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Clássicos da Arquitetura: Neue Nationalgalerie / Mies Van der Rohe

  • 12:00 - 19 Setembro, 2016
  • por Dan Gamboa Bohurquez
  • Traduzido por Eduardo Souza
Clássicos da Arquitetura: Neue Nationalgalerie / Mies Van der Rohe
Clássicos da Arquitetura: Neue Nationalgalerie / Mies Van der Rohe, © Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

Na área do Kulturforum localizada no centro de Berlim localiza-se a Neue Nationalgalerie, última obra do mestre da arquitetura, Mies van der Rohe. Implantada ao sul do Tiergarten e a oeste da Postdamer Platz, ao lado da Filarmônica, ergue-se este edifício que conclui em sua máxima expressão o minimalismo do famoso Estilo Internacional. Ironicamente, a Neue Nationalgalerie foi o primeiro e último edifício de Mies em sua cidade natal, e significou para o arquiteto uma consagração de seus postulados arquitetônicos na linha de desenho que lhe havia caracterizado.

© Dan Gamboa Bohurquez © Dan Gamboa Bohurquez © Flickr user Christian Beirle Gonz·lez © Dan Gamboa Bohurquez +16

Berlim estava dividida pelo muro, e a administração da recém criada República Federal Alemã decidiu revitalizar essa zona da cidade com uma série de equipamentos culturais que incluíam, além da Neue Nationalgalerie, a já citada Filarmônica e a Matthiaskirche. Foi então que Mies foi chamado para desenvolver o projeto, no qual encontrou vários problemas de abordagem, mas acabou concluído segundo a ideia original do arquiteto.

© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

A obra conforma uma nova disposição de museu, cuja configuração de projeto se viu posta à prova com as primeiras exposições. Para a época, representou um avanço importante ter uma planta livre para expor obras de arte na superfície quase ao ar livre e, simultaneamente, abaixo do solo, e de forma hermética. Isso representou ter flexibilidade em quais tipos de obras deveriam ser expostas no museu, dando ainda mais liberdade e criando diversas opções curatoriais.

© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

O alinhamento do projeto do edifício é simples: existe uma exaltação da planta livre e uma premeditada instrução para diferenciar entre o aberto e o fechado; o escuro e o iluminado. Mies projeta um subsolo de pedra de 105 x 110 metros que se levanta do solo e que, em sua pura geometria, somente é interrompido por acessos e circulações. Serve como plataforma de assentamento do volume claro, quase flutuante e também aberto, que abriga a coleção permanente no seu interior. Sobre isso, posiciona-se o outro volume da galeria, uma cobertura escura, apoiada nas famosas colunas cruciformes de Mies van der Rohe. Aqui fecha-se a área de exposições temporárias com paredes de vidro de 2.500 m² recuados da borda da cobertura, que parece flutuar à noite com seus 8,40 metros de altura.

© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

Seguindo o espírito da época, do Estilo Internacional, o programa é uma simples meditação do contido. Para Mies, mais que uma planta livre, sua obra tratava de delimitar e conter espaços, com a simples intenção de diferenciar o externo do habitável sem perder a conversa inata entre o lugar (o ponto afetado) e o entorno. A paisagem ingressa na planta livre com tal honestidade que o edifício parece não existir.

© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

Dessa mesma forma, inclusive os interiores do edifício tratam de levar ao mínimo a necessidade de delimitações ou acessos, como se confiasse que a vontade do usuário fizesse parte da configuração do projeto. O acesso à exposição temporária, na superfície, se dá na passagem entre o exterior e o espaço fechado, brincando com a ideia de um salão que contém tudo em sua flexibilidade: uma recepção que é também sala de exposição e entrada.

© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez
© Dan Gamboa Bohurquez

Dentro do volume fechado estão as exposições permanentes, a coleção gráfica, os escritórios administrativos e o café, tudo construído em concreto armado. No entanto, apesar do material escolhido para essa área, a iluminação natural é resultado de uma estratégia de projeto sensível: as salas de exposição situadas a oeste abrem-se para um jardim de esculturas onde Mies deixa espaço para vegetação e um espelho d'água.

© Flickr user Christian Beirle Gonz·lez
© Flickr user Christian Beirle Gonz·lez

A Neue Nationalgalerie é um edifício que exalta a abstração da forma e a função em seu mais puro conjunto, permitindo deslumbrar em seu projeto soluções simples para problemas complexos. Com a simples aplicação de propostas sutis de projeto para problemas como a separação entre áreas temporárias de permanentes ou de iluminação natural, Mies cria um edifício que em sua simplicidade disseca uma tímida complexidade que, para muitos, pode vir a incidir em estratégias de projeto complicadas e incompreensíveis para o usuário.

Revise também esse artigo onde Guillermo Hevia visita a Neue Nationalgalerie para Plataforma Arquitectura 

Plataforma en Viaje: Neue National Gallery Berlín, Mies van der Rohe

  • Arquitetos

    Mies van der Rohe
  • Localização

    Potsdamer Straße 50, 10785 Berlim, Alemanha
  • Arquiteto Responsável

    Mies van der Rohe
  • Área

    0.0 m2
  • Ano do Projeto

    0
  • Fotografias

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Gamboa Bohurquez, Dan. "Clássicos da Arquitetura: Neue Nationalgalerie / Mies Van der Rohe" [Clásicos de Arquitectura: Neue Nationalgalerie / Mies Van der Rohe] 19 Set 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/795524/classicos-da-arquitetura-neue-nationalgalerie-mies-van-der-rohe>
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