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Há uma lenda que diz que a região da cidade colonial de Paraty e de Angra dos Reis (entre São Paulo e Rio de Janeiro) tem 365 ilhas, uma para cada dia do ano. Duas caixas de concreto aparente repousam engastadas na encosta de uma dessas ilhas; dois prismas modernos por entre as grandes pedras brutas do litoral brasileiro. Os volumes projetam-se para fora da montanha, quase na altura da praia, num balanço de 8 metros. A casa, numa engenhosidade estrutural, equilibra-se na topografia do terreno, constitruindo um grande vão e um espaço habitável na natureza quase intocada. Nas pedras de Paraty, na densa mata da ilha, venenosas aranhas, encontram esse volume ortogonal e adentram o gramado que reveste a laje. Movimentando rapidamente as patas, desbravam o terreno As aranhas continuam seus percursos por dentro da residência onde se embreiam por uma coleção de importante móveis do século XX desenhados, entre outros, por George Nakashima, Luis Barragan, Lina Bo Bardi, Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e José Zanine Caldas. As aranhas se perdem no estofado da poltrona. Veja mais Veja a descrição completa
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