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1 A origem do que irei expor a seguir devo à leitura da novela A Invenção de Morel1, de Adolfo Bioy Casares, que por casualidade adquiri numa loja de departamentos da Plaza Cataluña, naquilo que foi minha primeira visita à Barcelona, em outubro de 1992. Nesta exposição não quero me deter em seu texto, que com certeza me preocupa, me inquieta e inclusive alimenta secretamente meu Projeto de Tese, mas sim em seu prólogo. E não faço isso em desmerecimento ao autor do livro e louvor a Jorge Luis Borges, autor do prólogo, já que entendo que prólogo e texto chegaram a ser uma só realidade, assim como tantas vezes foi o dueto Bioy-Borges, ou como se faziam chamar também Bustos-Domecq. Quero deter-me nele, primeiro, porque passei muito tempo lendo-o e relendo-o, de puro gosto; tratando de desentranhar cada uma das frases de Borges, crendo que nelas encontraria as pistas para compreender melhor Bioy Casares e sua Invenção. Mas também, como sucede com os relatos de ficção de Borges, porque estava me sentindo cada vez mais envolvido com os personagens que povoavam seu prólogo: Stevenson, Ortega y Gasset, o próprio Bioy Casares, Marcel Proust, Chesterton, Kafka, etc., etc. Veja mais Veja a descrição completa
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