Câmara Resonante / rvtr

Câmara Resonante, um sistema de envelope interior que implanta os princípios de um origami rígido, transformando o ambiente acústico através de sua dinâmica espacial, material e tecnologias eletroacústicas. O objetivo do rvtr é o de desenvolver um “Soundsphere” capas de ajustar as suas propriedades em respostas às mudanças das condições sonoras, alterando o som de um espaço durante a execução e criação de um instrumento na escala arquitetônica, flexível o suficiente para que ele possa ser capaz de ser reproduzido.

© Peter Smith

O projeto é desenvolvido através de três correntes de pesquisa e desenvolvimento iterativas, em ambos os testes computacionais e em protótipos de escala real da instalação: Superfícies Geométricas Dinâmicas; e Atuação Variável e Resposta.

© Peter Smith

A superfície facetada acústica é composta dum conjunto de painéis de reflexão, absorção e eletroacústico, agrupados em torno de um painel eletrônico que contém o controle dos circuitos para atuação linear, eletroacústica de amplificação do alto-falante de modo distribuído, alto-falantes embutidos e um conjunto de sensores. Um painel eletrônico pode conter o processamento suficiente para controlar quatro alto-falantes, sensoriamento local acústico e três conjuntos de atuadores lineares, que por sua vez, controlam três células planas dobráveis.

© Cortesia rvtr

As simulações permitiram que os modelos aprendessem a organizar predicativamente as variações dos painéis acústicos ideias com base nas restrições de entrada, como o tempo de reverberação, coeficiente de absorção, a amplificação direcional e o início/fim da resposta acústica.

Modelo acústico 1

O atributo plano de dobragem do origami rígido permite a mudança das propriedades de superfície exposta do envelope operando com um número preditivo de DOF. Estas células plano-dobráveis são geometricamente traduzidas por atuadores lineares montados paralelos para o topo do painel. Estes são controlados através do sinal de PWM para controlar o ângulo de dobra resultando numa proporção de superfície exposta.

Detalhe dos origamis

Esta abordagem oferece a capacidade de modificar a forma estética, ao mesmo tempo manipulando a acústica dum espaço. O DOF no sistema permitem um número que limita os pontos de acionamento para serem coordenados ao longo da superfície contínua, resultando em transformações personalizadas com base em critérios de entrada e otimização acústica.

Modelo acústico 2

Este fator de desempenho é descrito em termos de densidade permitindo que a espessura do painel seja especificada em relação às propriedade do material. Os painéis acústicos de Polipropileno Expandido Poroso (PEPP) fornecem o coeficiente de absorção acústica de som desejado para os efeitos de amortecimento e a rigidez do painel de moagem para as configurações geométricas desejadas para o origami plano-dobrável. Os painéis PEPP são confrontados com uma superfície perfurada, permitindo uma exposição mínima de 25% para redução de ruído ideal com coeficiente de redução de ruído de 0,85. O sistema de painel rígido inclui alto-falantes distribuídos e montados em painéis de 9,5mm na face. Esta tecnologia “piezoelectric” permite que o som seja produzido através dos painéis.

O controle simultâneo e dinâmico da exposição material e configurações geométricas através da deformação superficial oferece um novo modelo para ajustar ambientes acústicos. Embora existam precedentes no controle da resposta tardia do ambiente através do uso de sistemas que controla a altura ou orientação de um refletor de teto, as utilizações de um sistema para controlar cineticamente a curvatura de frente da onda, o nível e o tempo de chegada de reflexões iniciais, ainda não possui precedentes em pesquisa acústica e na investigação de arquiteturas robóticas e envelopes de resposta.

Trabalhos significativos nas áreas de sistemas cinéticos tesselados de arquitetura e superfícies variáveis de acústica que usam uma geometria específica inclui o “Variable Geometry Acoustical Domes” (2005) de David Serero, o “Tunable Sound Cloud” (2009) do Mani Mani, a pesquisa atual de Brady Peters, particularmente a de 2011, “Distortion II” e a “Yakuza Lou” (2008) de Eddy Sykes, uma estrutura origamicinética rígida. Os avanços da Câmara Ressonante exploram a aplicação de tratamentos multifuncionais do material dentro dum espaço acústico volumetricamente variável emparelhado com operação cinética digitalmente controlada através dos sensores ambientais.

© Peter Smith

Ficha técnica:

  • Arquitetos:rvtr
  • Ano: 2012
  • Endereço: University of Michigan Ann Arbor, Michigan Estados Unidos da América
  • Tipo de projeto: Efêmero
  • Operação projetual:Instalação
  • Materialidade: Plástico
  • Estrutura: Madeira
  • Localização: University of Michigan, Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos da América

Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita:. "Câmara Resonante / rvtr" 15 May 2013. ArchDaily. Accessed . <http://www.archdaily.com.br/47160/camara-resonante-rvtr>
comments powered by Disqus