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King’s Cross Station / John McAslan + Partners

King’s Cross Station / John McAslan + Partners
King’s Cross Station / John McAslan + Partners, © Hufton Crow
© Hufton Crow

© Hufton Crow

Projetada pelos arquitetos e planejadores John McAslan + Partners’ (JMP’s), a transformação da King’s Cross Station é uma lição de fusão de três operações arquitetônicas complexas: requalificação, restauração e ampliação. O galpão de trem e as diversas edificações foram adaptados e reutilizados; a obscura fachada de Grau I(a categoria Grau I se refere aos chamados Listed Buildings, que envolvem edificações de graus de importância hierárquicas e relevantes para o contexto histórico do Reino Unido) da estação foi restaurada minuciosamente e um novo e altamente expressivo Saguão Oeste foi projetado como peça central e coração pulsante do projeto. A estação transformada e o novo e memorável  Saguão Oeste assumirão o papel de um novo e icônico portal arquitetônico para a cidade nas Olimpíadas de Londres de 2012.

© Hufton Crow

Essa estrutura reorienta a estação para o oeste, criando melhoramentos operacionais significativos e revelando a fachada sul como fachada principal da estação. A fachada original de Lewis Cubitt’s, de 1852, é uma obra prima que está escondida atrás de uma cobertura desde 1972.

Embora o Saguão Oeste seja provavelmente a mudança mais notável na estação, o trabalho dos arquitetos também envolve uma série de intervenções  e restaurações que começaram com uma restauração completa da edificação da Extensão Leste (finalizada em 2009) e, por vir, a revitalização dos prédios do Galpão Principal de Trem, O Galpão de Trem Suburbano e a Extensão Oeste.

Render – Cortesia John McAslan + Partners

Tendo iniciado o trabalho do projeto em 1998 e estabelecido o plano diretor para o desenvolvimento em 2005, John McAslan + Partners têm exercido um papel fundamental em uma profunda mudança de infraestrutura social e comercial ocorrida na área, conectando a estação com a sólida trama existente ao norte da King’s Cross Station, e também conectando o St. Pancras, o subterrâneo londrino e seu contexto no entorno. A ambição do projeto arquitetônico é dirigir significativamente a melhoria urbana nessa parte da cidade, pretendendo também permitir à estação lidar com o crescente número de passageiros, que está próximo de atingir 50 milhões no ano de 2012.

© Hufton Crow

O saguão oeste 

A parte central do redesenvolvimento de 500 milhões de libras é o novo saguão em forma de arco semicircular a o oeste da estação existente. A extensão nasce com 20 metros e atinge um vão de 150m de comprimento da existente Extensão Oeste – que entra na categoria de Grau I dos chamados Listed Buildings -, criando uma nova entrada para a estação através do lado sul da estrutura e no nível do mezanino do lado norte do Saguão Oeste.

Projetado por John McAslan + Partners, e tendo Arup como responsável pela parte de engenharia, o saguão de 7500 m² se tornou o maior vão livre estrutural dentre as estações na Europa, abrigando 16 colunas de aço em forma de árvore que são irradiadas de um expressivo e pontudo funil central. A circularidade graciosa do saguão ecoa a forma do Great Nothern Hotel, vizinho da obra, com o plano de piso do hotel dando acesso ao saguão.

Render – Cortesia John McAslan + Partners

O Saguão Oeste percorre delicadamente o comprimento da fachada da Extensão Oeste, revelando claramente o restaurado da obra em tijolos e alvenaria – características da estação original. Do espaço interior dramático do saguão, passageiros podem atingir as plataformas pelos portões ao nível do solo no Hall da Bilheteria, através da edificação da Extensão Oeste, ou usando os portões ao nível do mezanino, por uma nova plataforma de travessia para pedestres.

