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Sobre a curvatura assimétrica dos degraus do limite poente Durante uma estadia de muito curta duração que fiz em Atenas, minha atenção se fixou de uma maneira muito especial na disposição dos degraus talhados nas rochas entre os recintos do Parthenon e de Minerva Ergane. Esses degraus, paralelos à face ocidental do Parthenon, estão ligeiramente arqueados em direção ao céu [1], e reproduzem em suas formas quase que a própria curvatura do estilóbato estudado pelo Sr. Penrose. Curvar esses degraus como a própria base do templo, não significava em definitiva mais que estabelecer a harmonia entre duas partes de um mesmo todo através da aplicação de um procedimento decorativo uniforme; a existência de curvaturas nos degraus não tem portanto nada de surpreendente. Porém um fato mais inesperado é observado na posição dos ápices. Os pontos mais altos das arestas, ao invés de se alinharem ao eixo do templo, se deslocam à esquerda a uma distância de 7,50 m, e se põem entre o eixo do Parthenon e a grande via da Acrópole. Repetindo as observações, variando os pontos de vista, fiquei convencido de que tal aparência não é o resultado de uma ilusão de ótica; finalmente, a generosidade do Sr. Maniataki, diretor de obras públicas, me proporcionou os meios de submeter as curvas a medições exatas. Veja mais Veja a descrição completa
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