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Unisociesc Bloco H / Metroquadrado

  • 05:00 - 25 Maio, 2016
Unisociesc Bloco H / Metroquadrado
Unisociesc Bloco H / Metroquadrado, © Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

© Pablo Teixeira © Pablo Teixeira © Pablo Teixeira © Pablo Teixeira + 25

  • Arquitetos

  • Localização

    Joinville - SC, Brasil
  • Autores

    Marcos Deretti, Miguel Cañas Martins, Luis Eduardo S. Thiago.
  • Área

    3703.0 m2
  • Ano do projeto

    2015
  • Fotografias

  • Colaboradores

    Cleonice Hermann, Flaviano Bonassa, Fernanda Brito de Souza, Danara Barata, Rafaela Rodrigues, Israel Freitas Pereira, Neita Lira Just e Ângela Maria de Borba.
  • Execução

    Construtura Dona Francisca Ltda
  • Estrutura Metálica

    Metalville Ind. e Com. de Esquadrias Metálicas Ltda.
  • Esquadrias

    Petry Esquadrias Ltda
  • Paisagismo

    Eduardo Soares
  • Interiores

    Metroquadrado
  • Sinalização

    Firmorama
  • Mais informações Menos informações
© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

Do arquiteto. Recentemente, finalizamos um trabalho muito especial, que exigiu uma boa energia e entrega de todas as pessoas envolvidas no processo: do cliente à toda a cadeia de colaboradores e projetistas. Desafiamos esse time todo a repensar a forma como nos relacionamos e interagimos com os espaços e as pessoas; a provocar percepções mais intuitivas, simples e transparentes; e a experimentar ambientes que inspirem por meio de experiências marcantes - atributos essenciais para um prédio destinado a um curso de arquitetura. Assim nasceu o projeto do edifício que hoje recebe o curso de Arquitetura da Unisociesc, em Joinville.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

O novo edifício projetado para a Unisociesc foi pensado para as pessoas. Possui um caráter de forte relação, não só com o programa interno que deveria abrigar, mas com sua influência no entorno em que está inserido. Portanto, conversa de forma generosa com a paisagem do campus, liberando seu pavimento térreo para o trânsito e convívio de todos.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

Revisitamos o legado dos pilotis sob uma nova perspectiva. Priorizamos o uso de elementos industriais, estruturas aparentes e materiais em seu estado bruto, incentivando as pessoas a se questionarem em vez de procurar respostas. Buscamos uma estética embasada na memória da arquitetura modernista brasileira e na transparência do processo do canteiro de obra, como um espaço em constante evolução.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

Reflexões e informações sobre o projeto

• O projeto do novo edifício do curso de arquitetura da Unisociesc marca uma nova fase na história da instituição ao oferecer conceito voltado à aprendizagem dos alunos. Um edifício que representasse o cenário contemporâneo, mas que ao mesmo tempo fosse uma releitura do legado da arquitetura brasileira. O foco foi pensar no momento que estamos vivendo na forma como nos relacionamos e interagimos com os espaços e as pessoas: mais intuitivo, aberto e transparente.

• O projeto, que possui aproximadamente 3000m² tem capacidade para receber cerca de 300 alunos por período.

• Consideramos um projeto que fosse, além de tudo, inspirador, com ambientes preparados para despertar e potencializar a criatividade e o aprendizado do estudante. O objetivo foi deixar as camadas da história do espaço anterior à obra e ao mesmo tempo preencher as lacunas para criar uma nova história que vai ser escrita pelo estudante. Por isso, todas as instalações são aparentes e os acabamentos dos materiais em seu estado bruto.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira


• Desde o começo do projeto houve uma preocupação maior com papel da obra em relação ao campus e a paisagem. Queríamos que fosse um prédio generoso que fosse um lugar onde as pessoas seriam as protagonistas da história. Que estivesse presente ali no campus, mas que ao mesmo tempo conversasse com o entorno e que tivesse uma área pública. Por isso o térreo foi solto do chão por meio dos pilotis, por ser um espaço de passagem. Além disso, a escadaria externa também se transforma em palco e pode ser usada para ações de pessoas e projetos.