Localizado em cima da nova bilheteria do Subterrâneo de Londres, e com alguns elementos no nível do mezanino, o saguão transformará as instalações dos passageiros; também irá tornar salientes as ligações entre o Subterrâneo de Londres, os ônibus, táxis e conexões de trem a St. Pancras. O saguão é organizado para se tornar um portal arquitetônico para desenvolvimento de usos mistos da King’s Cross Station, uma aproximação fundamental para a entrada leste do St Pancras International. Também agirá como uma extensão para King’s Cross Square, uma nova praça, que será transformada, entre a fachada sul da estação e a Euston Road.

© Hufton Crow

“É inacreditável assistir a reinvenção da estação tomar forma em um convincente lugar para Londres. Se pode ver como o Saguão Oeste – a maior estação estruturada em  um vão único da Europa – re-conecta esse tão amado terminal Vitoriano com seu contexto. É imensamente satisfatório ver o projeto mover-se adiante e ansiamos por celebrar a conclusão do projeto em 2012 para os Jogos Olímpicos de Londres.” – John McAslan, presidente da John McAslan + Partners.

Extensão oeste

Um design icônico faz parte das combinações de intervenções arquitetônicas na a King’s Cross Station. A Extensão Oeste da estação é seu maior componente histórico e providenciará a maior abrangência de usos. Complexa em planta e articulada em cinco edificações, a renovação irá providenciar grande melhora nas condições de trabalho para a equipe da estação, para as companhias de operações de trens e para a equipe de manutenção da rede de trilhos. A Ala Norte, destruída por um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída em seu design original. A reinstalação da Extensão Oeste pelos arquitetos John McAslan + Partners providenciou conexões elementares, incluindo uma nova série de portões no terminal sul, que se tornará o principal ponto de conexão entre o Saguão Oeste e as plataformas do Galpão Principal de Trem.

© Hufton Crow

Galpão principal

O Galpão Principal do Trem da estação tem o comprimento de 250 metros, a altura de 22 metros e a largura de 65 metros. Está sendo transformado por uma das grandes intervenções realizadas pelo escritório de John McAslan. A arquitetura ousada da fachada sul principal será exposta novamente e está em processo de restauro; somando a isso, as empenas norte e sul estão recolocando os vidros e as plataformas sendo amplamente renovadas. Além disso, o trabalho em tijolos está em processo de limpeza e qualquer acréscimo desnecessário e elemento antiquado são tirados fora.

As duas coberturas em arco foram renovadas- com a primeira parte de trabalho, em breve revelada – e alinhadas com painéis foto voltaicos (que visam economizar energia) ao longo das luminárias lineares da cobertura. Os arquitetos projetaram uma nova ponte de pedestre de vidro – recentemente instalada – para se estender através do Galpão Central de Trem, substituindo a antiga passarela Handyside e permitindo acesso para cada plataforma assim como para o nível do mezanino do saguão.

Render – Cortesia John McAslan + Partners

O projeto de John McAslan + Partners integra os galpões centrais e suburbanos pela primeira vez, criando uma implantação completamente coerente para os movimentos dos passageiros dentro e através da estação. Melhorias no Galpão de Trem Suburbano localizado ao norte das edificações do Saguão Oeste e da Extensão Oeste irão aprimorar a operação de suas três plataformas (as mais lotadas na estação nas horas de pico)

A transformação ambiciosa da rede de trilhos da estação, com John McAslan + Partners liderando o projeto, cria um diálogo notável entre a estação original de Cubitt  e a arquitetura do século XXI, marcando uma mudança de estratégia de projeto infraestrutural no Reino Unido. Essa relação entre o antigo e o novo irá elevar a posição da King’s Cross para uma referencia de modernidade quando se diz respeito a transportes; contudo, revitalizando e inaugurando um dos grandes monumentos férreos da Grã-Bretanha.

Corte
Corte

 

Ficha técnica:

  1. Fotografias: Cortesia de John McAslan + Partners, Hufton Crow, John Sturrock

Sobre este escritório
John McAslan + Partners
Escritório
Cita: Camila Bortoluzzi. "King’s Cross Station / John McAslan + Partners" 08 Mai 2012. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/47630/kings-cross-station-john-mcaslan-mais-partners> ISSN 0719-8906