro é marcado pelo único pilar visível entre os quatro que apoiam a cobertura. Trata-se do único com desenho diferenciado: a escultura central da praça confinada.

© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
Maquete. Image © Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
Maquete. Image © Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein

O desenho do pilar escultural é definido por uma disposição em cruz grega de dois planos idênticos configurados pela subtração de um meio-círculo de três metros e vinte e cinco centímetros de raio a um retângulo de sete metros e dez centímetros de largura por quatro metros e quinze centímetros de altura. Cria-se, assim, um desenho singular cujo lado interno e inferior é marcado pelas curvas das meias-circunferências, e cujo lado externo e superior é marcado pelos lados retos dos retângulos.

© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein

A cobertura dá sombra a um relevo artificial. Apenas um quarto da área sob ela, metade da área da circunferência centrada no pilar escultural, é relativamente plana e permitida ao estar. Os outros três quartos são ocupados pelo relevo que oculta três pilares cilíndricos dos quatro que apoiam a cobertura. Externamente, vê-se apenas seus topos, como se a cobertura se apoiasse em pequenos discos pousados sobre os cumes dos montículos de asfalto.

Croquis
Croquis
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein

Uma terceira área semienterrada localiza-se na extremidade de fundos do terreno. Apresenta outros doze metros e cinquenta centímetros de largura, tal como o salão de exposições, porém com apenas trinta metros de comprimento. Tal dimensão implica que a área do pavilhão propriamente dita, que mescla espaços internos e externos, é um novo quadrado de cinquenta metros de lado, definido pelo salão semienterrado e pela praça semicoberta.

© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
© Arquivo Paulo Mendes da Rocha. Cortesia de Ruth Verde Zein
  • Arquitetos

  • Localização

    10-10 Senribanpakukoen, Suita, Osaka Prefecture, Japan
  • Arquiteto

    Paulo Mendes da Rocha
  • Arquitetos Colaboradores

    Flávio Motta, Júlio Katinski, Rui Ohtake e Jorge Caron
  • Artistas Colaboradores

    Marcelo Nitsche e Carmela Gross
  • Ano do projeto

    1970

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Sobre este escritório
Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Pavilhão do Brasil em Osaka / Paulo Mendes da Rocha e equipe" 17 Jul 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/624060/classicos-da-arquitetura-pavilhao-do-brasil-em-osaka-paulo-mendes-da-rocha-e-equipe> ISSN 0719-8906

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