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Nove chaves para converter os espaços públicos em destinos bem sucedidos

Nove chaves para converter os espaços públicos em destinos bem sucedidos
Nove chaves para converter os espaços públicos em destinos bem sucedidos, via Plataforma Urbana
via Plataforma Urbana

Recentemente, o empresário norteamericano Mark Suster – ligado à construção de grandes projetos de engenharia como o metrô de Londres e o manejo de águas na mesma cidade – publicou 12 recomendações para criar comunidades cidadãs bem sucedidas e fortalecer seus espaços públicos como grandes destinos. A partir disso, a organização americana Project for Public Spaces (PPS) adaptou suas recomendações para que estas possam ser aplicadas em organizações de qualquer parte do mundo. A ideia consiste em transformar os espaços públicos em destinos que possam ser reconhecidos como parte de uma comunidade, partindo deste a projeção de elementos identitários únicos e que contem com um forte sentido local.

via Plataforma Urbana
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1. Líderes “loucos” e Placemaking
Os líderes locais de uma comunidade TAM a particularidade de ver o potencial de um lugar antes dos outros. Embora isso seja positivo, muitas vezes suas idéias, por mais inovadoras que sejam, não são implementadas, pois não são consideradas factíveis. Por este motivo, PPS faz um convite às autoridades locais para que escutem estes “líderes loucos” e vinculem suas propostas ao Placemaking, criando mais cidadãos apaixonados por suas comunidades e espaços públicos. Para isso, a organização propõe que deve-se incluir às comunidades espaços de colaboração para que surjam, entro os próprios habitantes, as melhores idéias para fortalecer uma avenida, um bairro ou um parque.

Melbourne City Square, Austrália
Melbourne City Square, Austrália

2. Capitais e descentralização
Os espaços públicos que estão bem equipados e são visitados regularmente por suas comunidades vizinhas se convertem em lugares atrativos para que investidores locais instalem lojas e mercados de acordo com as características do bairro. Estas ações revitalizam os lugares e incentivam a participação cidadã a criar novas propostas, já que se as pessoas têm a oportunidade de participar da conformação de seus espaços públicos, se sentirão mais conectadas às suas comunidades e realizarão diferentes ações no tempo para manter estes espaços acolhedores e atrativos. Por isso, o trabalho não deve se concentrar unicamente nas capitais, mas deve abordar outras cidades.

pps.org
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3. Grandes Eventos
As celebrações nas ruas muitas vezes destacam características únicas de um lugar e conseguem resgatar ambientes informais e imprevisíveis que permitem que as pessoas fortaleçam o sentido local da identidade através da congregação de pessoas de diferentes áreas de uma mesma cidade. Isso permite a construção de capital social que destaca a participação cidadã espontânea e valoriza o direito à cidade.

via Plataforma Urbana
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4. Discussões populares abertas
Para que um espaço público se converta em um grande destino, as pessoas que não pertencem a organizações sociais deveriam ter acesso aos encontros que estas realizam, com o objetivo de expressar as necessidades dos diferentes lugares. Este é o caso do Conselho Metropolitano de Planejamento de Chicago que convida vizinhos independentes a proporem idéias e a se envolverem diretamente nas discussões de projetos que serão executados em suas comunidades. Com isso, a PPS acredita que o Placemaking ajuda a cidadania a planejar o desenho de uma cultura local a partir de esferas distintas, e não através de decisões das autoridades.

via Plataforma Urbana
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5. Centros de gestão comunitários
Segundo a PPS, 90% do sucesso de um espaço público se baseia unicamente no mecanismo de gestão que será aplicado neste espaço, independentemente dos recursos econômicos que possam ser injetados nele. Um exemplo disso é Nova Iorque, cidade que destina grandes quantidades de dinheiro a impulsionar centros culturais, parques urbanos e praças, mas que não deixa de lado as organizações sociais na gestão destes espaços. Esta situação vem sendo replicada em outros lugares e tem fortalecido o funcionamento de outros Pittsburg Downtown Partnership e Downtown Houston

