Escola em Vila Viçosa / Cândido Chuva Gomes Arquitectos

O território de intervenção consistia num recinto escolar, terreno vasto e árido, onde, nos intervalos das estruturas pavilhonares, cresciam três grandes pinheiros mansos.
O bloco central detinha as funções sociais e de gestão; outros dois concentravam as salas de aula e laboratórios; um outro ainda estava dedicado às oficinas e, por fim, um pavilhão polidesportivo.

Funcionalmente ultrapassado, formalmente desinteressante e estruturalmente frágil, este equipamento escolar denotava um precoce envelhecimento e uma manifesta incapacidade para se tornar acolhedor e amável para com a comunidade escolar.
Para lá das vertentes atrás enunciadas, também se tornava urgente e incontornável resolver os problemas térmicos, acústicos, de tratamento de ar, as barreiras arquitectónicas, os espaços exteriores, etc.

Desta realidade nasce uma proposta fundamentada noutro conceito de espaço escolar.
Primeiramente seleccionou-se o que se iria preservar e o que seria demolido, o desenho foi percorrendo caminhos familiares, desaguando num propósito de edifício único.

Efectivamente, mantidos os dois blocos de aula e o polidesportivo, a resposta imediata foi a criação de novos volumes, preenchendo o espaço entre eles, criando um edificado contínuo.


Este “novo” edifício escolar, ao reorganizar-se, começou por assinalar a entrada e um átrio digno.
Esse espaço estendeu-se até à via pública, agregando uma “praça” exterior, propondo uma forma mais amável e interessante de acolher a comunidade escolar.
Por dentro desejou-se uma imagem simples e luminosa, com percursos óbvios e confortáveis, agilizando a relação entre as várias entidades funcionais.

Tentou-se conquistar uma relação intensa e adequada de todas as valências espaciais com o exterior.
Exteriormente, uma forra de tijolo maciço artesanal garante uma protecção ao edifício, minimizando os custos de exploração, ao mesmo tempo que confere unidade a todo o conjunto.

A grelhagem em GRC permite controlar a intensidade luminosa e dá o seu contributo para a referida uniformização da imagem exterior do edifício, ajudando à integração dos blocos pré-existentes.
Todo o exterior foi reorganizado, valorizando as actividades ao ar livre, a relação com os espaços interiores, e assumindo um melhor enquadramento do edifício.

Texto CCG Arquitectos.
