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Escola Primária Comunitária para Meninas / Orkidstudio

  • 11:00 - 24 Novembro, 2016
  • Traduzido por Lis Moreira Cavalcante
Escola Primária Comunitária para Meninas / Orkidstudio
Escola Primária Comunitária para Meninas / Orkidstudio, © Peter Dibdin
© Peter Dibdin

© Peter Dibdin © Peter Dibdin © Peter Dibdin © Peter Dibdin +36

  • Gerente de Projeto

    James Mitchell
  • Equipe

    Andrew Perkins, Kirsty Cassels, Paul Elliott, Spencer Fretwell, e a comunidade local
  • Engenharia Estrutural

    StructureMode
  • Construtora Principal

    Orkidstudio
  • Cliente

    The Swawou Foundation
  • Custo Total

    £90.000,00
  • Custo/m²

    £90/m²
  • Mais informaçõesMenos informações
© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

Do arquiteto. O surto de Ebola na África Ocidental foi relatado pela primeira vez em março de 2014 e rapidamente se tornou a ocorrência mais mortal do vírus desde sua descoberta em 1976. Já um país com sérios desafios econômicos e sociais, recuperando-se de mais de uma década de guerra civil, a epidemia Ebola foi ainda mais um golpe em seu desenvolvimento e crescimento. No entanto, para uma comunidade na província leste do país, a abertura da nova Escola Swawou para Meninas oferece esperança e inspiração a um notável grupo de jovens mulheres.

© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

Dois anos atrás, em fevereiro de 2014, Orkidstudio abriu um novo caminho numa nova escola para meninas em Kenema, na região leste do país, empregando até setenta homens e mulheres da comunidade local a cada dia. A Fundação Swawou procurou fornecer novas instalações de aprendizagem para até 120 jovens meninas da área local. Criada pela primeira vez em 2009 por Ahmed Jaward e Kirsty Wood, esta foi a única escola que não permitiu o castigo corporal, e está formando meninas com confiança e inteligência sem paralelos. O edifício foi votado a "melhor escola em Serra Leoa" em uma estação de rádio nacional antes mesmo de ter um telhado.

Planta
Planta

No entanto, a apenas quatro semanas da conclusão, e com parte do telhado final ainda a ser construído, a obra foi interrompida e o local fechado assim que os primeiros casos confirmados do vírus Ebola atingiram a região. Além disso, rumores equivocados de bruxaria, maldições e jogos políticos estavam em circulação. Este período foi caracterizado por sentimentos de medo e confusão, ninguém realmente sabia como se proteger, e muito menos entender o que estava acontecendo. O último horror em Serra Leoa, a guerra civil que eclodiu em 1991 e durou cerca de onze anos, ainda era uma lembrança recente para muitas das pessoas e apesar da corrupção política e do crime, o país estava em paz e se esforçando para melhorar. Já uma das nações mais pobres do mundo, Serra Leoa enfrenta agora mais sofrimento social e econômico como resultado direto do Ebola.

© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

O número de mortes registradas ultrapassou 11 mil na África Ocidental antes que a região fosse declarada livre de Ebola. No entanto, qual é o papel da arquitetura após tal crise? Geralmente, arquitetos encontram causas claras para intervenção quando se deparam com desastres naturais ou causados pelo homem, ajudando a reconstruir cidades destruídas ou oferecendo soluções para populações deslocadas e sem abrigo. No entanto, quando o desastre em si não tem forma real, é uma ameaça invisível de proporções devastadoras, existe algum papel que a arquitetura possa desempenhar?

© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

A epidemia de Ebola pode não ter destruído edifícios ou deixado pessoas sem casa, mas a extensão da reconciliação social e econômica que deixou rastro é vasta. Em janeiro de 2016 retomou-se o trabalho no prédio da escola, que ficou coberto de ervas daninhas e mato. Depois de muitos novos desafios e dificuldades, um edifício que tinha permanecido negligenciado e desamparado por dois anos agora é motivo de orgulho, está completo e brilhando no sol oeste-africano. Há um longo caminho a percorrer para recuperar este país maravilhoso e avançar para a frente, e ainda mais para transformar sua imagem global, no entanto, neste caso, um novo edifício abriu suas portas a muitos estudantes jovens animados, oferecendo novos empregos para a comunidade local, e pode representar algo muito maior que os materiais com os quais foi construído.

© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

Sobre a Fundação Swawou

A Escola Primária Comunitária para Meninas da Comunidade Swawou foi criada em 2009 para oferecer uma educação primária gratuita para meninas de contextos desfavorecidos. A escola está localizada em uma área chamada Swawou na cidade de Kenema, no leste da Serra Leoa. Todas as meninas residem na comunidade local com seus pais, guardiões ou outros membros da família. A Fundação Escola Swawou se esforça para ajudar a escola a alcançar seus objetivos e ambições a partir de angariação de fundos e apoio. 

© Peter Dibdin
© Peter Dibdin

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Escola Primária Comunitária para Meninas / Orkidstudio" [Community Primary School for Girls / Orkidstudio] 24 Nov 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Moreira Cavalcante, Lis) Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/800020/escola-primaria-comunitaria-para-meninas-orkidstudio>
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