Corte Transversal
Corte Transversal

• Todo o andar térreo é flutuante e foi pensado dessa forma por já ser uma área de passagem com qual os alunos já estavam acostumados, antes de ali existir um edifício. Por isso, achamos que seria 'antipático' negar aos alunos esse caminho para outros lugares. É por isso que ele foi feito solto no chão, para que fosse possível atravessar por baixo. Assim as pessoas poderiam continuar fazendo aquilo que elas já estavam acostumadas. Além disso, por ter uma preocupação com o respeito à escala humana, o teto do térreo foi construído com o pé-direito mais baixo que os demais pavimentos

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira
Planta Baixa - Térreo
Planta Baixa - Térreo

• No térreo há ainda o auditório e a infra-estrutura de escada e banheiro. Já as áreas de jardins e o terraço foram criados para serem espaços de descompressão. Poderiam ser utilizados como salas de aulas, mas pensamos que poderia ser muito mais interessante oferecê-los como áreas de observação e integração dos alunos.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• O conceito do projeto quis estabelecer também uma conexão com o passado. O passado significa as referências da arquitetura brasileira. O pilotis e as estruturas de concreto aparentes, por exemplo, são inspirações de nossas referências modernistas, como Paulo Mendes da Rocha e Vilanova Artigas, por exemplo, mas aqui aparecem de forma atualizada.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• A estrutura aparente deu, inclusive, um novo significado ao projeto. Essa escolha vem para evidenciar como a estrutura é feita. Tivemos o objetivo de evidenciar o processo de execução da obra para que fosse objeto de estudo dos alunos.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• Com a exposição de elementos como tubulações, forros e lajes, o edifício servirá para a aprendizagem dos processos e o contato com os materiais de obra. Queremos utilizar e apresentar os materiais aos alunos do jeito que eles são. Trabalhamos com a verdadeira natureza do cimento, do ferro, da madeira e do alumínio.

• Além disso, a construção aparente beneficia o lado técnico do processo e traz uma memória física de como foi a obra, facilitando a manutenção. Tudo isso tem um caráter educacional e honesto. O aluno irá aprender no próprio prédio como as coisas funcionam. O próprio processo da obra foi uma aprendizagem, pois os professores trouxeram os alunos para ver as etapas de execução. Não só do curso de arquitetura, mas das turmas de engenharia também.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• Tendo em mente a diferenciação da obra em relação a outros espaços de ensino. O objetivo do projeto como um todo sempre foi estimular os alunos a aproveitarem os espaços para estudar. Outro motivo que reforçou o cuidado com as áreas comuns foi a necessidade de integração entre os alunos dos diferentes cursos e períodos da instituição. Em cada andar, inclusive no terraço do edifício, foram dispostos bancos e sofás dedicados não só ao descanso, mas ao estudo e a realização de trabalhos acadêmicos.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• Para instigar ainda mais a curiosidade dos alunos, houve uma preocupação com a estética do edifício. Tanto a arquitetura do edifício quanto o projeto de interiores passam a ideia de uma estética inacabada e do olhar incompleto. O objetivo é desafiar valores e não entregar respostas prontas, mas propor desafios mentais, que farão as pessoas pensarem para responder.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• A ideia foi estabelecer uma relação com a vivência acadêmica. A faculdade representa um período da vida que é transitório, mas que nos faz evoluir como pessoa, então a obra precisava passar uma mensagem que fosse parecida com essa ideia. Por isso que, para nós, o edifício parece estar ainda em construção, sempre em desenvolvimento, exatamente como o ser humano.

• Outro exemplo da natureza voltada a aprendizagem são as escadas do edifício, que apresentam frases de arquitetos famosos como fonte de inspiração dos estudantes. Pensamos ‘por que não usar o fundo de uma escada para alguma coisa que seja de alguma forma útil ou inspiracional? A escada passa também a ser um suporte.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• Mais uma particularidade da obra é o fato do edifício não ter frente, lateral ou fundo definidos. Ele deixa um questionamento no ar, porque não entrega tudo pronto. Fica a critério da pessoa descobrir qual é o seu próprio percurso e dar um ar de informalidade, de deixar espaço para a interação humana, o improviso e o imprevisto, para que as pessoas possam ocupar o lugar e se relacionar com ele.

• Cada andar tem uma identidade diferente, sendo que nas áreas de alvenaria nós colocamos as cores da marca da Unisociesc, uma em cada andar. Assim dá para identificar as salas e outras áreas pela cor. Já os materiais fazem referência ao caráter industrial da cidade.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira

• Na parte de interiores, fizemos menção à energia do ambiente, que é feita por pessoas. Um espaço para ter vida, que foi feito para ser ocupado. Por isso, a ambientação é lúdica, colorida e a mobília é flexível.

© Pablo Teixeira
© Pablo Teixeira
Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Unisociesc Bloco H / Metroquadrado" 25 Mai 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <http://www.archdaily.com.br/br/788175/unisociesc-bloco-h-metroquadrado>