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“Parque de Arte do Dr. Evermor”: Um parque de esculturas recicladas

“Parque de Arte do Dr. Evermor”: Um parque de esculturas recicladas
“Parque de Arte do Dr. Evermor”: Um parque de esculturas recicladas, Escultura Forevertron. © LiveALittle.org, vía Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Escultura Forevertron. © LiveALittle.org, vía Flickr. Used under Creative Commons

Por Constanza Martínez Gaete, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

Forevertron © _Madolan_, vía Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Forevertron © _Madolan_, vía Flickr. Used under Creative Commons

Desde a década de 1980, Tom Every trabalho demolindo edifícios e fábricas, mas quando se aposentou, optou por dedicar seu tempo a um trabalho totalmente oposto: criar obras de arte. Mantendo sua essência industrial, começou recuperando partes antigas de carburadores, tubos e qualquer peça metálica que pudesse ser soldada. Para coletar o material necessário demorou décadas, mas ao terminar sua busca, resolveu fabricar esculturas que instalaria em um parque público que ele mesmo iria desenhar.

© florador, vía Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
© florador, vía Flickr. Used under Creative Commons

Denominou sua faceta de artista “Dr. Evermor”, um inventor da época vitoriana, e criou o “Parque de Arte do Dr. Evermor”, ao sul de Baraboo, Wisconsin (EUA), onde os visitantes podem tocar as esculturas, passear entre elas e escutar a música que algumas delas reproduzem. Seu entusiasmo com seu novo trabalho o levou a elaborar mais de cem obras, entre as quais se encontra uma das maiores esculturas de sucata do mundo, reconhecida pelo livro Guinness.

© Cortesia de Plataforma Urbana
© Cortesia de Plataforma Urbana

A fascinação que lhe provocava dar um novo uso aos artigos que para outras pessoas eram lixo surgiu quando passou sua infância em Nova Iorque e pedalava pelas ruas juntando objetos que em seguida revendia. Como demolidor, se deu conta que estava ajudando a fazer que “nossa paisagem desapareça por completo”, o que o motivou a dar um giro completo em sua vida.

© Cortesia de Plataforma Urbana
© Cortesia de Plataforma Urbana

O parque está localizado em um terreno de 17 quilômetros quadrados e seu grande atrativo é “Forevertron”, uma escultura gigante de 36 metros de largura, 15 metros de altura e 320 toneladas, de aspecto futurista e industrial. Todos os componentes têm entre 50 e 100 anos e não demandaram gastos na sua obtenção. Por conta das dimensões da escultura à qual deram origem, o Dr. Evermor decidiu dispô-la no solo para que tivesse maior estabilidade.

© Cortesia de Plataforma Urbana
© Cortesia de Plataforma Urbana

Entre os materiais industriais que deram origem a “Forevertron” se encontram vários de destaque, como um câmara de descontaminação do projeto Apolo da NASA, dínamos construídos por Thomas Edson no século XIX e resquícios coletados na Fábrica de Munições do Exército dos Estados Unidos. A altura da escultura permite que os visitantes possam ver o parque desde a rodovia que passa a alguns quilômetros e chega ao parque que também foi reconhecido como um dos dez lugares mais interessantes do país pela revista Road America.

© Cortesia de Plataforma Urbana
© Cortesia de Plataforma Urbana

Mas “Forevertron” não é o único atrativo do parque. O Dr. Evermor fabricou 70 esculturas em formato de pássaros que dão origem a uma banda, porque emitem distintos sons de aves. No parque existem mais esculturas com formas de animais, como uma aranha gigante e vários gatos.

© Cortesia de Plataforma Urbana
© Cortesia de Plataforma Urbana

Ingressando parque de arte do Dr. Evermor surgem várias sensações, como retroceder à época da Revolução Industrial, ou entrar no mundo paralelo de seu criador.

Banda de pájaros © florador, vía Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Banda de pájaros © florador, vía Flickr. Used under Creative Commons

Aos75 anos, o fundador do parque continua fabricando esculturas que seguem o estilo das que já estão instaladas no exterior. A grande maioria é vendida para financiar o funcionamento de parque.

O Dr. Evermor justifica a criação de seu parque dizendo que “estamos aqui só por um curto período. Temos que deixar algo no planeta, deixa-lo um pouco melhor que o encontramos”.

               


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Sobre este autor
Cita: Joanna Helm. "“Parque de Arte do Dr. Evermor”: Um parque de esculturas recicladas" 09 Jun 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/118854/parque-de-arte-do-dr-evermor-um-parque-de-esculturas-recicladas> ISSN 0719-8906

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