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Nova ala do Museu de Fotografia de Charleroi / L’Escaut Architectures

Nova ala do Museu de Fotografia de Charleroi / L’Escaut Architectures
Nova ala do Museu de Fotografia de Charleroi / L’Escaut Architectures, © Gilbert Fastenaekens
© Gilbert Fastenaekens

 

Escondida dentro de um tradicional bloco de casas, a nova extensão do Museu de Fotografia em Charleroi está instalada no meio do terreno de um antigo convento carmelita. O edifício por dentro é enclausurado pelo convento , que esconde um grande jardim o qual possui diversas árvores reconhecidas como patrimônio. O parque é envolvido pelos quintais das ruas do subúrbio, por uma escola pública e por um complexo esportivo.

Implantação

Ao investir no parque, o novo edifício convida os visitantes e os moradores locais a usarem suas áreas livres internas. O parque cria uma conexão entre três funções sociais: cultural, educacional e esportiva. Sua abertura para o público torna-se uma questão de dinâmica social e de transformação urbana.

© Gilbert Fastenaekens

Do exterior, o novo edifício parece chamar por seu entorno – sua sucessão de vãos criam linhas de visão como os fundos de uma cenografia espacial. As múltiplas formas em primeiro plano são significativas pois estão relacionadas com seu contexto (o parque, as casas e os equipamentos). O passeio interno capta esta experiência externa, dando-lhe forma em uma nova situação.

© Gilbert Fastenaekens

A arquitetura, de forma descontraída, borra as fronteiras entre os espaços internos e externos: ao atravessar o hall de vidro do antigo convento para o novo edifício, o visitante se imagina projetado no parque. O balanço se estende de forma a receber luz natural que ilumina o ambiente externo. O jardim de inverno abriga diversas plantas aromáticas para dentro do museu. Cada ambiente forma tanto uma sala específica como uma antecâmara para as salas seguintes, como uma espécie de “espaço entre.”

© Gilbert Fastenaekens

A fórmula que guiou o projeto foi a 1+1=1: como o novo edifício e o convento se tornaram um único museu, o primeiro é continuidade do segundo. Por 6 meses, o programa de extensão foi cuidadosamente considerado com Xavier Canonne, o diretor do museu. As funções foram distribuídas entre dois edifícios, como um jogo de dominó: os espaços dentro do convento passaram a ter funções assim como os antigos ocupantes buscaram encontrar uma nova casa na extensão.

© Gilbert Fastenaekens

Embora a extensão inaugurar neste ano, sua existência já era prevista desde a primeira reforma do convento. O Museu de Fotografia em Charleroi, fundado por George e Jeanne Vercheval , já ocupava o convento desde 1987. Em 1993, l’Escaut interveio para guiar a integração das obras de arte pelos artistas Francis Alÿs, Edith Dekyndt, Jean-Claude Saudoyer e Marc Feulien. Depois disso, l’Escaut tornou-se responsável por todo o projeto de renovação, terminando em 1995.

© Gilbert Fastenaekens

A transformação do convento em um museu de fotografia foi um processo reverso da lógica existente na construção. Um local onde “olhar para o mundo” era proibido devido a questões religiosas se tornou em um local de revelação da imagem por razões sociais. Sua extensão desafia a lógica de um museu convencional ao multiplicar as relações com a fotografia, sua história e suas múltiplas formas de representação.

© Gilbert Fastenaekens

A estrutura da construção do bloco em balanço é uma novidade na Europa: seu apoio é garantido pelo uso de painéis de madeira laminada cruzados. O uso da madeira surgiu como um resultado da experiência do Weinand group que é especialista em estruturas de madeira inovadoras. Yves Weimand é professor na EPFL em Lausanne e aporta um conhecimento internacional para o projeto.

© Gilbert Fastenaekens

O trabalho de Jeanine Cohen revela a complexidade do edifício, relacionando-se com o céu e com a luz ambiente. Dentro dos perfis anodizados, os painéis coloridos diferenciam sutilmente a fachada, mudando conforme da luz ou do horário do dia. Fotográfica por seu próprio direito, a obra questiona o significado da fotografia bem como nossas percepções. A pele luminosa proporciona leveza à construção.

© Gilbert Fastenaekens

 

Ficha técnica:

  • Arquitetos:L’Escaut Architectures
  • Ano: 2008
  • Área construída: 8230 m²
  • Tipo de projeto: Cultural
  • Operação projetual:Ampliação
  • Status:Construído
  • Materialidade: Metal e Vidro
  • Estrutura: Concreto e Aço
  • Localização: Mont-sur-Marchienne, Bélgica
  • Implantação no terreno: Isolado

Equipe:

 

  1. Arquitetos: L’Escaut Architectures
  2. Equipe de projeto: Olivier Bastin, Eloisa Astudillo, Nele Stragier, Florence Hoffmann

 

  1. Fotografias: Cortesia de L’Escaut Architectures, Gilbert Fastenaekens

Sobre este escritório
Cita: Fernanda Britto. "Nova ala do Museu de Fotografia de Charleroi / L’Escaut Architectures" 15 Set 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/70538/nova-ala-do-museu-de-fotografia-de-charleroi-lescaut-architectures> ISSN 0719-8906

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