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De início, a breve história das varandas abrange uma análise das subjetividades acima do solo, em partes de edifícios suspensos no ar, olhando para baixo, para as moedas na calçada, inexplicavelmente visíveis do 34º andar, de onde se tem a sensação de estar no mesmo nível das aeronaves que chegam ao aeroporto de Logan de onde quer que estejam vindo e acima do mar. Uma vez cheguei a estar paralelo a um avião enquanto ele balançava e lentamente virava suas asas. É uma sensação estranha estar no ar em tamanha altura, imóvel. Parece mais natural estar em movimento, estar voando. Com o queixo no alumínio quente da grade de proteção, eu posso colocar meus joelhos através das barras verticais. Apenas uma tela de metal ancorada no concreto. Já fui mais corajoso com alturas e chegava a ficar em cima de uma cadeira na varanda só para me sentir livre do peitoril. Ficava recuado a uma distância segura (assim o acreditava) com a palma da mão pressionada contra a varanda de cima. Sustentava-me nesse espaço intermediário como um macaco, preso entre dois andares e olhando sobre o peitoril para um ponto no horizonte infinito.  Veja mais Veja a descrição completa
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