No caso das comunidades que não disponham de tantos recursos, a participação cidadão é a chave para criar uma ótima gestão. Por exemplo, o grupo Portland City Repair surgiu como um grupo de vizinhos que queriam uma esquina segura em sua cidade e que hoje tem criado projetos de maior escada de limpeza de espaços públicos. Isso mostra que os voluntários são um fator elemental no planejamento de novas atividades nas cidades.

via Plataforma Urbana
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6. O papel da imprensa local
Se considerarmos os espaços públicos como cenários informais nos quais se realizam desfiles, festivais e intervenções urbanas que atraem muita gente, deve-se levar em conta a difusão destes eventos através dos meios de comunicação. Para criar uma promoção efetiva de certos lugares, os administradores devem considerar a imprensa local uma aliada que pode tornar um espaço conhecido e valorizado como um grande destino. A longo prazo, isto propicia que os meios de comunicação possam fortalecer um lugar específico, mediante a visita de muitas pessoas. Assim, um lugar que não é tão conhecido por pessoas de localidades mais distantes pode mudar através de uma gestão de comunicação em sintonia com a imprensa local, tornando-se mais conhecido.

via Plataforma Urbana
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7. Investigar o passado de um bairro
Atualmente existe grande interesse em recuperar o patrimônio de certos bairros. Apesar de haver pessoas apegadas ao seu bairro, este pode não ser um atrativo para o restante da população. Para mudar isso, uma boa estratégia é investigar que vizinhos ilustres viveram ali. Também se pode contatar pessoas que cresceram no bairro e que depois se mudara, a fim de conhecer os lugares mais valorizados pelos vizinhos e compará-los com seu estado atual.

mnartists.org
mnartists.org

8. Colaboração local
Muitas vezes existem organizações que não têm fundos para construir novos espaços públicos que reativem seus bairros. Por isso, a colaboração surge como um pilar essencial para que os vizinhos se conheçam entre si e, em conjunto, possam criar praças e lugares de encontro. Por exemplo, se um grupo local não tem fundos para construir um parquinho para as crianças, a PPS propõe que as próprias crianças doem brinquedos para criar uma área para jogos. Caso existam locais deteriorados, os próprios vizinhos podem criar expressões de arte urbana que embelezem o lugar e que representem a identidade e o caráter do bairro, sem recorrer a empresas comerciais.

Jackson Square, New Orleans. Fonte: cityprofile.com
Jackson Square, New Orleans. Fonte: cityprofile.com

9. Dê lugar a espaços públicos emblemáticos
Cada cidade tem um lugar emblemático, embora muitas vezes este não seja reconhecido como tal por um grande número de pessoas, nem por pessoas que vivem longe dele. Por isso, se um grupo pretende dar-lhe este caráter, valorizando-o, a única coisa necessária é entusiasmar o público local para que o conheça e se lembrar que o sentido do lugar pode atrair mais pessoas inspiradas a criar um grande destino. Este é o caso do Parc Guell em Barcelona, do Granville Island em Vancouver e do Jackson Square em Nova Orleans.

Cada cidade tem um lugar emblemático, embora muitas vezes este não seja reconhecido como tal por um grande número de pessoas, nem por pessoas que vivem longe dele. Por isso, se um grupo pretende dar-lhe este caráter, valorizando-o, a única coisa necessária é entusiasmar o público local para que o conheça e se lembrar que o sentido do lugar pode atrair mais pessoas inspiradas a criar um grande destino. Este é o caso do Parc Guell em Barcelona, do Granville Island em Vancouver e do Jackson Square em Nova Orleans.

Texto por via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

Sobre este autor
Cita: Fernanda Britto. "Nove chaves para converter os espaços públicos em destinos bem sucedidos" 06 Dez 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/84745/nove-chaves-para-converter-os-espacos-publicos-em-destinos-bem-sucedidos> ISSN 0719-8906

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