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Mais urbanização e mais automóveis: O desafio de construir vias seguras

Mais urbanização e mais automóveis: O desafio de construir vias seguras
Mais urbanização e mais automóveis: O desafio de construir vias seguras, Cidade do México. © Curt Carnemark; via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Cidade do México. © Curt Carnemark; via Flickr. Used under Creative Commons

Traduzido do texto original entitulado More urbanites, more cars: the challenge of urban road safety and health, de .

Na medida em que mais e mais pessoas passam a viver nas cidades e regiões metropolitanas, um número cada vez maior de automóveis é colocado diariamente nas ruas. Estes veículos não apenas aumentam as emissões de gás carbônico (CO2), mas também potencializam o problema de congestionamento das ruas, e ocasionam acidentes de trânsito, em alguns casos fatais. Levando em consideração que a cada ano ocorrem 1,2 milhões de mortes relacionadas a acidentes de trânsito, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), espera-se, lamentavelmente, que esta se torne a quinta causa mais freqüente de mortes até 2030, resultado do aumento da urbanização e do número de veículos motorizados.

Quais são algumas das principais causas de acidentes de trânsito nas cidades? O que se pode fazer para reduzir o número de mortes no trânsito através do desenvolvimento urbano sustentável e melhorias na mobilidade dentro das cidades? Quais são os exemplos de projetos bem sucedidos que têm ajudado a reduzir o número de vítimas fatais no trânsito das cidades?

Em um encontro realizado há algumas semanas em Washington, Estados Unidos, organizado pela Instituição The Brookings e pela Fundação FIA, estas foram algumas das perguntas levantadas. Dentre os ministrantes estavam Holger Dalkmann, Diretor do Centro para o Transporte Sustentável, EMBARQ e Claudia Adriazola-Stell, Diretora do Programa de Saúde e Segurança em Vias, da EMBARQ.

Na seqüência estão colocadas algumas de suas reflexões.

Mais cidades, mais urbanização, mais automóveis

Hoje em dia, mais de 50% da população mundial vive em áreas urbanas. O número de habitantes das cidades está aumentando exponencialmente, com uma concentração deste crescimento em regiões da África e Ásia. Até 2050, espera-se que 70 % da população global viva nas cidades. Ao mesmo tempo, o número de veículos motorizados – relacionados muitas vezes ao símbolo de sucesso e êxito individual – está previsto para atingir o número de 2 bilhões em todo o mundo até 2020, segundo a revista Yale Environment 360, da Universidade de Yale. O confronto entre estas duas tendências - a urbanização e os veículos individuais – representa um grande desafio para a segurança das ruas no futuro.

A ameaça de mais veículos e distâncias mais longas

 Rodovia Ayalon, Israel. Via <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/'>Wikimedia</a> Commons
Rodovia Ayalon, Israel. Via Wikimedia Commons

Um fator fundamental do aumento de acidentes de trânsito fatais está relacionado à maior distância que os automóveis devem percorrer diariamente; como existe um número cada vez maior de automóveis nas ruas, e os trajetos são, também, cada vez mais longos, maior é a probabilidade de aumento dos acidentes. Para salvar vidas é preciso reduzir a quantidade de trajetos em veículos particulares e reduzir a distância destes trajetos. As cidades – lugares dinâmicos onde se concentram as pessoas que necessitam de mobilidade – apresentam as oportunidades para enfrentar estes desafios e melhorar a condição atual, levando a um futuro mais promissor.

Mudanças estruturais nos países e nas cidades como parte da solução

Bangkok, Tailândia. ©masaru_yoshiyama; via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Bangkok, Tailândia. ©masaru_yoshiyama; via Flickr. Used under Creative Commons

Quando as cidades crescem horizontalmente, as distâncias também crescem, o que incide no aumento de acidentes de trânsito, sem considerar outros tantos efeitos deste crescimento horizontal, como a contaminação do ar, a diminuição da prática de atividades físicas da população e os congestionamentos das vias urbanas. As cidades precisam se manter compactas e voltadas à escala humana, ao invés de privilegiar a circulação dos veículos. Para tanto, devem oferecer um sistema de transportes que integre as caminhadas e os deslocamentos de bicicletas, além de oferecer alternativas economicamente viáveis de transporte público, em comparação ao transporte individual motorizado.

Os projetos bem sucedidos em escala local são importantes para demonstrar que se pode reduzir o número de vítimas fatais. Uma vez que a solução tenha sido comprovada, devem-se criar compromissos mais amplos entre governos locais. Levando em consideração o número de pessoas que viverão nas cidades nos próximos anos, devemos transformá-las, converter as cidades em lugares mais seguros e preocupados com a qualidade de seus espaços e da vida de seus habitantes. 

Quando as cidades são projetadas para as pessoas e não para os automóveis, as opções mais seguras de mobilidade podem ser múltiplas: utilizar o transporte coletivo integrado, andar de bicicleta, caminhar e compartilhar o automóvel.

Quais são alguns exemplos bem sucedidos?

Holanda. © matt707; via flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Holanda. © matt707; via flickr. Used under Creative Commons

Atualmente, a divisão EMBARQ Turquia está trabalhando em cidades como Antalia, Eskişehir e Sakarya, com a intenção de recuperar a bicicleta como um meio de transporte, através de assistência técnica e oficinas de capacitação para a instalação de vias e infraestrutura para a utilização das bicicletas. A EMBARQ Turquia também vem desenvolvendo um papel de protagonista no projeto de peatonização da península histórica de Istambul, Patrimônio Mundial das Nações Unidas, onde circulam diariamente milhares de moradores, trabalhadores e turistas.

Para ver alguns exemplos de tráfego seguro e eficiente, pode-se considerar o sistema Bus Rapid Transit (BRT), implementado pela primeira vez no Brasil, como uma alternativa que pode enfrentar o aumento do número de acidentes de trânsito potencializado pela triplicação do número de automóveis e motocicletas. Desde sua implementação, o transporte público tem proporcionado à cidade um ambiente seguro para se fazer caminhadas e passeios. Embora o Rio de Janeiro e Belo Horizonte sejam grandes cidades com regiões metropolitanas bastante vastas, não apresentam muitas vias de grande capacidade de trânsito. Como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, a EMBARQ Brasil vem trabalhando para ajudar estas cidades através de auditorias sobre segurança nas vias e simulações de engenharia de tráfego, fornecendo apoio técnico para o projeto de cinco corredores de BRT que percorrerão 138 km e poderão transportar, de forma segura, mais de dois milhões de passageiros todos os dias.

Bus Rapid Transit (BRT) em Curitiba, Brasil. © whl.travel; via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
Bus Rapid Transit (BRT) em Curitiba, Brasil. © whl.travel; via Flickr. Used under Creative Commons

As cidades são os motores do crescimento, elas representam 80% do PIB mundial. Para manter a qualidade delas, temos que preservar o fluxo de pessoas e mercadorias através de um transporte seguro e eficiente. As cidades bem planejadas oferecem múltiplas opções de mobilidade sustentável, o que melhora a qualidade de vida de seus habitantes e facilita o acesso às oportunidades presente nos ambientes urbanos.

Sobre este autor
Fernanda Britto
Autor
Cita: Fernanda Britto. "Mais urbanização e mais automóveis: O desafio de construir vias seguras" 14 Abr 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/108565/mais-urbanizacao-e-mais-automoveis-o-desafio-de-construir-vias-seguras> ISSN 0719-8906

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