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Exposição "Paraíso Ocupado" no Studio-X Rio

  • 18:00 - 3 Junho, 2016
Exposição "Paraíso Ocupado" no Studio-X Rio
Exposição "Paraíso Ocupado" no Studio-X Rio, Plano diretor Centro da Barra, projetado por Oscar Niemeyer. Image via Studio-X Rio
Plano diretor Centro da Barra, projetado por Oscar Niemeyer. Image via Studio-X Rio

A melhor maneira de prever é olhar para trás, e vamos lembrar aqui, com poucas palavras, como tudo começou.
Lúcio Costa sobre seu Plano Piloto da Barra da Tijuca (1969)

Paraíso Ocupado é o resultado de uma longa pesquisa que procura revisitar e reconstruir o plano diretor Centro da Barra, mais tarde conhecido como Athaydeville, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Projetado por Oscar Niemeyer, foi oficialmente aprovado em 1970 (o arquiteto havia trabalhado 3 anos no projeto) e serviu de inspiração para o Plano Piloto de Lucio Costa, para o bairro como um todo, nas planícies de Jacarepaguá (1969).

Centro da Barra foi concebido como uma infraestrutura modernista com 71 torres circulares de residências e espaços públicos situados ao entorno dos jardins tropicais desenhados por Roberto Burle-Marx. Essa área residencial, que não foi dividida por paredes ou muros, previa acomodar um grande número de famílias de diversos tamanhos. Lúcio então projetou esses centros urbanos em uma escala maior ao longo da planície.

Sem um controle estatal, a Barra da Tijuca foi se tornando em um El Dorado urbano para a especulação imobiliária, e as diretrizes do plano diretor foram eventualmente descartadas. O desenvolvimento do projeto para o Centro da Barra começou no início da década de 1970, mas acabou refreando-se constantemente devido à alta especulação, políticas e negócios obscuros, até ser finalmente cancelado em 2005.

O desenvolvimento urbano da Barra de Tijuca e a tentativa falha de implementar seu plano diretor são marcos na falência do modernismo brasileiro. O que era o desenho de um bairro diversificado e eco-friendly se tornou uma fortaleza de condomínios gradeados e tráfego rodoviário tumultuado.

Desde 2010, quando o Rio de Janeiro foi anunciado sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a Barra vem sendo promovida como seu epicentro. Parece que a história se repete: o preço da terra sobe, favelas são removidas forçadamente e a região é mais uma vez (de maneira semelhante à dos anos 70) vendida como o novo paraíso.

A exibição dos artistas Wouter Osterholt e Ingrid Hapke reúne modelos em escala dessa utopia modernista chamada Centro da Barra, e junto com diversos documentos fará possível traçar as particularidades da história de urbanização da Barra. Paraíso Ocupado é baseado em antigos documentos não publicados que fazem parte de um arquivo abandonado encontrado nas ruínas de uma das três torres circulares que realmente foram construídas. Incluem plantas arquitetônicas, desenhos, propagandas e partes de jornais. Um website com os documentos digitalizados será lançado junto com a exibição, para que o material se torne acessível ao público. É esse o principal objetivo da exposição: estabelecer um museu preocupado com a urbanização histórica da Barra da Tijuca. 

A abertura da exposição será acompanhada de uma conversa entre Wouter Osterholt, Ingrid Hapke e Gerônimo Leitão com mediação de Pedro Rivera.

Wouter Osterholt
O artista baseado em Berlim tem um B.A. em belas artes da Rietveld Academy, Amsterdam/Holanda. Ele desenvolve projetos específicos para sites onde explora a esfera pública como domínio, onde diferentes comunidades colidem. Adotando um método de pesquisa similar ao jornalismo, ele procura revelar interesses conflitantes, o que define políticas locais e a organização do público.

Ingrid Hapke 
Trabalha como autora, artista contextual e tradutora em Berlim. Sua pesquisa PhD focou em Movimento Literário Marginal/Perifério contemporâneo em São Paulo. Como colaboradora ela trabalha em projetos artísticos internacionais intervencionistas como “Be not a servant of men“ (NL/Paraguay, 2013). Ele também foi co-organizadora do volume de entrevistas Polifonias marginais (2015).

Gerônimo Leitão
Arquiteto (FAU UFRJ, 1982). Doutor em Geografia (IGEO – UFRJ, 2004). Professor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense. Experiência profissional e acadêmica em projetos de habitação de interesse social e de regularização urbanística de assentamentos informais. Diretor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense.

Via Studio-X Rio

Cita: "Exposição "Paraíso Ocupado" no Studio-X Rio" 03 Jun 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/788744/exposicao-paraiso-ocupado-no-studio-x-rio>
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