Concurso de Estudantes | 9ª Bienal 2011 – Unidades Habitacionais Estudantes / Cássio Riman, Marcus Brito
O local da nova proposta de conjuntos habitacionais provisórios, permanentes e de serviços, com ligações aos meios de transporte público e coletivo, será na cidade de Mogi das Cruzes, região metropolitana do estado de SP- Brasil.
A área escolhida para este novo marco arquitetônico, em uma das maiores cidades do estado de São Paulo, é hoje um campo de futebol, sendo o terreno alvo da proposta por estar entre os principais terminais rodoviários, ferroviários e de duas universidades.

A cidade de Mogi das Cruzes apresenta alto índice de crescimento urbano e é uma cidade receptora de inúmeros estudantes, que saem do litoral e (ou) de cidades do interior para estudar em suas grandes instituições universitárias, ou seja, temos por volta de 30.000 estudantes circulando nesta região.

Levando este fato em consideração, o projeto é formado por três volumes de concreto dispostos de forma a respeitar a orientação solar, encapados por uma segunda pele em estrutura metálica. O primeiro será de uso provisório em lofts que tem o objetivo de abrigar estudantes das duas universidades próximas. O segundo seria de uso permanente, em apartamentos com maiores dimensões; e uma terceira opção a critério do morador, ou seja, residir em um espaço de uso misto, contendo ambas as unidades, de uso provisório e permanente, proporcionando um espaço que contempla o interesse de diversos usuários.

Mogi é uma cidade no qual os estudantes são seu principal foco de desenvolvimento, e deve ser levado em consideração o fato que a região não está preparada para receber estes universitários. Sendo assim, o projeto prevê um espaço de convívio estudantil, que será perfeitamente bem-vindo a estes que estão ali para obter uma formação. Podendo eles fazer de uso profissional o espaço do novo conjunto, que será implantado a uma cota acima do nível da rua, em uma grande laje em concreto, sendo esta uma praça, que abrigará os edifícios com fluxos feitos a partir de duas rampas, e uma escadaria em madeira que fará as boas vindas à população da cidade, onde será integrado ao seu entorno, de forma a englobar os residentes do novo conjunto e a população aos meios de transporte público, com as ligações ao terminal rodoviário intermunicipal, municipal e ao terminal ferroviário, adotando como principio básico, o uso de ônibus, trem e bicicleta. Abaixo desta praça elevada, estará uma área dedicada ao comércio e a cultura.

Considerando a população em geral, terá fácil acesso aos meios de locomoção da região, entre os três principais terminais, ligados por um único espaço de convívio público, coletivo e de interesse estudantil.

A proposta prevê um novo conceito de moradia, cidadania, serviços e cultura para uma cidade que sofre com a ausência destes.

